MTA - aventuras da causa

30/11/2006 15:21
CAPÍTULO 13 - PLANO MALÉFICO


Os agentes levam as pessoas seqüestradas para a casa do prefeito. No salão, Mister Bad lhes diz para prenderem todos no porão da casa, que já estava preparado para ‘recebê-los’. Ainda antes dos homens irem, Mr. Bad lhes elogia:

- Meus parabéns, agentes! Desempenharam muito bem sua função. Não deixaram vestígios. E ainda arrancaram Giovanni e a amiga dele daquelas crianças, o que as deve ter deixado muito, muito deprimidas! Vocês serão recompensados. Agora vão, levem-nos para o porão, e certifiquem-se de que nenhum deles escape. Se alguém tentar fugir, sejam enérgicos. Entendido?

- Sim, Mr. Bad! – respondem os agentes em coro.

Eles vão, levando as pessoas amarradas, inclusive Giovanni e Marina. Quando eles saem, William diz a Mr. Bad que está preocupado e teme que eles tenham problemas por causa dos seqüestros. Mr. Bad tenta acalmá-lo, dizendo que tudo está sob controle. Até que o prefeito Giuseppe Baggio entra no salão.

- Mas o que é isso? – diz o prefeito – Você seqüestrou aquelas pessoas? Eles são cidadãos... você não havia dito que faria uma coisa dessas...

- É verdade, eu não disse. A única coisa que meus agentes lhe disseram foi para que o senhor não atrapalhasse nossas atividades, e que nós não atrapalhássemos as suas.

- Mas o que vai fazer com eles? Tem até crianças no meio...

- Não se preocupe, serão todos bem tratados.

- E as famílias dessas pessoas? Vão sentir a falta delas, vai criar uma confusão na cidade! Isso não pode ficar assim! Eu vou chamar a polícia agora mesmo!

Ao receber a ameaça, a face de Mr. Bad (pelo menos a parte visível dela) muda completamente, tomando um ar de fúria. Transtornado, ele se levanta da cadeira onde estava sentado e fala rudemente ao prefeito:

- Não, não vai chamar coisa alguma! Porque se fizer isso, não pensarei duas vezes antes de mandar sua cidade e tudo o que está nela pelos ares! Eu e meus homens saímos daqui rapidamente, e é só eu apertar um botão para as bombas explodirem. Portanto, volte para o seu lugar e cuide dos seus afazeres. E quanto à ‘confusão’ na cidade, dê um jeito de resolver! Você é o prefeito! Mas se disser alguma coisa sobre mim, já sabe o que acontecerá com sua linda cidade...


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Mike, Valèrie e Lisa chegam correndo no hotel. Assustados e preocupados, eles sobem rapidamente para o quarto onde estão os outros agentes. Lá, eles não precisam nem dizer uma palavra para George perceber que algo de errado tinha acontecido.

- Gente, que caras são essas? O que aconteceu?

Valèrie, chorando, tenta responder:

- Giovanni e Marina...

- O que tem eles? – pergunta Anne, já ficando nervosa.

- Foram levados pelos agentes Anti-MTA... – responde Lisa.

- M-mas como assim? – faz Jonathan, assustado.

- Vocês deixaram aqueles caras levarem eles? – pergunta Brian, insensível.

- Nós não conseguimos impedir. – responde Mike, cabisbaixo – Eles usaram aquelas cápsulas de fumaça e sumiram com os dois. Desculpem...

George, não menos surpreso, pensa um pouco e diz:

- Não, vocês não têm culpa! Se todos estivessem lá, ou se ninguém estivesse, teria acontecido a mesma coisa!

- Mas poderíamos ter evitado. – diz Mike, sentindo-se culpado.

- Mike, não se sinta culpado! Ei, olhe para mim! Nós vamos trazê-los de volta! Vamos vencer! Lembre: nós somos mais que vencedores! – George diz, abraçando Mike.

Todos se abraçam. Unidos, sabem e confiam que tudo dará certo. Depois de um breve momento de silêncio, no qual apenas se abraçaram e choraram, eles decidem falar com Dan pelo computador.


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Ruth e Joshua organizam alguns materiais na sala principal. E estão indo muito bem. Dan está contente com eles. Os dois estão tão distraídos arrumando o material que levam um pequeno susto ao ouvirem o sinal do computador. Eles vão até ele, e logo vêem os agentes na telona.

- E aí, gente, tudo bem? – pergunta Ruth, simpática como sempre.

- Tudo, Ruth. Apenas alguns probleminhas. – responde George – Podem chamar o Dan e o César? Queremos falar com todos vocês.

- OK, eu vou chamar eles! – diz Joshua prontamente.

Em pouco tempo Joshua retorna com Daniel e César. George então lhes conta tudo o que aconteceu. A primeira reação de Dan já era esperada pelos agentes.

- Oh, não! A tal Anti-MTA estava mesmo quieta demais...

- É verdade, Dan. Só podiam estar planejando alguma coisa. – completa George.

- O que vamos fazerr, Dan? – pergunta Valèrie, ainda com os olhos vermelhos por causa do choro.

- Por enquanto nada, querida. – Dan responde – Esse Mr. Bad é mais perigoso do que pensávamos. Vamos apenas orar, e pedir a Deus que nos mostre o que fazer. E por onde devemos começar...


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Quando o prefeito deixa a sala, William pede para que Mr. Bad lhes explique o plano que tem em mente. Após dar um sorriso maléfico, o sombrio Mr. Bad explica que, com o desaparecimento de todas aquelas pessoas, os agentes da MTA ficarão muito arrasados, principalmente porque não poderão fazer nada para as recuperarem. Enquanto isso, alguns agentes disfarçados irão espalhar pela cidade que os culpados pelos seqüestros são os ‘juniores’, o que os deixará ainda mais deprimidos. A pressão será tanta, que eles abandonarão a missão, e voltarão para Nova Iorque.

Todos os agentes elogiam o plano de Mr. Bad, e William é o primeiro a falar:

- O plano é perfeito! Excelente!

- Eu sei disto. – Mr. Bad concorda modestamente.

- E o que fará com as pessoas que raptamos?

- Vamos soltá-las depois. Terão aprendido sua lição.

Porém, William pensa numa hipótese:

- Mas... e se aqueles pirralhos não forem embora?

Mr Bad fecha a cara e responde, num tom nervoso:

- Se eles não desistirem... o plano tomará outro rumo. Aí teremos de agir drasticamente. Tomamos nossas coisas, saímos daqui, e mandamos essa cidade pelos ares, com tudo o que está nela, inclusive eles! E aí, acabamos com essa palhaçada para sempre! Para sempre!


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MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov






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