MTA - aventuras da causa

17/12/2006 14:13
CAPÍTULO 15 - HORA DE AGIR



No hotel, os agentes descansam do almoço, e ainda esperam uma resposta sobre o que devem fazer. Enquanto conversam sobre os desaparecimentos, George percebe que Mike, com uma expressão muito triste no rosto, estava quieto e isolado no canto da sala. Ele pede licença aos outros juniores e vai até o garoto, tocando-lhe levemente o ombro. De tão distraído, Mike leva um susto. George vai direto ao ponto:

- Mike, desde que saímos da casa do sr. Del Vecchio hoje de manhã você não falou muito; e parece muito triste, mais do que já estava. O que aconteceu?

Com olhar baixo, Mike responde:

- Não aconteceu nada.

- Mike, nós somos uma família. Você pode contar comigo. Diga-me o que foi que o sr. Donaldo lhe disse que deixou você assim tão para baixo.

- Ele só disse a verdade, George. Que eu sou o culpado pelo seqüestro do Giovanni.

- Não, isso não é verdade! Nem você nem nenhum de nós são os culpados pelos raptos. Isso é o que Mr. Bad quer que a gente pense! Ele quer nos deixar tristes, nos fazer desistir! Escute: vamos trazer o Giovanni e todos os outros de volta! Deus está do nosso lado! Ele vai nos mostrar o caminho certo. Você acredita nisso?

Mike responde com um sonoro ‘sim’ e logo abraça George. E não demora muito para que todos os outros juniores se aproximem e os abracem também. Assim eles sentem que Deus está com eles. Abraçados, eles criam forças para combater Mr. Bad e seus agentes e continuar a missão.


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Não muito longe dali o perverso Mr. Bad procura notícias sobre os seqüestros (que ele mesmo realizou) no computador. E descobre que já há reportagens em rede nacional. Fica contente em saber que a polícia não tem noção alguma de quem são os seqüestradores. "Pelo menos por enquanto", ele pensa, “não terei problemas”.

De repente uma voz trêmula interrompe seus pensamentos:

- Com licença, Mr. Bad!

Mr. Bad, num raro momento de gentileza (mas não menos irônico), diz:

- Ora, entre prefeito Baggio! Afinal, a casa é sua, não é mesmo?

O prefeito parece nem ter ouvido a última frase de Mr. Bad. Ainda receoso, ele diz:

- Precisamos conversar!

O humor e a expressão do rosto de Mr. Bad mudam repentinamente. Sem hesitar, ele pergunta:

- Não me diga que quer desfazer o nosso “trato”...?

- Não, não é isso. – responde o prefeito prontamente – Eu bem que gostaria, mas não posso; não quero que minha cidade seja arrasada.

- É um homem inteligente, sr. Baggio! – diz Mr. Bad – Mas então, qual o assunto de nossa “conversa”?

- Bem, como eu já havia dito, haverá uma festa aqui; representantes de várias cidades do país virão. A festa acontecerá amanhã à noite.

- E eu já lhe disse que pode realizar sua festa normalmente. Sua casa é bastante grande, creio que não vai precisar deste salão nem do porão que estou usando. Desde que não me incomode, eu também não lhe incomodarei. Tenho certeza de que nenhum de seus convidados perceberá minha presença aqui.

- Ótimo.

A conversa é interrompida pelo assessor do prefeito, que entra bruscamente no salão.

- Senhor prefeito! Desculpe-me interromper, mas é urgente!

- O que foi? – pergunta o prefeito, curioso.

- Venha comigo e vai saber! – responde o homem.

- Pode ir, sr. Baggio. – diz Mr. Bad – Penso que já acabamos nossa ‘reunião’.

O assessor leva o prefeito até uma das varandas da enorme mansão. Lá de cima, o senhor Baggio avista um grupo de mais ou menos cem pessoas com enormes faixas e cartazes dizendo: “Queremos nossos familiares de volta”. O prefeito se assusta. Teriam eles descoberto que seus parentes seqüestrados estavam ali? Teria a polícia descoberto? Poderia ser preso como sendo parceiro do louco Mr. Bad... Ninguém imaginaria que teve de aceitar o “trato” de Mr. Bad à força. Por um momento, o prefeito gela. O que deveria fazer? Não há outra opção senão ir até o portão e falar com os cidadãos. É o que ele faz. Lá, o sr. Baggio tenta disfarçar o medo e falar de maneira calma:

- Meus caros rosseanos, o que acontece? Por que protestam aqui em frente a minha casa? A polícia já está trabalhando para descobrir os responsáveis pelos raptos.

- Sim, mas até agora nada! – responde um dos manifestantes – E esperamos que o senhor faça mais para libertar nossos parentes!

O prefeito sente-se um pouco mais aliviado ao ouvir isso. Ninguém descobriu. Por outro lado sente-se triste por não poder ajudá-los, mesmo sabendo onde seus familiares estão.

- Farei tudo o que for possível, meus amigos. Eu lhes prometo.

O prefeito vira-se e volta para dentro da mansão. Os manifestantes já se preparavam para sair quando dois homens aproximam-se deles.

- Olá, vocês também tiveram parentes raptados? - pergunta um deles.

- Sim! – responde uma mulher.

Ensaiando um choro, o outro homem continua:

- Eu e meu irmão aqui também! Viemos de Nápoles para conhecer essa cidade e acabamos tendo nosso irmão caçula seqüestrado... Mas sabemos quem são os culpados por isso tudo!

Curiosos, todos perguntam quase que numa só voz:

- Quem?

- Aqueles sete que chegaram aqui semana passada. Estão hospedados no hotel. Nós também, e por isso sabemos da verdade.

- Mas eles são os seqüestradores? – pergunta uma moça – São só crianças...

- Não, não são os seqüestradores. Mas parece que eles são um tipo de “agentes missionários”. Todas as pessoas que deram ouvidos a eles foram raptadas por um louco que os detesta... Mas eles nem sabem quem é esse homem e onde ele está agora.

Os moradores ficam furiosos. Alguns propõem que se organizem para expulsar os agentes MTA da cidade. É um castigo justo por terem sido os “causadores” dos seqüestros, eles dizem.

Todos os manifestantes saem, menos os dois homens de Nápoles. Quando já não há ninguém ali, os dois homens sorriem. Eram na verdade agentes de Mr. Bad, e conseguiram cumprir seu objetivo: jogar os moradores de Róssea contra os juniores. Isso os deixará mais desapontados; a Anti-MTA cumprirá sua missão. É o que eles pensam.


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O computador dá o sinal. Há uma mensagem para os agentes. Eles ficam alegres ao ver o rosto de Daniel na tela.

- Olá, meus queridos! – ele diz carinhosamente – Tenho uma resposta para vocês: chega de ficarem parados, apenas se lamentando. É hora de agir! Vão, procurem pistas: vamos atacar! E vencer a batalha!

O rosto dos juniores, antes tristes e desanimados, torna-se forte e confiante. Ainda mais depois da oração de Dan por eles, pedindo a Deus que os ilumine, mostre-lhes o caminho, e lhes dê a vitória.

Antes de desligar a câmera, Dan lhes dá mais uma mensagem de conforto:

- Não tenham medo, tudo vai dar certo! Deus está com vocês!


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MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov






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