MTA - aventuras da causa

09/11/2006 17:08
CAPÍTULO 11 - OS AGENTES AUXILIARES


No Edifício Nova Aliança, Charles finalmente chega, trazendo os dois novos agentes. Ele os apresenta para Daniel:

- Essa é a Ruth, da Austrália, e esse é o Joshua, da Nova Zelândia!

A ruiva e sardenta Ruth McLean, dez anos, é uma menina muito simpática e bem-humorada. E isso pode ser visto facilmente em seus lindos e sorridentes olhos verdes.
Já o ‘fofinho’ Joshua Sanders, onze anos, tem cabelos tão loiros que quase chegam a ser brancos. Como Ruth ele é simpático, mas um pouco mais sério.

- Muito bem, sejam bem-vindos! – diz Daniel, dando um abraço em cada um – Agora venham participar da ‘festinha’ de boas-vindas que preparamos para vocês!

Ruth e Joshua ficam felizes por terem sido tão bem recebidos. Por alguns motivos eles não puderam chegar a tempo de serem treinados e irem para a missão junto com os outros agentes. E por isso, como Charles já havia lhes contado no caminho do aeroporto para o prédio, eles ficarão como agentes auxiliares nessa primeira missão. Ajudarão Dan com os relatórios, a mandar mensagens por computador para os juniores, etc.

- E hoje mesmo vocês vão conhecer os seus colegas! – Daniel lhes conta, enquanto saboreiam as guloseimas da festinha – A essa hora a Rosa, nossa secretária, já deve ter entregue a câmera de computador aos juniores, como eu havia pedido. Vamos poder falar com eles “ao vivo e a cores”!
- É, e nós vamos vê-los na telona do computador central! – comenta César, que praticamente “construiu” sozinho o enorme computador da sala central da base.
- Maravilha! – completa Dan, com um enorme sorriso.

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Os agentes saem alegres e emocionados da sorveteria. A missão estava sendo cumprida. Só naquela noite, várias pessoas ganharam o presente de Deus, de graça: a salvação. Creram no Messias, Jesus. E agora são felizes.
Porém, a grande alegria não evita que os juniores tomem um susto ao toparem com três homens vestindo ternos pretos e um tipo de ‘crachá’ no qual está escrito – “Anti-MTA Organization”.
Após um breve silêncio, os homens resolvem se apresentar. William toma a frente:

- Olá, agentes MTA! Permitam nos apresentarmos: como vocês, somos agentes, mas nossa organização chama-se “Anti-MTA”, fundada pelo nosso líder, Mister Bad.
- Mister quem? – faz Brian, confuso.
- Mas que história é essa? – pergunta George, pensando ser uma brincadeira de mau gosto – “Anti-MTA”? O que vocês pretendem com essa “Anti-MTA”?
- Hm, nossa missão é acabar com essa missão estúpida de vocês! Impedir que ela seja cumprida. Portanto, para o bem de vocês e de seus novos amigos que fizeram nessa cidade, desistam dessa missão; e desistam dessa organização ridícula chamada MTA!
- O que? Ridícula é essa tal Anti-MTA! – responde Anne, que não deixa por menos.

Enquanto a discussão continua, nem os juniores nem os agentes de Mr. Bad percebem o homem estranho que mais uma vez os espiona, escondido atrás de uma árvore. O homem observa atentamente, sem desviar os olhos por um segundo sequer. De repente, seus olhos tornam-se vermelhos, criando dois terríveis e assustadores pontos vermelhos em meio a escuridão da noite. Mas nem os pontinhos vermelhos são vistos pelos agentes, que prosseguem com a discussão.

- Nós jamais vamos desistir! – fala George, confiante.
- Mister Bad não vai gostar de saber disso... Pior para vocês! – responde William, ironicamente – Agora com licença, precisamos ir!
- O que? Não pensem que vão escapar assim! – faz Jonathan, irritado.
- É, parados aí! – completa George, andando em direção aos três agentes.

Os homens tiram rapidamente do bolso do paletó uma espécie de pílula, e a atiram com força no chão, produzindo uma imensa nuvem de fumaça. Os juniores não conseguem ver mais nada.

- Cof, ei! Cof, cof, mas o que é isso? – pergunta Mike, espantado.
- Não sei, cof, mas acho que eles estão fugindo! – responde Jonathan.

E Jonathan tinha razão. Quando a fumaça se espalha até desaparecer completamente, os três agentes da Anti-MTA já não estão mais ali. Tudo foi feito para que pudessem sair tranqüilamente. Com cara de tacho, os juniores decidem voltar logo ao hotel, para avisar Dan sobre a tal Anti-MTA.

- E pelo menos vamos poder falar com ele ao vivo, graças à câmera que a Rosa trouxe! – George comenta.

Os agentes caminham apressadamente em direção ao hotel. E não vêem os olhos vermelhos que ficam parados atrás da árvore, apenas os observando de longe.
Chegando ao hotel, eles correm para o quarto onde está o computador. E lá encontram Rosa, que lia um livro sentada numa cadeira perto da varanda. Ao vê-los, a secretária diz:

- Meninos! Querem estrear a câmera? Eu só cheguei agora há pouco, mas deu tempo de instalar.
- Queremos, Rosa! Na verdade, precisamos! – George responde.

Anne, que não deixa escapar um detalhe, comenta:

- Rosa, você disse que chegou agora há pouco? Mas já faz mais de uma hora que a gente lhe encontrou na rua e você disse que vinha direto para o hotel...
- É verdade! – George concorda – O que ficou fazendo esse tempo todo, já que não veio para o hotel?
- B-bem, eu...é que tive que encontrar alguém que instalasse a câmera no computador, já que não sei fazer isso! Por isso é que só cheguei agora há pouco! Bom, mas vocês estão com uma cara, o que aconteceu?
- Nem lhe conto, Rosa! – responde George, com cara de preocupado.

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Daniel conversa com Joshua e Ruth, enquanto aproveitam sua festa de boas-vindas. É quando César interrompe a conversa, avisando Dan que os juniores já haviam instalado a câmera, e queriam falar com ele.

- Que ótimo! – diz Dan – Venham, vou apresentar vocês para eles.

Eles vão até a sala principal, e lá vêem a imagem de George e dos agentes no telão. Dan está tão empolgado com a chegada de Ruth e Joshua e com o seu novo meio de comunicação que nem nota a preocupação no rosto de George.

- Olá, meus juniores! Saudades de vocês! Tenho uma boa notícia: nossos novos agentes acabaram de chegar! Esses são Ruth e Joshua! – fala Dan, mostrando os novatos, que acenam para os juniores.
- Oi, Ruth! Oi, Joshua! Sejam bem-vindos! – diz George, seguido pelos agentes e por Rosa.
- Por enquanto eles serão nossos agentes auxiliares. – continua Dan – Qualquer coisa que precisarem, entrem em contato com eles!
- OK, Dan! Pelo menos uma notícia boa... – comenta George, ainda demonstrando preocupação.
- Como assim? – faz Dan, finalmente percebendo o “clima” – O que aconteceu, George?

George explica tudo, desde a organização fundada pelo sujeito chamado Mister Bad, até as pílulas de fumaça usadas pelos agentes Anti-MTA para escaparem sem problemas. Dan fica preocupado e pensativo, e pensa haver alguma relação entre o homem que os espionara e o tal Mr. Bad e sua organização.

- Pois é, Dan, não sabemos se aquele homem estranho é o próprio Mr. Bad ou um de seus agentes, ou mesmo se um não tem nada a ver com o outro. Só sabemos que podem ser perigosos! – comenta George.
- É verdade, e por isso eu peço que tenham muito cuidado. Agora mais ainda! E falando no homem estranho, vocês o viram mais alguma vez? – pergunta Dan.
- Não, não vimos.
- Pois é, Charles o viu hoje pela manhã. Quer dizer, se é que é a mesma pessoa...Mas pelo que você descreveu, parece ser. Estava olhando para o nosso prédio. Só que Charles não conseguiu ver o rosto dele.
- Nós também não, Dan! Na primeira vez estava muito escuro, e na segunda ele estava embrenhado no meio do bosque...
- Bom, meus queridos, a única coisa que podemos fazer é orar! Orar juntos, pedindo a Deus que nos dê a vitória, e nos livre dos inimigos.
- Eu concordo, Dan. Afinal, é nEle que devemos confiar!

Daniel então ora com seus agentes. E sabe que apesar de estarem distantes fisicamente, se vendo apenas por uma tela de computador, estão juntos espiritualmente. Ele sabe que Deus está ali, em Nova Iorque, mas que também está lá em Róssea, cuidando dos juniores. Ele sabe que Deus lhes abençoará, e que eles voltarão para casa seguros, com a missão cumprida. E que todos os planos do inimigo irão por água abaixo.

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MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov






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