MTA - aventuras da causa

04/12/2006 12:30
CAPÍTULO 14 - MISTER BAD DEIXA UMA MENSAGEM


No outro dia, os juniores levantam cedo para poderem discutir sobre o que deveriam fazer. George lhes pergunta se tiveram alguma resposta durante a noite, enquanto oravam e liam a Bíblia. Ele explica que a oração, conversa com Deus, e a leitura da Bíblia são sempre importantes, mas quando passam por momentos difíceis são coisas fundamentais. Contudo, apesar de terem orado e lido a Bíblia antes de dormir, ninguém havia tido uma resposta clara.

Depois de alguns minutos de muitos pensamentos e poucas idéias, Mike, ainda muito preocupado com Giovanni e Marina, lembra-se do pai do garoto, e imagina que o homem deva estar preocupado com o sumiço do filho. Ele então pede a George deixá-lo ir até a casa de Giovanni para falar com o pai dele.

- Mas Mike, o Giovanni não disse que o pai dele passa o dia todo na empresa? – lembra Jonathan.

- Mas ainda é cedo! Talvez eu o encontre em casa. Eu preciso tentar. Por favor! – diz Mike.

George pensa um pouco e responde:

- Mike, só se eu for com você. Não sabemos do que esse louco Mr. Bad é capaz... Tenho medo que lhe aconteça alguma coisa se for sozinho.

- Tudo bem, George. Mas você pode me esperar no portão? Quero falar com ele sozinho.

- Tem certeza?

- Tenho, George.

- OK. E quanto a vocês, continuem pensando, orando e buscando na Palavra de Deus. Nós voltamos logo.

- Deixa com a gente, George! – responde Anne, dando uma piscadinha.

Em poucos minutos Mike e George chegam ao portão da mansão de Giovanni. Mike aperta o botão do interfone, diz que é amigo de Giovanni e que precisa falar com o pai dele.

Dentro da mansão, o empregado vai até o salão onde Donaldo, o pai do garoto, lia seu jornal. O mordomo anuncia Mike, e pergunta ao homem se pode deixá-lo entrar. Ao ouvir que Mike é amigo de Giovanni, Donaldo responde prontamente que sim.

O portão se abre e Mike entra. George fica do lado de fora, esperando. Ao entrar no casarão, Mike não consegue novamente evitar o deslumbre pelo imenso tamanho dele. Mas logo tem seus pensamentos interrompidos pela rápida fala do pai de Giovanni:

- Olá, jovenzinho! Quem é você?

- Mike Springs; eu sou amigo do Giovanni. E o senhor deve ser o pai dele...

- Sim, eu mesmo, Donaldo Del Vecchio. Por um acaso meu filho dormiu na sua casa? Escute aqui, rapazinho, ele não avisou e eu não gosto disso. Ele vai ficar de castigo, e sua mãe deveria fazer o mesmo com você...

- Não! – Mike interrompe – Ele não dormiu em minha casa, sr. Donaldo. Antes tivesse sido isso.

- Mas então... o que aconteceu? Sabe de alguma coisa? Diga, diga! Onde está meu filho?

Mike sente medo. Por alguns segundos ele se arrepende de estar ali e tem vontade de sumir. Até pensa como seria bom ter uma daquelas cápsulas de fumaça usadas pelos agentes Anti-MTA. Mas ele sabe que não pode sair dali. Tem de ficar e explicar ao homem o que realmente aconteceu com Giovanni.


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No hotel, Lisa vê uma notícia assustadora na capa do jornal da manhã. Ela não pôde acreditar. Ao perceber o espanto na cara de Lisa, Valèrie pergunta:

- O que foi, Lisa? Você ficou pálida... o que viu?

A menina apenas levanta o jornal, e todos podem ver o motivo de seu espanto. Na primeira página do jornal, em letras garrafais, uma notícia: “MAIS DE CEM DESAPARECIDOS NA CIDADE”. E a reação dos outros agentes acaba sendo a mesma de Lisa.

- Não pode ser, não pode ser! – diz Jonathan, nervoso – Será que a Anti-MTA seqüestrou todas essas pessoas?

- É, e foram mais de cem que aceitaram Jesus durante essa semana... – comenta Brian.

- É isso mesmo, gente! Mr. Bad seqüestrou todas as pessoas que aceitaram Jesus durante nossa missão. É pior do que a gente pensava! – conclui Anne.


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Mike ainda demora um pouco para começar a falar, ao olhar para os olhos preocupados e ao mesmo tempo irritados de Donaldo Del Vecchio. Mas, depois de tanta resistência, resolve contar o que aconteceu.

- Bom, sr. Donaldo... eu sou um agente de uma organização chamada MTA. Acontece que um louco, um tal de Mr. Bad, é contra nós. Ele criou a Anti-MTA. E então, para nos provocar... e-ele seqüestrou o Giovanni e a amiga dele.

Donaldo se cala. Mike sente ainda mais medo, e teme a reação do homem. Até que Donaldo se vira e diz:

- Quer dizer então que o meu filho acabou envolvido em algo com o qual não tinha nada a ver? Vocês não são daqui, são? Por que vieram perturbar nossa cidade?

- Não viemos perturbar, senhor, nós...

- Vieram sim. Vieram sim. E Giovanni não foi a única vítima. Dê uma olhada na capa desse jornal!

Mike lê a notícia da capa: “MAIS DE CEM DESAPARECIDOS NA CIDADE”. E fica chocado. No seu íntimo, ele apenas tem um profundo pensamento: “não pode ser...”. Mike não sabe o que dizer a Donaldo. O homem, porém, sabe bem o que dizer:

- E então? Percebeu, rapaz? A culpa é sua! Toda sua! Sua e dessa tal MTA! Não fossem vocês, o tal louco que você mencionou não teria feito isso. Se é que esse Mr. Bad existe mesmo, e você não está apenas inventando uma desculpa.

- Ele existe sim, ele...

- Ah é? Você já o viu? Por que não me diz como ele é?

- Não, não vi, mas... Nós vamos trazer seu filho de volta. Não se preocupe.

- Ah, eu duvido muito, rapaz! Agora caia fora daqui, antes que eu resolva lhe botar para fora a pontapés!

Ali dentro, escondido atrás de uma parede, Luca ouve tudo. Ele sabe que o que Mike diz é verdade – que a Anti-MTA existe. E, talvez pela primeira vez em sua vida, fica preocupado com Giovanni. Aquele agente que lhe pagara um sorvete em troca de provocações aos juniores não havia dito nada sobre raptos de pessoas da cidade. Ele decide usar o comunicador que o homem lhe deu para pedir que soltem seu irmão. Ou melhor: marcar um encontro e falar com o agente pessoalmente.


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Mais tarde, no Edifício Nova Aliança, César, Ruth e Joshua vasculham o computador, tentando encontrar alguma informação sobre Mr. Bad e a Anti-MTA na rede mundial. A princípio, não conseguem nada. Porém, depois de alguns minutos de busca, a tela de todos os computadores da sala, inclusive a telona do computador principal, começa a mudar sozinha. César tenta desligá-los, mas os computadores parecem ter criado vida própria.

- Não obedecem nenhum comando! – diz o cientista, surpreso.

É quando a imagem de um rosto misterioso começa a se formar na tela. Após alguns segundos, ela se completa. Um enorme chapéu preto cobre a metade do rosto, deixando de fora apenas a metade do nariz para baixo. É Mister Bad.

- Olá, MTA! Não adianta tentarem apagar esta mensagem ou desligar os computadores: certifiquei-me de que a ouvirão até o seu final. Bem, sou Mr. Bad, fundador e líder da Anti-MTA, organização da qual já devem ter ouvido falar, já que procuravam informações sobre ela na rede mundial de computadores. Pois bem, já sabem meus objetivos. Desistam dessa missão, ou não me responsabilizarei por minhas atitudes um tanto explosivas, se é que compreendem... Levem suas crianças de volta enquanto ainda há tempo para isso. Apenas um aviso: minha paciência é curta! Minhas ações já começaram, e são só sinais do que virá. Desistam imediatamente, e evitem deixar-me furioso. Um abraço, “colegas”... E tenham um bom dia!


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MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov






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