MTA - aventuras da causa

20/12/2006 14:30
CAPÍTULO 16 - PROCURANDO PISTAS


Numa ruazinha sem saída, cercada de árvores por todos os lados, Luca, sem a companhia de seus amigos, aguarda o agente William, com quem marcou um encontro para as dez da noite pelo comunicador. Como chega vinte minutos mais cedo, o garoto tem de esperar. Porém, não demora muito para que William apareça, acompanhado por mais dois agentes.

William sequer cumprimenta Luca. Ao ver o garoto ele diz num tom de voz que chega a ser rude:

- O que quer? Precisa de mais alguma coisa, garoto?

Luca responde prontamente:

- Não! Quer dizer, na verdade preciso sim!

- Então diga logo. Desde que continue provocando os pirralhos...

- Eu continuo detestando aqueles gringos. Mas o que eu quero é que vocês soltem meu irmão. E-eu sei que foram vocês que raptaram as pessoas da cidade. Não se preocupem, não vou dizer nada a ninguém. Eu só quero que deixem o Giovanni... Ele é um pestinha, mas é meu irmão.

William dá um sorriso irônico. Os dois agentes que o acompanham fazem o mesmo. Luca fica assustado. Aqueles homens pareciam ser muito ruins. Tanto que foram capazes de raptar pessoas. Luca nunca foi um ‘santinho’. Ao contrário do irmão Giovanni, desde pequeno ele deu trabalho e vivia atormentando a vida dos outros, principalmente a do irmão caçula. Mas ele jamais pensou em fazer mal a alguém. Jamais quis que acontecesse alguma coisa ruim a Giovanni.

- Bem, creio que não será possível atender seu pedido. – responde William grosseiramente.

- Mas por que não?

- Porque não! E será melhor que você venha conosco. Não queremos problemas. Agentes, peguem o garoto!

Luca pensa em sair correndo, mas não dá tempo. Os agentes rapidamente o agarram e o põem à força dentro do carro. Quando William entra no carro, senta-se no banco do motorista, vira-se para Luca, que já tinha sua boca amarrada pelos agentes, e diz secamente:

- Não se preocupe, rapaz. Você vai ver o seu irmão. Vai se juntar a ele e ficar bem quietinho!


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Amanhece o dia. O sol de verão já brilha forte no imenso céu azul quase sem nuvens. Pássaros cantam animadamente. E os juniores já estão prontos para começarem a agir.

George propõe que se dividam em dois grupos, cada qual com tarefas distintas. Ele, Brian e Anne sairão pela cidade à procura de coisas suspeitas e na tentativa de descobrir o esconderijo de Mr. Bad e seus agentes; Mike, Jonathan, Valèrie e Lisa irão até o local de onde os agentes Anti-MTA levaram Giovanni e Marina, e procurarão por pistas (inclusive colher amostras das cápsulas de fumaça que ainda estiverem pelo chão).

Já na rua, George, Anne e Brian, disfarçados de vendedores de picolé, caminham olhando para todos os lados.

- Se virem alguma coisa falem, mas sem dar bandeira, OK? – avisa George, empurrando o carrinho de picolé.

Depois de andarem por mais de vinte minutos (e não encontrarem nada), eles param embaixo de uma árvore, aproveitando a sombra para fugir um pouco do sol escaldante. É quando Anne vê, jogada perto da árvore, uma folha de jornal que lhe chama a atenção. Enquanto Brian e George olham para outras direções, ela se abaixa e pega o jornal. A primeira notícia que ela vê, em destaque no canto da página, é “festa na casa do prefeito Baggio trará pessoas importantes para Róssea”. Ela mesma não sabe por quê, mas algo naquela notícia lhe chamou a atenção. Na dúvida, a coreana dobra cuidadosamente a folha de jornal e a guarda no bolso.


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Em Nova Iorque, já é uma hora da madrugada e Daniel, Charles, César, e até Ruth e Joshua ainda estão acordados. Eles assistem repetidamente a mensagem deixada por Mr. Bad nos computadores da base. César, muito inteligente, havia sugerido que poderiam encontrar algumas informações sobre os planos da Anti-MTA “escondidas” na mensagem.

Depois de verem a mensagem mais de doze vezes, Charles chama a atenção para o trecho em que Mr. Bad disse “não me responsabilizarei por minhas atitudes um tanto explosivas, se é que compreendem...”. César também diz que achou estranho, e que Mr. Bad não parecia estar se referindo a atitudes ‘explosivas’ no sentido de ‘impulsivas’; parecia estar querendo dizer algo a mais com esse ‘explosivas’. Ruth, pequena mas muito esperta, mata a charada:

- Meu Deus! Ele está querendo explodir a cidade! E com todos lá dentro!

- É isso mesmo, Ruth. – confirma Dan – Esse homem é mesmo louco.

- Precisamos fazer alguma coisa. – diz César, aflito.

- Sim. – Dan concorda – Mas agora precisamos descansar. Amanhã levantamos cedo, bem cedo.

Após mandar Ruth e Joshua para a cama, Dan pede para César começar a pensar em materiais que os agentes possam usar nas próximas missões, como comunicadores e pílulas de fumaça, por exemplo. Assim, não ficarão atrás dos agentes Anti-MTA, caso eles escapem.

Depois da breve conversa, todos finalmente vão para a cama, desfrutar de um merecido descanso. Mas Dan, muito preocupado, demora a conseguir pregar os olhos. Só consegue minutos depois, quando é finalmente vencido pelo cansaço.


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Do outro lado da cidade de Róssea, Mike e seu grupo chegam ao lugar onde a Anti-MTA seqüestrou Giovanni e Marina. Ao olhar para o local, Mike não consegue evitar as terríveis lembranças daquele dia. O fato de não poder ajudar o amigo, de ser totalmente incapaz de fazer alguma coisa para impedir que os agentes de Mr. Bad o levassem o deixara muito triste. Agora, porém, ele sabe que não foi culpa sua. E as lembranças só lhe dão ainda mais força para lutar, batalhar para libertar Giovanni e Marina. Por isso, ele diz aos outros, como um verdadeiro e corajoso líder:

- Observem tudo, centímetro por centímetro! Eu e Valèrie procuramos desse lado da rua, e Jonathan e Lisa do outro. Usem estas lupas para vasculhar o chão.

E assim eles começam a busca, Mike e Valèrie de um lado e Jonathan e Lisa do outro. Depois de algum tempo de procura, Lisa encontra pedacinhos minúsculos de cápsulas explodidas, provavelmente as cápsulas de fumaça usadas pela Anti-MTA. Com uma pinça, Lisa retira cuidadosamente os pedacinhos do chão e os deposita num pequeno saco plástico providenciado por Jonathan.

Valèrie, porém, encontra algo ainda mais interessante: um pequenino ponto (fone) de ouvido, possivelmente derrubado por alguém sem querer.

- Ninguém jogarria forra um fone ton moderrno! – ela comenta, já com o minúsculo objeto nas mãos.

- Só pode ser daqueles agentes! – afirma Jonathan.

- Não, pode ser que não. Sei lá, pode ser de algum segurança do prefeito, como vamos saber... – diz Mike, coçando a cabeça.

- É verdade. – concorda Lisa – Mas tem um jeito de descobrir: é só colocar no ouvido, ele pode estar interligado com outros fones!

- Ótima idéia, Lisa! – diz Mike – Mas não vamos fazer isso aqui, é arriscado. Se for mesmo da Anti-MTA, alguns agentes podem estar aqui por perto e não queremos que nos descubram. Vamos levar para o hotel e lá vamos descobrir quem foi que perdeu esse fone!

MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov






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