MTA - aventuras da causa

27/12/2006 15:54
CAPÍTULO 17 - A DESCOBERTA

Os juniores correm para o hotel, ansiosos por descobrir se o pequeno fone pertencia mesmo a um agente Anti-MTA ou não. Chegando lá, eles sobem apressadamente para o quarto. Quando todos se ajeitam, Mike diz:

- Agora estamos seguros! Lisa, já que teve a idéia, faça o teste. E nos conte o que está ouvindo!

A garota pega o fone com cuidado e o coloca no ouvido. Os outros ficam na expectativa, perguntando um após outro o que ela ouvia. Depois de algum suspense, ela retira o ponto do ouvido e diz:

- Não ouvi nada! Parece estar estragado, só faz um chiado bem baixinho.

- Deixe-me ver! – pede Jonathan, pegando o fone – Hm! É mesmo, está danificado. Possivelmente por causa da queda ou por alguém ter pisado em cima.

- E agorra? Non serviu parra nada esse fone! – comenta Valèrie, desanimada.

Após um breve silêncio, Jonathan diz, um pouco acanhado:

- Bom, posso tentar consertá-lo!

- Sério? – faz Mike – Mas é um objeto tão pequeno...

- É, tem cerrteza que consegue fazerr isso, Jonathan? – pergunta Valèrie, duvidosa.

- Não sei, mas não custa tentar! Aprendi alguma coisa sobre eletrônica com meu pai!

- É, seu pai é mesmo muito inteligente! – confirma Lisa – É por isso que ele é o cientista da MTA!

- Certo, então vamos deixar o “cientista” Jonathan trabalhar! – diz Mike, risonho – Enquanto isso, vamos aproveitar para orar e ler um pouco a Bíblia. Essas são coisas fundamentais para nós!


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Enquanto isso, o prefeito Baggio começa a preparação do salão de festas de sua mansão para o grande evento. Enfeites de todos os tipos, inúmeras mesinhas e cadeiras onde ficarão os convidados, flores e até um palco sendo montado na parte da frente do salão. Tudo muito elegante, muito fino, para que seja realmente uma grande festa e agrade aos convidados.

- Tudo sairá bem! – diz o prefeito em voz alta mas para si mesmo, enquanto observa a arrumação.

Porém, seu sentimento de satisfação dura pouco. Ao ouvir a voz sombria de Mr. Bad, o prefeito volta a sentir medo.

- De fato, tudo sairá bem, sr. Baggio. Assim esperamos. Mas não se esqueça: se der com a língua nos dentes, se contar a alguém sobre mim e minha organização, sua cidade já era! Meus agentes estarão de olho, infiltrados na sua “festinha”, disfarçados de seguranças. Um passo em falso e... cabum! Entendeu bem?

O prefeito hesita, mas responde:

- Claro que sim. Não se preocupe, de mim ninguém saberá nada.


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Muito perto dali, a apenas alguns metros, Anne, Brian e George prosseguem sua investigação. Entre uma parada e outra para vender picolés, eles continuam atentos para captar algo suspeito. Resolvem parar mais um pouco, na sombra de uma árvore quase em frente à casa do prefeito. Um garoto aparece querendo comprar um picolé. E George disfarça muito bem.

- Boa tarde! – diz o garoto – Quais sabores o senhor tem aí?

- Hm, deixe-me ver... temos morango, chocolate, uva, limão, laranja, groselha, gabiroba, jaca e até fruta-do-conde!

- Uau! Me vê um de... groselha!

- Aqui está, rapazinho!

- Quanto é?

- Cinqüenta centavos! Mas parece que hoje temos uma promoção, não é senhorita Chin?

- É isso mesmo, sr. Robles! – responde Anne, entrando “sério” no disfarce – Mas primeiro o rapaz precisa pagar os cinqüentinha!

O garoto entrega a moeda para George e espera, um tanto surpreso. Anne logo revela a “promoção”:

- É que na compra de um picolé, você leva de brinde... uma moeda de cinqüenta centavos!!! Não é o máximo??

Brian só põe a mão na testa, como quem diz “que bobeira”. O garoto, confuso, vai embora com o picolé e a moeda na mão, ainda sem entender a “promoção”.

Apenas dois minutos depois da ‘brincadeira’ (para Brian, ‘bobeira’), os agentes vêem três homens saindo da casa do prefeito. Não haveria nada de estranho se eles não tivessem reconhecido um dos homens.

- É ele, é aquele cara ,eu tenho certeza! – afirma Brian.

- Eu também. O tal agente que falou conosco quando saíamos da sorveteria semana passada! – confirma Anne.

- É. O nome dele é William. Estava escrito no ‘crachá’ dele, eu lembro muito bem. Prestei atenção nesse detalhe! – diz George.

- Isso, e tinha um “S.” depois. William S. – diz Brian, recordando-se.

- Mas se eles estão saindo assim da casa do prefeito... Será que estão escondidos lá? - propõe Anne.

- Mas por que o prefeito iria deixar esses bandidos escondidos em sua própria casa? – questiona Brian.

- Não sei. – fecha George – Mas precisamos descobrir. Agora vamos voltar para o hotel e contar para os outros. Quem sabe eles descobriram alguma coisa que possa se encaixar com o que acabamos de ver...


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Jonathan desce animado as escadas, e corre até o salão onde Mike, Valèrie e Lisa o aguardam. Logo que os vê ele diz:

- Pessoal! Consegui! O fone está funcionando!

- Graças a Deus! – faz Mike, dando um pulo.

Eles sobem novamente correndo as escadas. Ansioso, Mike toma o pequeno ponto e põe no ouvido esquerdo. Ele se surpreende quando escuta uma voz grave dizendo: “agentes Anti-MTA (tchak) que foram agor (tchak) para a colina Plaza, (tchak) sul da cidade, para instalarem uma de nossas b(tchak) as...”.

- Está falhando um pouco, mas consegui ouvir! Esse fone é da Anti-MTA!

Curiosos, os demais perguntam o que Mike ouviu. Ele responde prontamente:

- Parece que eles foram para a colina Plaza, no sul de Róssea!

- Serrá que Giovanni e Marrina eston lá? – faz Valèrie.

- Não sei. Mas só tem um jeito de sabermos! – responde Mike.

Rapidamente eles se arrumam, colocando seus uniformes de agentes. E saem apressadamente rumo a colina Plaza, na tentativa de encontrar o esconderijo de Mr. Bad e libertar seus amigos e todos os que foram seqüestrados.


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Amanhece em Nova Iorque. Ruth e Joshua já estavam acordados quando Daniel bate suavemente na porta do quarto, abrindo-a logo em seguida. Dan fala com voz calma aos agentes:

- Já estão acordados, queridos?

- Sim! – responde Ruth, ainda com voz rouca – A gente já ia levantar!

- Tudo bem! Preciso que me façam um favor: depois que tomarem o café da manhã vão à sala principal e comuniquem os agentes em mensagem urgente sobre o que descobrimos na mensagem de Mr. Bad. Podem fazer isso? Eu e Charles vamos precisar sair agora cedo, e César vai ficar trabalhando em alguns projetos.

- Deixa com a gente, Dan! – responde Joshua – Vamos já tomar café, escovar os dentes e correr para avisá-los pela câmera!

E é o que eles fazem. Vão rapidamente, um por vez, ao banheiro, trocam de roupa, tomam café da manhã, escovam os dentes e correm para a sala principal, onde logo ligam a câmera e acionam o sinal de mensagem, a fim de que os agentes percebam que há uma mensagem para eles. Mas o sinal de nada adianta. Passam-se dois, três, cinco minutos e ninguém responde.

- Ué, será que ainda estão dormindo? – faz Joshua, intrigado.

- Claro que não, Joshua! Agora já é de tarde lá na Itália! – responde Ruth, calmamente.

- Então por que eles não atendem?

- Porque provavelmente eles saíram para procurar pistas! Só espero que não demorem para voltar!

- É. Eles precisam saber dos planos de Mr. Bad o quanto antes!


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MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov






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