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09/10/2006 15:00
CAPÍTULO 9 MISTER BAD GANHA UM ALIADO
Charles continua parado em frente ao Nova Aliança. O homem estranho também continua lá, do outro lado da rua, encarando o prédio. É quando Charles tem uma idéia: ele pega seu celular a fim de avisar Daniel, para que os dois possam descobrir quem é o sujeito. Ele disca o número da sala principal da MTA; depois de três toques, Daniel atende.
- Alô! Charles! Ué, esqueceu alguma coisa?
- N-não, Dan! Charles responde É que quando saí do prédio, percebi um homem de capa negra no outro lado da rua, olhando para o nosso prédio. Estou tentando disfarçar porque ele ainda está...
Charles toma um susto. Ao olhar novamente na direção de onde o homem estava, ele havia desaparecido! Não estava mais lá. Mas como pode? É impossível que ele tivesse saído dali tão rapidamente, ele pensa.
- Alô? Alô? Charles, responda, está tudo bem?
- D-Dan, acreditaria se eu dissesse que o homem... desapareceu?
- O quê?
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No hotel, Mike pede permissão a George para ir visitar a casa de Giovanni. George avisa que os juniores terão uma pequena reunião, mas deixa Mike ir.
- Depois a gente te conta o que foi conversado, beleza? diz Jonathan, fazendo sinal de positivo.
Chegando na casa, Mike fica boquiaberto. Isso porque não era simplesmente uma casa, e sim uma mansão! Era realmente enorme; toda em madeira, estilo antigo, mais de quinze quartos, cinco banheiros, sala de jantar, sala de jogos, sala disso, sala daquilo. Nas paredes, pintadas em bege claro, belos quadros mostrando fotos de pessoas que provavelmente haviam morado ali há anos atrás; havia um de uma mulher usando um vestido que Mike imaginou ser do século XVIII. Também quadros com figuras de paisagens com rios, árvores, animais. Por todos os cantos mesinhas com enfeites, porta-retratos, vasos com flores exóticas. Tudo muito chique e bem arrumado.
- Uau! Mike exclama, não conseguindo se conter Que bela casa, hein!
- É. Bela, grande e vazia... responde Giovanni, com olhar triste.
Mike pensa um pouco antes de continuar. Mas logo pergunta:
- E seus pais? Eles trabalham o dia todo?
- Meu pai sim, ele é dono de uma fábrica de doces. E minha mãe morreu quando eu tinha quatro anos.
- Puxa... mas você não tem amigos?
- Não. Quer dizer, tenho uma amiga, a Marina, mas ela tem que ajudar a mãe na loja, e só sai à noite. Isso quando a mãe dela deixa!
- E o seu irmão...?
- O Luca sai o dia inteiro com aqueles amigos dele. Mas isso é até bom, se ele fica em casa, só me atormenta!
Depois de conversarem mais um pouco, Mike avisa que precisa ir. E convida Giovanni para irem tomar sorvete à noite. Giovanni gosta da idéia, e até decide convidar a amiga Marina para ir junto.
Mike deixa o casarão sentindo que Giovanni precisa de Deus. Como seria bom se ele recebesse e entendesse a Boa Notícia... e é isso que Mike decide fazer, contar-lhe a Boa Notícia naquela noite. Lá mesmo, na sorveteria.
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Perto dali, George e os agentes discutem sobre os próximos planos. Lisa sugere que poderiam sair à noite, ir a uma sorveteria, já que a noite estava fresca e agradável. Mais uma vez, todos gostam da idéia dela.
- Lisa e suas grandes idéias! diz Anne, mexendo no cabelo de Lisa.
- É, temos um talento aqui! confirma George.
É quando Mike chega, já perguntando sobre o que tinham planejado. Ele fica surpreso ao saber que eles haviam justamente combinado uma ida à sorveteria! Então ele lhes explica que havia convidado Giovanni para tomar um sorvete à noite.
- Perfeito! diz George, erguendo as mãos Se tínhamos alguma dúvida sobre o que fazer, ela desapareceu!
Então vamos tomar um banho, colocar nossas roupinhas de verão... diz Jonathan, esfregando as mãos
- Ai, é isso aí, roupinhas bem coloridas! Já estou até indo escolher! concorda a empolgada Anne.
- Isso, então vamos todos nos preparar! encerra George, já subindo as escadas para o quarto.
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Ao mesmo tempo, perto da sorveteria na qual os agentes se preparam para ir, o agente de Mister Bad se aproxima de Luca, que atirava pedras nos pássaros com seus amigos. Com uma voz calma mas forte, o homem chama a atenção dos garotos:
- Olá! Tudo bem com vocês?
Os garotos, desconfiados e ao mesmo tempo curiosos, respondem baixinho:
- Tudo...
O agente percebe a desconfiança dos meninos. Por isso, resolve ir direto ao ponto:
- Bem, eu pago uma rodada de sorvete para todo mundo em troca de um simples favorzinho...
- Hmm, uma rodada só? Acho que é pouco! faz Luca, ainda sem saber que tipo de favorzinho o homem queria que lhe fizessem.
- Tudo bem, então quantos sorvetes vocês quiserem, quantos puderem devorar!
Os meninos abrem um enorme sorriso, e nem se lembrariam do tal favorzinho se Luca não perguntasse:
- E então, o que a gente tem que fazer?
O homem responde sem hesitar:
- Como eu disse, é simples! Eu penso que vocês conhecem aqueles garotos estrangeiros que chegaram há poucos dias...
Com raiva nos olhos, Luca responde:
- Sim, a gente já conhece eles... aqueles idiotas! Não fui com a cara deles! E por culpa deles quebrei meu braço!
- Hmm... não sei se sabem, mas eles vieram em uma missão. E, assim como vocês, eu detesto eles! Eu e mais alguns outros viemos para estragar, acabar com essa missão.
- Legal!
- Então, o que quero é que vocês incomodem, provoquem, atormentem eles, tanto quanto puderem! Que tal?
Os garotos se olham. E não precisam nem conversar para entrarem num acordo.
- Beleza! Vai ser um prazer estragar a missão daqueles pirralhos! E ainda ganhar um monte de sorvete por isso...
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Dan pensa não ter entendido o que Charles dissera, e pergunta outra vez, aproximando mais o ouvido do telefone:
- O que disse, Charles?
- O homem, Dan, desapareceu!
- Mas como pode, assim tão rápido? Será que não entrou em alguma loja e você não percebeu? Você viu o rosto dele?
- Impossível, eu só desviei o olhar por uns cinco segundos! Ninguém poderia ser tão rápido... Quanto ao rosto, não consegui ver direito. Será o mesmo que George e os juniores viram na Itália?
- Não sei Charles, mas é no mínimo estranho. E vamos ter de investigar. Se virmos esse homem de novo, não podemos dar bobeira. Temos que pegá-lo!
Depois disso, Charles diz que precisa ir logo ao aeroporto, para que não se atrase. Dan concorda, e avisa que enquanto isso vai preparar as boas-vindas aos novos agentes.
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Chega a noite. Já prontos, os juniores saem animados a caminho da sorveteria.A noite, típica do verão, é realmente fresca e agradável. Os agentes usam roupas leves e largas, aproveitando o frescor da noite. Obviamente, Valèrie toda de cor-de-rosa, e Anne toda colorida: blusinha verde-limão, saia longa laranja com detalhes em rosa-choque e enfeitinhos de cabelo de várias cores. Os meninos, praticamente iguais, de camisetas longas e bermudões (George de bermudão florido).
Quando ainda estão no caminho para a sorveteria, Jonathan repentinamente avista alguém conhecido andando pela rua, com um pacote nas mãos.
- Ei, aquela não é a Rosa?
Todos fazem um esforço para enxergar na luz fraca do poste. Mas logo confirmam.
- É, é sim! afirma Brian Ué, ela não tinha ido embora?
- Pois é, tinha, mas... faz Lisa, confusa.
George então resolve chamá-la e acabar com o mistério:
- Ei, Rosa! O que está fazendo aqui?
A mulher se vira e responde, um tanto assustada:
- Hã?! Meninos?
MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov
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