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18/09/2006 13:04
CAPÍTULO 6 ANDANDO SOBRE RODAS
Madrugada em Nova Iorque. Preocupado com a missão e com os agentes, Daniel vira-se de um lado para outro na cama; para a direita, para a esquerda, barriga para baixo, barriga para cima, e nada; o sono parece ter fugido. No silêncio da noite, ele se lembra do dia em que foi demitido da loja, há dez anos atrás. Ele era considerado o melhor, sendo o campeão em vendas todos os meses. Era admirado por todos, menos por Tom Silver, um vendedor que o detestava, provavelmente por inveja. Quando o chefe chamou Dan para uma conversa em sua sala, todos imaginaram que ele seria promovido a gerente. Até mesmo o próprio Dan. As palavras do chefe, porém, foram como um balde de água fria.
- Bem, senhor Daniel Durham, o senhor tem ajudado muito nossa loja ultimamente. Mas devido ao número muito grande de funcionários que temos, decidimos fazer alguns cortes.
- Não entendi, senhor. disse Dan, espantado.
- Vou direto ao ponto: decidimos demitir os funcionários mais antigos. O senhor pode passar no departamento de recursos humanos e acertar suas contas.
A surpresa e o desapontamento foram grandes. Por vários dias, Daniel pensou que Deus o tinha abandonado. Como poderia ter sido demitido, justamente quando era o melhor vendedor da loja? Ele não conseguia entender.
Até que um dia ele se lembrou de um antigo projeto que tinha feito. Lá estava, guardado no fundo de uma gaveta. Então ele entendeu. Tudo aquilo que acontecera foi para que ele começasse a por o projeto em prática. Se não tivesse sido demitido, Dan o teria esquecido, e a MTA jamais teria sido criada.
Foi assim que tudo começou. Depois de alguns dias, Dan começou a procurar um lugar para ser a base da MTA. Mas, como estava desempregado e não tinha muito dinheiro, não conseguiu nenhum, nem uma pequena salinha que fosse. Foi quando resolveu ir conversar com o próprio dono da imobiliária Housing, Charles Goldwell. Desta forma, ele conheceu Charles, agora vice-presidente da MTA. Dan explicou-lhe tudo sobre o projeto e porquê precisava de um local, mesmo que fosse apenas um pequeno escritório, para ser a base da organização. Dois dias depois, uma resposta inesperada: Charles lhe deu não só um escritório, mas um prédio inteiro no centro de Nova Iorque. Daniel quase não acreditou. Menos ainda quando Charles lhe disse que havia vendido a imobiliária e que queria juntar-se a ele. Deste modo, Daniel e Charles deram início à MTA.
Foi um começo difícil, mas valeu a pena. É o que Daniel pensa, pouco antes de finalmente cair no sono, mergulhado em seus pensamentos...
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Em Róssea, Mr. Bad conversa com William e mais dois agentes. Ele os envia à pracinha ,e pede para que fiquem de olho em tudo o que acontecer com os juniores da MTA.
- Mas lembrem-se de uma coisa: não quero que façam coisa alguma por enquanto. ele completa Apenas observem e me informem de tudo! Agora vão!
Eles viram-se para sair, e mais uma vez são interrompidos pela voz forte de Mr. Bad:
- Ah! William! Espere um pouco, preciso falar com você antes de saírem. E vocês dois, esperem o sr. William lá fora.
Os dois saem, e Mr. Bad prossegue:
- William, você sabe que é meu homem de confiança. Cuide de tudo! É sua responsabilidade cuidar para que nossas ações dêem certo!
- Mas... por que está me dizendo isso? Você vai viajar de novo?
- Não, não, apenas quero que saiba que confio em você. Juntos, vamos acabar com essa palhaçada chamada MTA...
Depois disso uma terrível gargalhada invade a sala. E William finalmente sai, juntando-se aos dois outros agentes para irem até a praça.
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Um pouco mais tarde, os juniores finalmente saem rumo à pracinha. Os meninos de skate, as meninas de patins e George tentando se equilibrar numa patinete, lá se vão para por a primeira estratégia em prática.
Se empolgam tanto que acabam deixando o pobre George para trás, já que ele quase mal conseguia sair do lugar com sua patinete.
- Ei, esperem por mim! ele grita, quando os agentes já estão bem à frente.
- Ha, ha, ha! Eu achei que você sabia andar de patinete, George! diz Jonathan, ao olhar para trás.
- E eu sei! George responde Só estou pegando o jeito!
- Um-hum, sei! faz Anne, dando uma risadinha.
Enquanto dão uma ajudinha a George, eles conversam animadamente sobre seus skates e rollers. De repente, Jonathan vê o homem que os tinha espiado na noite anterior. Usando a mesma longa capa escura, ele os acompanhava, escondido em meio ao grande bosque da rua por onde passavam.
- Ei! Parado aí! grita Jonathan, já andando na direção do homem.
Porém, num piscar de olhos, o estranho misteriosamente desaparece, como se nunca tivesse estado ali. Os agentes ficam surpresos e um pouco assustados. Como poderia o homem ter sumido assim tão rápido? Uma pessoa normal não conseguiria se mover em tamanha velocidade. Por mais que ele tivesse corrido mais para dentro do bosque ao perceber que Jonathan o tinha descoberto, eles conseguiriam enxergar seu vulto em meio as árvores. No entanto, em plena luz do dia, ele simplesmente desaparecera.
- Mas que coisa estrranha... serrá que non estamos imaginando coisas? pergunta Valérie, levando a mão ao queixo.
- Er, óbvio que não! responde Brian, nojento como sempre Como poderíamos imaginar todos juntos a mesma coisa?
- Ok, pessoal! diz George, tentando encerrar o assunto Vamos esquecer isso, por enquanto. Não podemos deixar nada atrapalhar nossa missão. Vamos continuar e fazer o que nós viemos fazer: trazer a essas pessoas uma boa notícia a notícia de que podem ser felizes de verdade, com Deus!
Eles continuam o caminho, e logo chegam à praça, que está lotada. Como é mês de férias e a cidade é pequena e não tem muitos lugares de diversão, a praça é o local preferido das crianças e jovens.
Assim, eles começam a missão. Mike, Jonathan, e Brian conversam com alguns meninos na pista de skate. Valérie, Anne e Lisa vão até a pista de patins para conversar com outras meninas patinadoras. George vai para o outro lado, na busca de um telefone para ligar para Dan e avisá-lo sobre o estranho que os persegue.
Na pista de skate, Jonathan mostra aos garotos algumas manobras que sabe fazer. Todos ficam admirados, e pedem para que ele mostre mais manobras. Brian resolve entrar na onda e começa a mostrar o que sabe. Mike também se junta a eles e os três dão um show de manobras de skate. Até as meninas que andavam de roller, inclusive Valérie, Anne e Lisa, resolvem ir conferir.
Até que um bando de garotos chega à pista. O líder do bando é um menino rechonchudo e invocado chamado Luca Del Vecchio, cabelo loiro e encaracolado, olhos azuis, até parece um anjo, mas não é nem um pouco. Ele diz, aos berros:
- Ei, vocês aí! Não sei de onde vieram, mas seja lá de onde for, deveriam saber que esta é minha pista; a pista de Luca Del Vecchio. Portanto caiam fora, seus palhaços!
Anne, não menos invocada, não perde a oportunidade:
- Palhaços? A quem você está chamando de palhaço? Duvido que você e esse seu bandinho aí consigam fazer as manobras que eles fizeram...
Mike tenta acalmar os ânimos:
- Calma, Anne! E desculpe Luca, não queríamos tomar seu lugar, nós só...
Brian não se agüenta e interrompe:
- Que desculpe o quê! Que eu saiba, essa praça é pública, e todo mundo pode usar essa pista!
- É verdade, e a gente vai continuar aqui, querendo você ou não! completa Jonathan, cruzando os braços.
Do outro lado da praça, George, sem saber da confusão, vai em direção do telefone, carregando sua patinete. É quando uma mulher, aparentando trinta anos de idade, com longos cabelos negros, pele clara e olhos azul-céu, lhe pede para que a ajude a encontrar sua carteira, que provavelmente havia perdido perto dali. Gentilmente, ele tenta achar a carteira em meio às flores do canteiro da praça, mas a própria moça acaba encontrando.
- Muito obrigada pela ajuda, senhor...
- Robles. George Robles.
- Prazer, sr. Robles! diz a mulher, estendendo a mão delicadamente Meu nome é Cassandra Montealvo. Bem, perdoe-me, mas tenho de ir, já estou atrasada para um compromisso. Mais uma vez, obrigada! Espero que nos encontremos outras vezes! Tchau!
- T-tchau! diz George, acenando, encantado com a moça.
Enquanto isso, na pista de skate, a discussão continua. Luca, o arrogante líder do bando, tenta impressionar:
- Pois saibam vocês que o meu pai, Donaldo Del Vecchio, é o maior empresário dessa cidade. Nossa família é a mais rica daqui! E se eu quiser, posso comprar essa praça, essa cidade, essa província inteira só para mim!
Lisa, Valérie e Mike tentam controlar a situação, mas não conseguem. Depois de mais algumas provocações aos juniores, Luca lança um desafio:
- Pois então, vamos ver quem é o melhor! Aqui na cidade tem algumas colinas. Uma delas é perfeita para descer de skate, mas é muito, muito perigosa! Quem chegar primeiro em baixo é o vencedor, e se torna o dono dessa pista. E aí, topam? Ou os pirralhinhos estão com medinho?
Mike, junto com Valérie e Lisa, balança a cabeça negativamente. Mas Anne, Brian e Jonathan ficam pensativos e sem reação. Aceitarão o desafio?
MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov
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