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03/11/2006 16:58
CAPÍTULO 10 - PRIMEIROS FRUTOS
Os juniores vão até Rosa. Embora tenham ficado felizes em vê-la estão confusos, pois achavam que ela já havia partido. Depois de um certo tempo de silêncio, ela explica que o ônibus em que iria viajar teve problemas, e por isso teve de ficar. Então aproveitou para comprar a câmera de computador que Daniel havia pedido que comprasse e lhes entregasse.
- Então você não vai mais voltar para a cidade de seus parentes? Anne pergunta.
- Vou, mas só amanhã cedo! Rosa responde gentilmente.
Os agentes a convidam para ir junto à sorveteria, mas ela prefere ir para o hotel, instalar a câmera e aproveitar para descansar um pouco.
Chegando à sorveteria, logo na entrada eles encontram o bando de Luca, que saía justamente naquele momento. Obviamente Luca não perde a oportunidade de dar início às provocações:
- Ora, ora! Vejam só, se não são os menininhos bonzinhos...
Anne já começava a responder, quando Mike a segura:
- Não, Anne! Lembra o que a gente conversou? Nem dê bola!
Ao ver que os agentes não respondem, Luca continua:
- Hmm, os perdedores estão calminhos agora...
Jonathan não perde a chance, desta vez de dizer uma coisa certa:
- Perdedores? Não, Luca. Com Jesus, somos mais do que vencedores!
Luca se espanta com a resposta de Jonathan, pois esperava que ele retrucasse a provocação e ficasse nervoso. Mas mesmo tendo ficado sem-graça, Luca tenta tirar sarro:
- O que? Ha, ha, ha, ha... só faltava essa! Vamos, cambada!
Esses frangotes chegam a ser patéticos!
Quando Luca sai, os juniores respiram aliviados. Conseguiram resistir às provocações, conseguiram vencer a raiva, e ainda deixaram Luca perdido com a resposta dada por Jonathan.
- Nesse erro não caímos mais! diz Jonathan, feliz por ter agido corretamente.
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Três e meia da tarde em Nova Iorque. César pergunta a Daniel sobre Charles, que ainda não havia voltado com os novos agentes. Dan explica que Charles havia ligado há uma hora atrás para avisar que o avião em que os agentes estavam chegaria atrasado, e que por isso ele iria demorar mais um pouco.
Enquanto espera, Dan vai até o computador, e percebe que há um novo relatório enviado por George. Dan o lê, e fica feliz em saber que seus agentes aprenderam mais uma lição.
- Pois é, César! Assim, aos poucos, eles vão sendo aperfeiçoados!
- É verdade! César responde A cada dia que passar, eles estarão mais bem preparados para cumprir as missões!
- E vai chegar o dia em que eles, os primeiros agentes, é que vão ensinar os novos que entrarem aqui! Tenha certeza disso, César!
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Ao entrarem na sorveteria, Mike percebe que Giovanni já estava lá, e vai falar com ele.
- Oi, Giovanni! Desculpe a demora!
- Não tem problema, eu cheguei agora há pouco também!
- Bom, então vou lhe apresentar melhor os meus irmãos!
Após Mike apresentar um por um, Giovanni lhes diz que também quer apresentar uma pessoa: sua amiga Marina Fiuzzi, uma menina de dez anos, longos e encaracolados cabelos castanhos, pele branquinha e lindos olhos verdes. Um pouco tímida, Marina apenas diz um olá, enquanto todos já se sentavam.
Começa então uma discussão para saber qual sabor de sorvete é o melhor. George diz que é o de cereja; Brian esbraveja, dizendo que o de chocolate é imbatível. Lisa timidamente fala que o melhor é o de uva; Anne concorda, mas acha que o de framboesa é ainda mais gostoso. Valèrie vota no sabor de creme, mas Jonathan diz que o de creme é sem-graça, e que prefere o de nozes. Mike afirma com toda a certeza que o de maçã é sem igual. E Giovanni e Marina apenas se divertem com a engraçada discussão dos irmãos agentes, embora Giovanni tenha resolvido entrar na briga, declarando que, já que estão na Itália, o napolitano deve ser o sabor mais delicioso. E aí todos concordam, só para não desagradar o anfitrião, como diz George. E no fim das contas toda a discussão acaba em divertidas e gostosas gargalhadas.
De repente, em meio às risadas e brincadeiras, Mike percebe que Giovanni havia se calado e voltado a ter aquele olhar triste. Enquanto os outros continuam com as brincadeiras, Mike resolve conversar com o garoto. Discretamente ele põe a mão sobre o ombro de Giovanni e lhe pergunta:
- O que foi, cara? Aconteceu alguma coisa que deixou você triste?
Ainda cabisbaixo, Giovanni responde:
- Não, Mike, vocês todos são muito legais! São divertidos, engraçados, sabem respeitar e tratar bem uns aos outros. Eu gostaria que minha família fosse assim...
- Mas vocês nem jantam juntos? Não saem de vez em quando para passear, tomar um sorvete?
- Não. Como eu lhe disse, eu nem vejo meu pai; às vezes, nem no fim de semana. Ele só se preocupa com aquela fábrica, com trabalho, com dinheiro...e não liga para mim nem para o Luca. Acho que é por isso que o Luca é desse jeito.
Mike pensa. Ele sabe que é a hora certa para falar do amor de Deus para Giovanni. Mas ele não quer fazer isso apenas para estar cumprindo sua missão. Giovanni tornou-se um amigo, e Mike deseja de todo seu coração que ele seja feliz, que sua família seja uma família de verdade, uma família unida. Nesse momento, Mike chega a desejar que Giovanni tenha tudo o que ele tem um pai compreensivo, irmãos que se ajudam. Uma verdadeira felicidade, mesmo em tempos difíceis.
Mike começa a falar para Giovanni, e aos poucos os outros agentes se calam e começam a ouvir o que ele diz:
- Giovanni, meu amigo, pois foi justamente para lhe trazer uma Boa Notícia que eu vim. Que a gente veio (olhando para os outros juniores). Para dizer que você pode ser feliz! Foi para isso que Deus mandou o único Filho dEle, Jesus, para morrer numa cruz. Foi para que você, eu e todos pudéssemos viver felizes, felizes de verdade!
Um pouco confuso, Giovanni responde:
- Peraí, essa história eu já conheço; só não entendo como posso ser feliz por Jesus ter morrido na cruz...
Jonathan o ajuda a entender:
- É que Jesus tomou o nosso lugar, Giovanni. Era para nós termos sofrido tudo o que ele sofreu por causa das coisas erradas que fazemos... Mas ele escolheu pagar o preço e morrer em nosso lugar.
- Mas eu sempre fui bom, nunca fiz coisas erradas. Por que eu não sou feliz?
- Alguma vez seu pai mandou você não sair de casa, e você saiu sem ele saber? pergunta Anne.
- Bom, já, mas...
- Enton! Valèrie completa Você já desobedeceu a seu pai! E isso é errado!
- Mas o que importa é que Jesus já sofreu no seu lugar por tudo o que você fez de errado! continua George.
- E o que eu faço, então? Giovanni pergunta.
Mike dá a dica:
- É simples! Você acredita que Jesus, o Filho de Deus, morreu por você?
Após pensar um pouco, o garoto responde:
- Sim, eu acredito! Eu vi isso em vocês!
- Então diga isso para Deus e para todos nós. Depois que fizer isso, você vai sentir algo diferente.
Com a ajuda dos agentes, Giovanni diz para Deus, na frente de todos:
- Deus, eu não posso vê-lO. Mas eu acredito que o Senhor existe. E acredito também que mandou Seu Filho Jesus para morrer no meu lugar e me salvar. Por favor, perdoe-me por todas as coisas erradas que eu fiz. E obrigado porque eu sei que agora posso ser feliz, e essa felicidade não vai acabar, nem quando eu tiver dificuldades, pois com o Senhor posso vencer todas elas. Em nome de Jesus, o Seu Filho, amém!
Um incrível sentimento de alegria invade o lugar. Giovanni nunca havia se sentido tão feliz e tão leve. Agora, era como se um novo Giovanni tivesse nascido. Com lágrimas nos olhos, ele abraça Mike e os dois choram, desta vez de alegria. Ao ver tudo isso, Marina, a amiga de Giovanni, também decide falar com Deus, e dizer a Ele que acredita em Seu Filho. Outras pessoas que estavam na sorveteria fazem o mesmo, e Valèrie, Jonathan, Lisa, Brian e Anne espalham-se para atender a todas elas.
A missão dos agentes deu seus primeiros frutos. Ao fim, mais de vinte pessoas aceitaram a Jesus em suas vidas. Essas pessoas abriram seus corações para Deus. Um Deus que ama o ser humano e deseja que ele seja feliz. Mas somente nEle o homem pode achar essa felicidade. Assim, o homem se torna feliz, pois encontra seu lugar, e também o próprio Deus mais feliz, pois como um Pai Ele pode andar com Seus filhos, estar pertinho deles, e saber que eles também O amam de todo o coração. Deus escolheu nos amar, e agora Giovanni, Marina, e todos os outros escolheram amá-lO também. Por isso encontraram a felicidade, a verdadeira felicidade. E ganharam a salvação, o presente dado de graça por Deus: a vida eterna.
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Fora da sorveteria, mas perto da janela, Mister Bad, William e dois de seus agentes espiaram tudo o que aconteceu. Irritado, ele destrói o próprio comunicador, atirando-o no chão e depois o esmagando com a perna direita.
- Não! Não! Eles não podem cumprir essa missão!
William tenta acalmá-lo:
- Fique calmo, ainda não perdemos a guerra!
- Calmo? Como calmo? Eu não admito que essa missão seja cumprida! Está na hora de tomar atitudes radicais...
- Não! responde William, segurando Mr.Bad pelo braço Não ainda. Precisamos nos organizar. Ainda temos uma semana e meia para acabar com eles. Deixe que eu fique aqui com os agentes e os ameace.
Mr. Bad pensa um pouco, e concorda:
- Tudo bem, você está certo, William. Vamos pensar no que fazer com calma. Agora vou voltar, antes que me percebam aqui. (Olhando para os juniores, pela janela) Vocês venceram uma, agentes. Mas a próxima é minha...
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MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov
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