|
04/10/2006 13:46
CAPÍTULO 8 LIÇÃO APRENDIDA
Enquanto isso, em Nova Iorque, Daniel, Charles e César terminam suas orações. Dan então pede a Charles que lhe faça um favor: ir até o aeroporto buscar os dois agentes que estão para chegar.
- Como? Por que, eles já estão voltando da Itália?
- Não, Charles! São dois novos agentes. responde Dan Eles não puderam vir antes, infelizmente. Por isso vão ser reservas, pelo menos nessa missão.
- Tudo bem, eu vou buscá-los. Sem problemas!
Ao sair do prédio e descer as escadas, Charles avista um homem que do outro lado da rua olha atentamente para o Edifício Nova Aliança. Imediatamente ele se lembra do relatório de George, em que contava sobre um homem que os espionava. Estranhamente, Charles percebe que o sujeito usa o mesmo tipo de roupa que o homem descrito por George uma longa capa negra que lhe cobre a maior parte do corpo. Mas no telefonema, há apenas três horas atrás, George contou que havia acabado de encontrar o estranho novamente. Seria o mesmo? Mas como poderia viajar da Itália para os Estados Unidos em apenas três horas? Impossível, Charles pensa. Então não poderia ser o mesmo. Mas por que aquele homem olhava tão fixamente para a base da MTA?
_____________________________
E começa a disputa. Luca arranca na frente, mas é logo alcançado por Jonathan. Os outros vão ficando para trás. Praticamente empatados Luca e Jonathan tentam se desviar das pedras no meio da descida, ao mesmo tempo em que procuram ganhar mais velocidade. Lá em cima, todos ficam na expectativa. Os amigos de Luca gritam seu nome e contam vitória. George, Mike, Valérie e Lisa apenas observam silenciosamente.
É quando Mike vê um garoto de olhar triste e desanimado, sentado ao lado de um arbusto. Mike pensa em ir conversar com ele, mas não consegue tirar os olhos da descida, com medo de que aconteça alguma coisa a seus amigos.
Jonathan e Luca continuam empatados. Olham para o lado o tempo todo, para ver as manobras um do outro. Até que os dois esbarram num enorme pedregulho, fazendo-os cair do skate e praticamente rolar até o fim da descida. Todos se desesperam.
George e os outros correm até lá para ajudar os meninos. Luca reclama de muita dor em seu braço esquerdo. Os agentes tentam ajudar, mas os colegas de Luca não deixam. O garoto triste que Mike havia visto ajoelha-se perto de Luca e diz, quase chorando:
- Luca, por que você tinha que fazer isso? Por que tem que ser assim?
- Cala a boca, pirralho. responde o rechonchudo, estupidamente Caia fora daqui! E vocês, me levem para o médico, agora!
Após os colegas de Luca levarem-no dali, George fala com Jonathan, que esforça-se para conseguir sentar.
- Jonathan! Tudo bem? Está sentindo alguma dor?
De cabeça baixa, o garoto responde:
- Não, tudo bem, só alguns arranhões. Me perdoe, George. Eu agi errado. E que Deus me perdoe também.
- É, George, eu também peço perdão. Fiz muito mal em ter aceitado o desafio. confessa Anne, também de cabeça baixa.
- É, mandamos mal mesmo... concorda Brian.
George abaixa a cabeça, e por um momento todos ficam em silêncio. Até que ele resolve falar.
- Tudo bem, pessoal. Eu também errei, quando deixei vocês sozinhos na praça. Perdoem-me também. Se eu estivesse lá, talvez nada disso tivesse acontecido.
Os juniores abraçam George e Mike fala por todos:
- Tudo bem, George, nós perdoamos você!
- Obrigado. Mas nada é em vão. E acho que aprendemos uma lição! George conclui Não podemos estar separados, devemos estar unidos, mesmo quando em lugares diferentes. Um precisa saber do outro. Somos um grupo, uma equipe, e temos uma missão: contar às pessoas a Boa Notícia. E como eu disse antes de toda essa confusão começar, não podemos deixar que coisa alguma nos atrapalhe. Agora nós já aprendemos!
Abraçados, eles se alegram novamente e se sentem perdoados, tanto por Deus como uns pelos outros. É hora de prosseguir!
- Bem, agora venha, senhor topetinho, machucadinho não precisa andar até o hotel; vai no colinho do papai! diz George, sorrindo e pegando Jonathan no colo.
- Ha, ha, ha, até parrece um petit bèbè! diz Valérie, fazendo graça.
Todos riem e aproveitam para tirar sarro de Jonathan. Eles caminham em direção ao hotel, quando Mike vê o garoto triste encolhido num canto, ao pé de uma árvore. Ele então pede a George para que possa ficar, e explica-lhe que quer conversar com o menino. George permite, mas diz para Mike não demorar. E também sugere que ele convide o garoto para ir até o hotel.
Mike aproxima-se do garoto, que se assusta, mas não abre a boca. Mike resolve quebrar o gelo:
- Oi, eu sou Mike! Tudo bem com você?
Ainda um tanto desconfiado, o menino responde:
- Meu nome é Giovanni. Eu sou irmão mais novo do Luca. Eu vi que você e aqueles garotos estavam abraçados... vocês são irmãos?
- Bem, nós não somos irmãos de sangue, mas somos irmãos de coração.
- Ah... eu queria ter irmãos de coração assim também. Já que o Luca me trata pior do que um cachorro...
- É, eu vi. Mas se você quiser, pode ser nosso irmão de coração também!
- Sério?
- Claro! Nossa família é meio doida, temos nosso irmão mais velho atrapalhado, o George, uma francesa que ama cor-de-rosa, um inglesinho um pouco esnobe mas gente fina, uma coreana maluquinha, uma sul-africana tímida mas muito simpática, um brasileiro brincalhão e até um judeu americano, no caso, eu!
- Você é judeu?
- Sim, judeu messiânico, mas essa é uma outra história que eu lhe conto depois.
Depois de um breve silêncio, Giovanni faz outra pergunta, sem levantar o olhar para Mike:
- Mas por que vocês me aceitariam como irmão de vocês?
- Porque você é especial, Giovanni. Você tem um valor muito grande!
- B-bem, será que você pode ir até minha casa agora? Pra gente poder conversar um pouco.
- Tudo bem, mas antes vamos passar no hotel onde estou para avisar o George, ok?
Giovanni concorda e os dois vãos para o hotel. Mike fica feliz em perceber que Giovanni já está um pouco mais animado.
______________________________
Na casa do prefeito da cidade, agora base da Anti-MTA, Mister Bad chama um de seus agentes. Ele diz que após ter recebido as informações sobre os acontecimentos da tarde, acha que o garoto Luca e sua turminha podem ser de grande ajuda à Anti-MTA.
- Parece que o garoto é filho do maior empresário da cidade, um tal de Donaldo Del Vecchio. comenta o agente.
- Isso não importa. responde Mr. Bad, sem olhar para o agente Pelo menos por enquanto. Eu quero que leve o garoto até a sorveteria. E que o convença a incomodar ainda mais a vida dos agentes de Daniel. Aos poucos, a missão deles irá por água abaixo...ha, ha, ha, ha, ha...
_____________________________
enviada por Yakov
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|