MTA - aventuras da causa

28/09/2006 10:01
CAPÍTULO 7 – O DESAFIO



Perto dali, William e os dois agentes de Mister Bad, disfarçados de jardineiros, observam a discussão e o desafio de Luca aos juniores. Por um micro comunicador, eles informam Mr. Bad de tudo o que está acontecendo.
- Ótimo! – diz Mr. Bad, da base – Fiquem de olho nesse garoto que está provocando eles. Ele pode nos ajudar em breve...
- Ok, faremos isso! – responde William.
- Quero que descubram quem ele é e onde mora. Ele ainda será útil para nós. Agora continuem observando e me informem sobre qualquer novidade.
- Sim, entendido, Mr. Bad!

Enquanto isso, Jonathan, Brian e Anne continuam calados. Luca e seu bando recomeçam as provocações, chamando os agentes de “pirralhos medrosos”. Irritados, os três resolvem aceitar o desafio, falando quase que ao mesmo tempo.
Nesse momento, George chega e ao perceber o ‘clima pesado’ pergunta o que está acontecendo. Mike lhe explica tudo. Mas não havia mais jeito – o desafio já tinha sido aceito.
- Então a gente se encontra no alto da colina às três da tarde! Se não estiverem lá, eu fico com a praça de uma vez. Até lá, pirralhos! – fala Luca, já chamando seu bando para irem embora.

Ao olharem para George, porém, os juniores percebem que agiram errado e que ele não havia gostado nem um pouco do que fizeram.

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Em Nova Iorque, o sol começa a nascer. Ainda são seis da manhã, mas Dan já está de pé, ansioso para ler o relatório que George enviara. Ele caminha até a sala do computador principal da MTA. Entra, senta-se, esfrega os olhos e abre o arquivo com o relatório enviado por George. No relatório, comentários sobre a chegada dos agentes na Itália, no hotel que todos gostaram e sobre como já se sentem como uma verdadeira família, mesmo se conhecendo há tão pouco tempo. Dan fica feliz ao receber essas notícias. Mas logo lê algo que o deixa preocupado: o tal homem que espionara os agentes. Quem seria ele? O que pretende?
Dan ainda está pensando, quando o telefone toca. Um pouco desconfiado, ele atende, com a voz ainda rouca de quem acabara de levantar-se da cama. Sente um certo alívio quando ouve a voz de George do outro lado da linha. Mas logo o alívio passa e a preocupação retorna.
- George, conte-me mais sobre esse homem que espionou vocês...
- Bom, primeiro desculpe-me por ligar tão cedo, mas precisava falar com você, Dan!
- Não tem problema, eu já estava acordado. Agora me conte!
- Nós vimos o homem de novo! Escondido no bosque, enquanto íamos para a praça!
- Oh, Deus...por favor, tomem cuidado! Estamos orando por vocês!
- Eu sei, Dan, obrigado. Tem mais uma coisa que eu quero lhe contar, mas nada que não possa esperar até o relatório que vou mandar no final do dia de hoje.
- Tudo bem, vou estar esperando, George. Deus lhe abençoe!
Dan, ainda mais preocupado, não acha outra solução: dobra seus joelhos ali mesmo e começa a orar, pedindo a Deus para que tome conta dos agentes e os livre do perigo.

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George põe o telefone no gancho. Ele pede aos agentes para que se sentem à mesa. Mas antes de começarem a almoçar, ele dá início a uma conversa séria com os juniores:
- Eu acho que vocês já sabem que o que fizeram não foi nada bom, não é?
- Sim, George, sabemos, mas eles nos provocaram! – reclama Anne, erguendo os braços.
- É, desculpe, mas a gente tinha que aceitar o desafio! – Jonathan completa.
- Não, vocês não tinham! – responde George – Nós não estamos aqui para aceitar provocações, muito menos para brigar com os outros.
- Tsc, ah, George. – faz Brian, levando a mão à cabeça.
- Mas agora já está feito. Vocês deram sua palavra... infelizmente vão ter de cumpri-la.
- É verdade. – comenta Mike – Quando prometemos alguma coisa, não podemos voltar atrás.
- Então vamos almoçar. – George conclui – Espero que aproveitem para pensar mais um pouco nas atitudes que tiveram.

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Mais tarde, Daniel conversa com Charles, que acabara de levantar, e com César, contando-lhes sobre o relatório e sobre o telefonema de George. Os dois também ficam preocupados, mas concordam com Dan que a única coisa que podem fazer no momento é orar pela equipe.
Depois de alguns minutos de oração, Dan começa a se lembrar do dia em que conheceu George e de quando o enviou para os quatro cantos do planeta para buscar os agentes.

Era um dia chuvoso. Guarda-chuvas se chocavam nas calçadas do centro de Nova Iorque. Dan e Charles já haviam arrumado tudo para que a MTA começasse a funcionar. Mas faltava algo fundamental: os agentes. E encontrá-los não era uma tarefa fácil. Dan não queria apenas teens americanos; seu sonho era ver uma equipe formada por ‘juniores’ de vários países diferentes. O dinheiro da venda da imobiliária de Charles era suficiente para que esse sonho fosse realizado. Mas, por questões de idade, nem Dan nem Charles tinham disposição de percorrer o mundo atrás dos juniores certos para serem agentes da MTA. Então quem poderia realizar essa tarefa?
Ao caminhar pela calçada molhada, desviando-se das poças d’água, Dan pensava exatamente nesse assunto. Foi quando, repentinamente, um rapaz de mais ou menos vinte e cinco anos escorregou e caiu numa poça, espirrando água para todos os lados, inclusive em Dan. Era o estabanado George Robles. Daniel pensou em reclamar com o rapaz, mas logo sentiu que estava diante do homem que iria buscar os agentes e liderar a primeira equipe da MTA.
Dan estendeu-lhe a mão, e ao conversarem pelo caminho, descobriu que George sequer sabia para onde ir – tinha saído de sua cidade, Londres, na Inglaterra, como se algo o tivesse empurrado para Nova Iorque. Então Dan lhe disse que Deus o havia trazido. “Nada acontece por acaso”, completou.
George aceitou de bom grado a missão que Daniel lhe dera. E assim foi, passando por todos os continentes, América, África, Europa, Ásia, Oceania, em busca dos primeiros agentes. Nesse tempo várias histórias engraçadas aconteceram, como quando George escorregou no chão liso do aeroporto de Paris, e foi deslizando de bumbum por um bom tempo, até parar numa parede. Tudo para falar com Valérie, que corria para ver as liquidações da moda inverno nas lojas do aeroporto. E também quando, a convite de Anne, na Coréia do Sul, quase comeu um espetinho de escorpião pensando que era apenas carne de boi “seca e esturricada”.
Mas apesar de todas as trapalhadas e confusões, George cumpriu sua primeira missão, trazendo os seis agentes. E nada mais justo do que ele mesmo, George, fosse o líder da primeira equipe. E foi assim que começou a primeira missão da MTA.

Dan dá um leve sorriso ao lembrar-se destas coisas. E pede a Deus para que dê sabedoria a George, e que o abençoe na liderança da equipe.

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Os juniores vão até a colina onde será a disputa. Durante a subida, George, preocupado, pede para que Jonathan, Anne e Brian tomem cuidado.
- Não se preocupe, George, a gente vai ter cuidado. E ainda ganhar essa parada! – fala Jonathan, com um ar de confiança.
- É isso aí, vai dar tudo certo! – completa Anne.
Eles chegam ao alto da colina. Luca e seu bando já estavam lá. Ele e mais dois garotos se preparam para o desafio, assim como Brian, Anne e Jonathan. George e os outros ficam nervosos. Antes de começarem, Luca faz mais uma provocação:
- Prontos para perder, idiotas?
- Vamos ver quem é que vai perder! – responde Jonathan.
Todos a postos, prontos para descer a colina. Quem vai vencer o desafio?

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MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov






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