MTA - aventuras da causa

11/09/2006 13:03


CAPÍTULO 5 – MR. BAD APARECE



A base de operações da Anti-MTA Corporation, na sala do casarão do prefeito Giuseppe Baggio, finalmente fica pronta. Ao terminar a instalação do último computador (o principal), um dos agentes comenta:
- Agora só falta Mister Bad estar aqui para nos comandar!
- Fique tranqüilo, agente. – responde o ‘vice-líder’ William S. – Ele está providenciando algumas coisinhas; logo estará aqui.
Ao ver o trabalho terminado, os agentes se aliviam. E já começam a pensar no mal. Farão de tudo para impedir que a missão da MTA não seja cumprida; seu objetivo é fazer com que ela se torne um fracasso.

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No hotel, George conta aos outros agentes que o homem conseguira escapar. Por um momento, todos ficam pensativos. Mas Brian quebra o silêncio:
- E se esse “pateta” continuar nos perseguindo?
- Eu acho que é um ladrão pensando que somos apenas turistas. Deve estar achando que somos ricos! – comenta Mike.
- Ladron! – espanta-se Valérie – Oh, mon Dieu!
- Que ladrão, que nada! Que idéia mais estúpida! – faz Brian, só para implicar com Mike.
- Não é não, até que faz sentido! – diz Anne, ao ver que Mike ficara encabulado.
George, tentando acalmá-los, encerra o assunto:
- Hm, é, pode ser, mas não devemos ter medo, Deus está conosco! Vamos falar agora dos planos para amanhã! E depois, escovar os dentes e ir para a cama, para que amanhã possamos estar bem dispostos!
- Ih, falou igualzinho à minha mãe, George! – diz Jonathan, fazendo com que todos riam.
- Hm, muito engraçadinho, não sr. Jonathan? – fala George – Então vou apertar suas bochechas também, como sua mãe faz!
- Não! – grita Jonathan, e sai correndo.
George corre atrás de Jonathan, para apertar suas bochechas. Todos se divertem e riem muito, e o jantar acaba em uma divertida bagunça. Apenas no outro dia voltarão a falar sobre os planos para a missão. Sentem-se cada vez mais unidos, cada vez mais como uma verdadeira família.
Mas lá fora, novamente alguém os espiona. Desta vez não o homem estranho, e sim um dos agentes da Anti-MTA. Ao vê-los rindo e se divertindo, ele diz em voz baixa:
- Aproveitem para rir agora. Porque depois vocês só irão chorar, pelo fracasso de sua missão... “agentes”!

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Já pela manhã, na base da Anti-MTA, os agentes dormem todos em colchonetes espalhados pelo chão. É quando de repente, uma voz grave e rouca os desperta do sono. Eles se assustam ao olhar para a figura em pé em frente a porta.
- Bom dia, senhores! Sete horas! Já é hora de levantar e começar o trabalho, não? Mister Bad, seu chefe, finalmente chegou!
Todos os agentes levantam-se prontamente, olhando admirados para o homem, que veste uma capa preta que lhe cobre até os pés e um chapéu de abas longas, lhe tapando metade do rosto, de modo que fica impossível ver seus olhos e cabelos; seu rosto é visível apenas da metade do nariz para baixo. Esse homem que lhes falara de tal forma lhes causava um pouco de medo. Afinal de contas, sabe-se lá o que um sujeito misterioso como aquele, que nunca mostrara seu rosto e cuja identidade verdadeira ninguém conhecia, é capaz de fazer.
- Hoje mesmo começamos nossa missão. – continua Mister Bad – Não devemos perder tempo. Se aquelas crianças começam sua patética missão hoje, nós é que não ficaremos para trás, não é sr. William?
- Certamente, Mr. Bad! – responde o agente William S.
- Então, mãos à obra! – completa Mr. Bad, esfregando as mãos vestidas em grossas luvas de couro.

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- Meninos, meninos, acordem! – grita George, abrindo as cortinas do quarto – Já são nove horas! Deveríamos ter levantado às oito!
Mike, ainda com os olhos meio fechados, pergunta, bocejando:
- Mas não era para você nos acordar às oito?
- É que tenho um pequeno problema de dormir demais! – responde George, meio sem-graça – O despertador toca e eu continuo dormindo. Acho que preciso de um som mais alto para acordar...
- Ok, ok, mas por que não nos deixa dormir mais um pouco? Agora que já estamos atrasados mesmo... – resmunga Brian, colocando o travesseiro sobre a cabeça.
- É, cara, só mais um pouquinho... – concorda Jonathan.
- Não, meninos, acho melhor levantarmos mesmo! Não podemos perder tempo, a missão deve começar! – comenta Mike, empolgado e já saindo da cama.
George concorda, e puxa as cobertas dos rapazes. Brian continua resmungando, mas logo se levanta. Jonathan também levanta, e ao ver a roupa de George – um belo pijama azul-marinho com estrelinhas amarelas – ele ri e não evita o comentário:
- Uau, George! Belo pijama de estrelinhas!
George, depois de se olhar de cima a baixo, responde:
- Qual o problema com meu pijama de estrelinhas? Ele me ajuda a pegar no sono, tá?
Um pouco depois, os juniores finalmente descem para o café da manhã. Lá, uma surpresa os esperava: a secretária Rosa Senderson, que havia preparado tudo para eles antes mesmo de viajarem para a Itália. Os agentes ficam felizes em vê-la.
- Bom dia, agentes! Prontos para iniciar a missão? - ela diz, com um sorriso no rosto.
- Estamos prontíssimos, ‘capitã’ Rosa! – responde George, fazendo continência.
- Não deveriam estar aqui às oito, sr. Robles? – ela diz, olhando para George – Aliás, belo pijama!
- Foi o que eu disse! – diz Jonathan, sorrindo.
- Iaagh! – exclama George, se olhando e percebendo que ainda estava de pijama – É que foi tanta correria para chamar os agentes que acabei esquecendo de trocar de roupa...
Os juniores e Rosa riem ao olhar para George, que fica corado de vergonha. Depois disso, todos partem para o café da manhã. Menos Rosa, que avisa que precisa ir.
- Ah, não vai tomar café com a gente, Rosa? - pergunta Anne.
- Não, querida, vou voltar para a cidade da minha tia hoje mesmo. Só vim ver como estavam. Talvez eu volte algum outro dia para vê-los.
- Tudo bem. Vá com Deus, Rosa! E ore por nós! – diz George, antes de Rosa sair.
Durante o café, George pede aos agentes que dêem idéias para a missão da manhã. Valérie sugere uma ida ao parque da cidade, onde poderiam fazer um ‘mini-desfile de moda’. Brian detesta a idéia, e sugere uma partida de futebol. Jonathan concorda. Anne reclama que as meninas não gostam de futebol, e então propõe uma partida de voleibol, da qual todos participariam. Mike gosta da idéia de Anne. Lisa, porém, diz que eles poderiam sair para andar de skate e patins na pracinha. George acha a idéia excelente, e depois de pensarem um pouco, todos concordam e se empolgam com a idéia de Lisa.
- Viram? A Lisa é quietinha, mas quando fala só saem boas idéias! – comenta George, dando uma piscadinha.
- Verdade! – Mike concorda – E isso é muito bom!
Assim, eles passam a planejar os detalhes da ação. A animação é tanta que nem percebem um faxineiro que varria o chão da cozinha. Ao terminar de varrer, o homem sai e entra numa pequena sala. Lá, ele tira um pequeno fone de dentro do bolso e começa a falar:
- Consegui as informações! Eles vão estar na pracinha...
A apenas alguns metros dali, uma voz sombria responde:
- Ótimo ! Quero vocês de olho, observando tudo o que acontece, sem perder nada. Entendido?
- Sim, Mr. Bad! – responde o falso faxineiro – Pode contar conosco!

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MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov






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