MTA - aventuras da causa

28/02/2007 09:54
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enviada por Yakov



09/02/2007 15:00
CAPÍTULO 22 - DE VOLTA PARA CASA


Passam-se dois dias desde então. Chega a hora dos agentes encerrarem a primeira missão e voltarem para suas casas. No hotel, eles começam a arrumar as malas. Enquanto fazem isso, se lembram de tudo o que lhes aconteceu nas duas semanas de missão. E dão graças a Deus porque conseguiram cumpri-la com sucesso, apesar das tentativas de Mr. Bad e sua Anti-MTA de impedi-los.

Finalmente eles descem do quarto, carregando todas as suas malas. Ao saírem do hotel, têm uma agradável surpresa quando vêem Giovanni, Marina, Luca, e também Donaldo, o prefeito Giuseppe Baggio e vários outros moradores da cidade, que os aguardavam ali em frente. Giovanni é o primeiro a falar:

- Viemos nos despedir. E agradecer por tudo o que fizeram por nós!

- É; trouxeram a Boa Notícia do presente de Deus! E ainda salvaram toda a cidade de ser explodida por aquele louco! – completa Marina.

Giovanni caminha até Mike. Haviam se tornado muito amigos. A emoção é tanta que Giovanni quase não consegue falar:

- Vou sentir saudades!

- Eu também! – Mike responde – Mas nunca se esqueça que vamos estar sempre unidos num mesmo espírito!

Mike abraça Giovanni e ainda lhe diz que poderão conversar por e-mail, sempre que ele quiser.

Antes mesmo que Giovanni se afaste, Donaldo, pai de Giovanni e Luca, vai até eles. O homem põe a mão sobre o ombro de Mike, e diz num tom de voz sincero:

- E eu quero pedir desculpas, rapaz! Perdoe-me por ter falado com você daquela maneira. Por ter lhe acusado de ser o culpado pelo seqüestro do meu filho.

- É claro que eu lhe perdôo, sr. Del Vecchio! – Mike responde, dando um sorriso.

- E obrigado por terem libertado meus filhos e os outros moradores! – Donaldo continua, desta vez falando a todos os agentes – Peço perdão em nome de todos desta cidade que acusaram vocês!

As pessoas que estavam em volta concordam, fazendo sinal com a cabeça. Mas Donaldo avisa que ainda tem duas coisas a dizer.

- Primeiro, percebi a alegria dos meus filhos, percebi que eles mudaram para melhor, desde que receberam esse presente de Deus de que vocês tanto falam. Então decidi que também quero esse presente! Quero aceitar Jesus, o Filho de Deus, como meu Messias, meu Salvador!

As outras pessoas, inclusive aquelas que quiseram expulsar os agentes da cidade, também levantam as mãos, confessando que desejam aceitar Jesus. E todos se surpreendem quando o prefeito Baggio, com os olhos cheios de lágrimas, declara em alta voz que quer fazer o mesmo.

Todos dão as mãos, e os agentes oram com eles. Seus corações enchem-se de alegria, e uma paz muito grande parece invadir o lugar. Mesmo no momento da partida, os juniores deram frutos em sua missão. Cumpriram seu propósito, até o fim.

Os agentes começam a entrar no avião que os levará de volta a Nova Iorque, de onde cada um irá para seu país de origem. Porém, Donaldo os interrompe novamente:

- Esperem! A segunda coisa que eu queria dizer é que, a partir de hoje, serei um patrocinador da MTA! Vou investir na agência de vocês! Sei que Deus vai abençoar minha empresa, e vou investir cada vez mais!

- Uau! – faz George – Mas isso é ótimo! Dan vai gostar de receber essa notícia!

Finalmente eles entram no avião, que levanta vôo e parte para os Estados Unidos. Lá de baixo, os moradores de Róssea acenam para o avião, talvez não dizendo “adeus”, mas um “até breve”. Quando o avião já está longe a ponto de não poderem mais enxergá-lo, Giovanni pergunta a seu pai:

- Pai, o senhor vai voltar a trabalhar como fazia antes?

Donaldo sorri. Ele se abaixa para falar com o filho, colocando a ponta dos dedos no queixo do garoto.

- Não, filho. Toda semana eu irei tirar pelo menos um dia de folga, especialmente para passar o dia todo com vocês! Vamos passear, sair para tomar sorvete... E nos feriados podemos viajar, conhecer lugares diferentes! E até a Marina pode ir junto!

- É isso aí, maninho! – diz Luca – A partir de hoje, somos uma nova família!

Os três se abraçam, sabendo que desde aquele momento em diante terão uma nova vida. E durante toda ela jamais esquecerão dos amigos “gringos”, que vieram de tão longe para lhes trazer a mensagem do Deus verdadeiro. O Deus que mudou suas vidas, e os fez serem, com toda a certeza, felizes para sempre.


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Em algum lugar do planeta, uma sombria figura observa atentamente notícias internacionais num jornal de tv. Já sabia que nada havia acontecido; que seus planos haviam ido por água abaixo. Mas sua loucura o faz manter as esperanças de que Róssea tenha ido pelos ares, de que a MTA tenha explodido, de que Daniel e seus agentes tenham sido derrotados. No entanto, Mr. Bad sabe que perdeu esta primeira batalha.

- Que ódio! – ele berra, dando um murro em uma mesa – Isso não vai ficar assim... Vocês ganharam uma batalha, agentes... Mas a guerra ainda não acabou! Em sua próxima missão patética, eu estarei lá! E acabarei com vocês! Eu serei o vencedor! Definitivamente! Eu vencerei! Aaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!


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Muitas horas depois, o avião pousa em Nova Iorque. Mesmo sentindo-se cansados pela longa viagem, os juniores estão empolgados para reencontrar Dan, Charles e César, e para conhecer Ruth e Joshua, os agentes auxiliares, pessoalmente. Eles descem do avião e vão para a base, onde têm uma enorme surpresa. Dan, Charles, César, Ruth e Joshua os aguardavam, com muitos balões coloridos e até faixas de “parabéns”. Haviam preparado uma super festa de retorno para eles!

Antes de aproveitarem a festa, todos se abraçam, um por um. Que alegria para os agentes terem voltado com a missão cumprida. Durante a comemoração, os juniores não param de falar um minuto, contando para Dan todos os detalhes da missão, desde o primeiro lanche que tiveram juntos em Róssea, até às pessoas que aceitaram Jesus no momento da despedida. Mas de todos eles, é claro que Anne é a mais tagarela, e quase não deixa os outros falarem.

- E depois resolvemos tomar sorvete, e claro que o Luca veio nos provocar no caminho, mas dessa vez a gente nem deu bola e...

- Calma, Anne, cuidado para não se engasgar, hein! – diz Brian, fazendo sinal para ela falar de vagar.

- Deixa ela, Brian, a Anne é a nossa locutora! – fala Mike, fazendo graça.

- É, locutora elétrica! Acho que se alguém tirar a pilha ela pára de falar! – diz Jonathan, entrando na onda.

- Ah é? Vocês vão ver só uma coisa! – diz Anne, fingindo uma cara de brava.

Anne sai correndo atrás dos garotos, e a festa fica ainda mais bagunçada. Enquanto isso, Valèrie continua a conversa:

- Vocês prrecisavam verr o George dançando country!

- Ei, eu não estava sozinho! – George responde – Brian, Anne e até a Lisa dançaram comigo!

- É, foi uma palhaçada só! – confirma Lisa.

- Ah, essa eu queria ter visto! – diz Charles, imaginando a cena.

- Ha, ha, ha, eu também! – concorda Ruth.

- Ainda bem que eu escapei dessa! – faz Joshua, aliviado.

George então se lembra de uma notícia importante que deveria dar a Dan: sobre o novo patrocinador da MTA, Donaldo Del Vecchio. Quando George lhe conta, Daniel mal pode acreditar.

- Não poderia ter recebido notícia melhor! – ele diz.

- Agora teremos dinheiro para investir nos equipamentos que vou criar! – diz César, animado – Preparem-se, agentes! Na próxima missão, vocês vão estar muito mais bem-equipados!

Muitas conversas e várias brincadeiras depois, os juniores fazem um merecido descanso. Já passava da meia-noite quando foram se deitar.

Quando o dia amanhece, chega a hora de partir. Os juniores se despedem uns dos outros e de Dan e Charles, que ficarão em Nova Iorque. Todos irão para o aeroporto, de onde cada um pegará o avião de volta para sua casa. Ruth para Melbourne, na Austrália e Joshua para Christchurch, na Nova Zelândia. George e Brian para a Inglaterra, George para Londres e Brian para Manchester. Mike, o que viajará menos, para Nova Jersey, ali mesmo nos Estados Unidos. Valèrie para Paris, na França. Jonathan e seu pai César para Curitiba, no Brasil. Lisa para Johanesburgo, na África do Sul. E Anne para Seul, na Coréia do Sul.

Antes de saírem, George faz duas perguntas a Dan:

- E Rosa, ainda não voltou?

- Não! – Dan responde – Ela avisou que chegará aqui semana que vem!

- E estou curioso! – George continua – Onde será nossa próxima missão?

- Ora, George! Ainda é cedo para isso! Só vão saber nas férias de inverno, um pouco antes de saírem para cumpri-la! Até breve, agentes!

Eles se sentem um pouco tristes por terem de se separar, mas ao mesmo tempo já começam a ficar ansiosos, aguardando a hora da próxima missão, quando vão se encontrar novamente. Oram para que o dia chegue logo. E o esperam ansiosamente. Até a próxima missão!


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MTA©2007 Jacob M Galon
enviada por Yakov



04/02/2007 21:10
E na sexta-feira, o capítulo final de MTA - a primeira missão. Um abraço!
enviada por Yakov



04/02/2007 21:08
CAPÍTULO 21 - O ENCONTRO COM MISTER BAD (parte 2)



Mr. Bad aperta o botão vermelho do controle remoto, acionando as bombas. Um pequeno visor no próprio controle começa a contagem regressiva dos cinco minutos. Ainda antes de sair, Mr. Bad diz:

- Um dos botões desse controle desativa as bombas! Vou deixá-lo aqui, em cima desse computador. Mas infelizmente vocês estão muito longe dele, e não poderiam alcançá-lo, nem com uma vassoura! Que pena! Vão se sentir tão incapazes...

Depois que Mr. Bad e seus agentes saem, os juniores se abraçam. Parece não haver mais esperança. Eles não têm nenhuma chance. Então começam a falar uns para os outros, em tom de despedida.

- Quero que saibam – George começa – que aprendi a gostar muito de vocês! Aprendi a amar vocês! São mesmo uma família para mim!

- Eu também amo muito todos vocês! – diz Lisa, com lágrimas nos olhos.

- Vocês son meus irmons! Irmons que eu semprre quis terr! – diz Valèrie, enxugando os olhos com um lenço cor-de-rosa.

- Eu sei que eu fui um pouco chato, mas eu também gosto muito de vocês, meus irmãos! – confessa Brian, um pouco tímido.

- Foi muito bom tudo o que passamos juntos! Foram momentos muito preciosos! – fala Anne, lembrando-se de todas as maluquices que fizeram.

- Não importa o que aconteça, – Jonathan encerra – vocês estão e vão estar sempre no meu coração!

Valèrie, chorando ainda mais, diz quase que num lamento:

- Só querria que o Mike estivesse conosco, parra ouvirr tudo o que dissemos e saberr o quanto o amamos também...

Depois disso, eles simplesmente oram agradecendo a Deus e pedindo que Ele faça a Sua vontade acontecer.


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No salão de festas, o prefeito Baggio ainda fala no palco quando Mr. Bad e seus agentes invadem o lugar. Assustados, os convidados gritam. Ainda mais quando Mr. Bad anuncia:

- Adeus, sr. Baggio! Agradeço pelo espaço que me concedeu em sua mansão, mas infelizmente não tive outra escolha: sua cidade irá pelos ares em... quatro minutos! Aproveitem seus últimos momentos, senhores!

- Mas você havia prometido que... – grita o prefeito, desesperado.

- Eu? Eu não havia prometido nada! Adeus!

Mr. Bad e os agentes correm para fora. No enorme quintal da mansão, um avião a jato já os esperava. Eles embarcam no avião, que levanta vôo antes que alguém pudesse fazer alguma coisa para impedir. Quando o avião já está no ar, Mr. Bad diz ao piloto:

- Vamos para bem longe daqui! Quando chegarmos em casa, ou até antes disso, ouviremos a triste notícia sobre a explosão da cidade de Róssea!


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Os juniores continuam abraçados. O tempo continua passando, e pelos cálculos de Jonathan só lhes resta três minutos antes que as bombas detonem. E infelizmente nada podem fazer a não ser esperar a explosão.

De repente, a porta da sala se abre. Eles levam um susto, e viram-se para olhar. Para a surpresa e alegria de todos, é Mike, que de alguma forma conseguira soltar-se das cordas em que estava preso e encontrar a sala onde eles estavam. Rapidamente eles o avisam sobre o controle remoto no computador. Mike corre e toma o controle nas mãos.

- Um dos botões desativa as bombas! – avisa George.

- Mas qual? – Mike pergunta, olhando para o controle – Tem uns quinze botões aqui!

O cronômetro do controle já marca 48 segundos e Mike não sabe o que fazer. Ele teme apertar um botão errado e acabar detonando as bombas de uma vez. Jonathan o aconselha:

- Aperte um dos botões, Mike! Deus vai orientar você!

Mike finalmente escolhe um dos botões. Ele o aperta e a jaula que prendia os juniores sobe de volta para o teto. Agora restam 20 segundos e antes mesmo que seus amigos cheguem até ele, Mike aperta outro botão e o cronômetro pára. Dez segundos. As bombas estão desativadas. Todos estão salvos.

- Consegui! Consegui! – ele grita, já abraçando os outros juniores.

Eles comemoram, e dão graças a Deus por tê-los salvado. Foi realmente uma vitória muito grande. Por fim, eles soltam todos os prisioneiros. Mike abraça Giovanni e Marina.

- Eu sabia que vocês iriam conseguir! – diz Giovanni, entusiasmado.

Luca também se aproxima dos juniores. Um pouco envergonhado, ele lhes diz:

- Obrigado... por terem libertado a gente. Eu quero... que me perdoem por tudo o que eu fiz para vocês.

- É claro que a gente perdoa, Luca! – diz Anne, sorrindo.

- E eu também queria dizer... – Luca completa, com brilho nos olhos – que eu quero aceitar Jesus como meu Salvador! Agora eu acredito que ele morreu por mim! Que Deus perdoe meus pecados, em nome de Jesus!

Jonathan abraça Luca e ora com ele. E logo todos ali se juntam a eles e oram abraçados, agradecendo a Deus e sentindo verdadeira paz e alegria em seus corações.


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MTA©2007 Jacob M Galon

enviada por Yakov



31/01/2007 14:33
CAPÍTULO 21 - O ENCONTRO COM MISTER BAD (parte 1)

Mike tenta correr, mas tropeça no degrau da escadinha que dava para o outro corredor. Os dois agentes o alcançam e o seguram, cada um num braço. Mike ainda tenta se soltar, mas não consegue. Os dois o arrastam pelo corredor até uma das inúmeras salas. Lá, eles amarram Mike a uma cadeira e um deles diz:

- Onde estão seus amiguinhos? Diga! Também estão na mansão, não estão?

- Não vou dizer! – responde Mike, valentemente – Vocês que descubram!

- Escute aqui, garoto! – diz um dos agentes, apertando o braço de Mike – Dizendo ou não, nós vamos encontrá-los, prendê-los e explodir essa cidade com vocês e todos dentro!

Os dois saem e Mike fica sozinho naquela sala quase que totalmente escura. As únicas entradas de luz são as frestas da porta. Sem saber o que fazer, Mike começa a orar; ele ora por seus amigos; ora para que os planos de Mr. Bad sejam destruídos.

- Eu confio em Ti! – ele diz a Deus – E sei que o Senhor vai me tirar dessa!

Enquanto isso, os dois agentes Anti-MTA correm para a sala onde Mr. Bad instalara sua base, apenas um corredor ao lado do lugar onde prenderam Mike. Eles abrem a porta. Mr. Bad, que estava de costas, vira-se para vê-los.

- Senhor, – diz um deles – os pirralhos estão aqui! Pegamos um deles no corredor ao lado!

Ao contrário do que os agentes pensavam, Mr. Bad não parece ter ficado surpreso. Sem dizer uma palavra, ele apenas faz sinal para que eles olhem na tela do computador da “base”. Os dois se espantam ao verem imagens do salão de festas, mostrando tudo o que acontece lá. Inclusive a apresentação dos agentes “animadores”.

- Então já sabia...?

- Sim, – responde Mr. Bad, levemente sorrindo – e fiquei surpreso. Eles são mais espertos do que eu pensava!

- Quer que a gente vá até lá e pegue eles também?

- Não! Já que chegaram até a mansão, vamos ver se são capazes de matar a charada e descobrir nossa base...

- Mas...

- Não tem “mas”! Vamos apenas observá-los. Como sabem, temos câmeras por toda a casa. Podemos segui-los onde quer que vão. Agora, vamos nos divertir! Sentem-se e aproveitem, rapazes!

Mas o que Mr. Bad não imaginava é que um deles o descobriria tão rápido. Atrás da porta, Valèrie acaba de descobrir seu esconderijo. Ela não ouviu tudo o que disseram, mas o suficiente para entender “Mr. Bad”, “agentes” e alguém dando ordens. “É aqui”, ela pensa. “Estão escondidos aqui! Mas non posso pegá-los sozinha. Vou correr até o salon e avisarr os outrros!”.

Poucos minutos depois ela chega ao salão de festas. George, Brian, Anne e Lisa ainda estão no palco. Ela anda pelo meio dos convidados, tentando encontrar Jonathan. Leva mais alguns minutos até que finalmente o acha.

- Jonathan! Encontrrei! Sei onde Mr. Bad está!

- Não acredito!

- É verrdade! Vamos chamarr os outrros!

Jonathan faz um sinal discreto, mas George entende. Eles encerram a apresentação e descem do palco. O prefeito vai até lá, cumprimenta um por um, e sobe no palco com um microfone nas mãos.

- Bem, eu havia contratado profissionais de dança country! – ele diz – Mas acho que se saíram melhor que a encomenda, se é que me entendem!

Os convidados riem e o prefeito prossegue:

- Então, uma salva de palmas para os nossos dançarinos trapalhões! Eles merecem!

Os quatro curvam-se como que agradecendo pelos aplausos e entram discretamente no corredor. Jonathan e Valèrie vão atrás deles. Ali, Valèrie lhes conta que acabara de descobrir o esconderijo de Mr. Bad.

- Ótimo, Valèrie! – diz George – E o Mike, onde está?

- Não sei! – ela responde – Ainda deve estarr prrocurrando!

- Não temos como avisá-lo... – comenta Lisa.

- Não podemos perder tempo! – afirma Brian – Vamos já pegar aquele bandido!

- Brian está certo. – concorda George – Mas antes vamos colocar nossos uniformes. Mr. Bad vai saber quem é a MTA!

- É. Ele vai ver com quem está mexendo! – completa Jonathan.

Ao sair do corredor, George dá de cara com uma moça que não lhe é estranha. Ela olha fixamente para ele, como se tentasse lembrar de onde o conhecia. E não demora muito para que ela o reconheça.

- Ei, você não é o gentil cavalheiro que me ajudou a encontrar a minha carteira na praça? Senhor... Robles?

- S-sim... Cassandra! O que faz aqui?

- Eu sou muito amiga da esposa do prefeito. E eu não sabia que você animava festas... Bela apresentação!

Anne interrompe a “emocionante” conversa:

- George, vamos! Não podemos perder tempo!

George não responde. Algo naquela mulher o atraía. De fato ela era muito bonita, mas ao mesmo tempo estranha e misteriosa. Ele então se lembra da primeira vez que a encontrou, quando perdeu tempo tentando ajudá-la. Poderia ter evitado o ‘desafio’ dos juniores se não tivesse parado para conversar com ela. George decide não repetir o erro, e diz com certo desgosto:

- Desculpe-me, Cassandra, mas preciso ir! Tenho coisas importantes a fazer!

- Claro! – Cassandra responde, sem parecer ofendida – Pode ir, George! Espero que possamos nos encontrar numa outra oportunidade...

George se despede da moça e corre com os agentes até o furgão ao lado da entrada dos fundos da mansão. Eles vestem rapidamente os uniformes MTA e entram novamente nos corredores, em direção à base da Anti-MTA. Mas o que nem imaginam é que todos os seus passos estão sendo observados.


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Pela tela, Mr. Bad acompanha os juniores passo a passo. E pela velocidade em que eles se movem, ele logo percebe que seu esconderijo havia sido descoberto.

- Parece que nos descobriram. Estão vindo para cá. Estarei esperando! Chegou a hora de nosso encontro...

Menos de dez minutos depois, a porta da sala se escancara. Mr. Bad vira-se calmamente, como se nada tivesse acontecido.

George e os cinco agentes invadem a sala. Os agentes de Mr. Bad permanecem atrás dele, todos imóveis. George fala com voz forte, mostrando o distintivo da MTA:

- Acabou, Mr. Bad! Se entregue e diga onde estão os prisioneiros!

Mr. Bad, utilizando um aparelho embaraçador de voz, responde com voz calma mas grave:

- Ora, ora, sr. Robles! Não vamos nem nos apresentar? Se bem que já conheço cada um de vocês, embora não saibam quase nada sobre mim. Devo dizer que estou surpreso: jamais imaginei que chegariam até aqui. Acho que subestimei vocês...

- Chega de ladainhas, Mr. Bad! Liberte logo as pessoas! – George interrompe.

- Vamos com calma, George! Já que querem tanto ver seus novos amigos, vou pedir a dois de meus agentes que abram nossa porta lateral!

Dois agentes vão até o lado da sala e abrem duas enormes portas de metal. Quando elas se abrem totalmente, os juniores vêem Giovanni, Marina, Luca e todos os outros, amarrados e com a boca amordaçada. Mr. Bad continua:

- Eles estavam no porão, mas quando eu soube que vocês estavam na mansão, mandei trazê-los para cá, já prevendo esse nosso encontro tão especial...

Os juniores se espantam e sentem o coração bater mais forte. Jonathan não consegue segurar a pergunta:

- Então já estava esperando a gente aqui? Mas como... ?

O líder da Anti-MTA responde:

- “Como” não lhe interessa! Mas já que chegaram, quero mostrar-lhes a “surpresinha” que lhes preparei.

Mr. Bad tira uma espécie de controle remoto de dentro de seu casaco, e aperta um dos vários botões dele. Uma jaula com barras de ferro desprende-se do teto e cai sobre os juniores, que ficam presos. George tenta erguer a jaula, depois arrastá-la, mas não consegue. Mr. Bad dá uma gargalhada e diz, desta vez demonstrando sua raiva:

- Eu havia mandado vocês sumirem daqui, seus fedelhos! Mas vocês não obedeceram... Preferiram continuar essa missão estúpida! Se tivessem desistido, eu iria soltar os prisioneiros e tudo acabaria bem. Mas agora serei obrigado a ser radical. Basta eu apertar esse pequeno botão do controle para acionar todas as bombas, que explodirão em cinco minutos! Colocamos bombas aqui, nas colinas, na praça, em todos os cantos dessa cidade. Róssea será varrida do mapa! E o melhor de tudo: com vocês junto! Ha, ha, ha, ha ha, ha...

- Você non vai conseguirr! Mike vai nos ajudarr! – diz Valèrie, apertando uma das grades da jaula.

- Oh, sinto desapontá-la, senhorita! Mas meus homens já o prenderam há um bom tempo! Ele está numa das salas desta mansão, aguardando seu fim, como vocês! Agora adeus, “agentes”! Eu e meus agentes estaremos bem longe daqui em cinco minutos, mas prometemos que vamos acompanhar a explosão, mesmo de longe!

Continua...

MTA©2007 Jacob M Galon
enviada por Yakov



24/01/2007 15:08
Olá! Em breve estarei postando os dois últimos capítulos aqui. Como são os últimos, vou "enrolar" um pouquinho :) . MTA terá uma seqüência em breve, mas no momento estou trabalhando em outro projeto, um pouco mais "forte", pois não pude deixar passar a idéia que me veio. Um abraço a todos!

Jacob M Galon
enviada por Yakov



06/01/2007 20:30
CAPÍTULO 20 - ANIMANDO A FESTA


Como farão para entrar na festa? Idéias e mais idéias surgem. A primeira, dada por Brian, é logo descartada por todos. Ele sugeriu que eles simplesmente fossem e dissessem ao prefeito que precisavam vasculhar a casa para achar um bandido.

- E quem diz que ele vai aceitar assim, numa boa? – questiona Anne.

- É, e já pensou se Mr. Bad descobre? Ele se manda e explode tudo de uma vez! – comenta Lisa.

Valèrie sugere que eles se disfarcem de seguranças e se infiltrem na casa. Mas ela mesmo concorda que não seria uma boa idéia, já que os agentes Anti-MTA possivelmente já estão disfarçados de seguranças, e perceberiam os juniores facilmente.

Outras sugestões surgem, mas nenhuma verdadeiramente boa. Até que todos ficam em silêncio. E de repente, uma conversa entre dois homens vinda do lado de fora lhes desperta a atenção.

- É isso aí! – dizia um homem, no jeito italiano de falar alto – Esse furgão aqui vai levar as fantasias e o nosso pessoal até a porta da casa do prefeito Baggio!

- Eh, vão animar a festa dos políticos? – diz o outro homem, num tom de deboche.

- Pois é, fazer o quê! Por mim não iria! Bom, vamos sair da praça às sete horas, para dar tempo de nos arrumarmos. A festa começa às oito!

Os agentes não precisam ouvir mais nada. Eles apenas se olham, já sabendo o que todos têm em mente: vão entrar na festa disfarçados de “animadores”. Assim conseguirão vasculhar a casa, encontrar as pessoas seqüestradas e até mesmo prender Mr. Bad.

- Só tem um probleminha! – lembra Jonathan – Os caras vão querer entregar o veículo com as fantasias e tudo mais para a gente?

- Isso vocês podem deixar por minha conta! Eu convenço eles! – diz George, esfregando as mãos – Às sete horas em ponto estaremos na praça, para pegarmos o furgão e irmos para a festa!


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Daniel e César ainda falavam sobre Mr. Bad quando Joshua entra no laboratório e os interrompe. O garoto diz a Dan que os agentes estão esperando para falar com ele pela câmera. Dan vai apressadamente até a sala principal, e abre um enorme sorriso quando vê os juniores na tela. Alegra-se em perceber o entusiasmo novamente no rosto deles.

- E então, quais as novidades? Vejo que estão empolgados! – ele diz.

- Não podia ser diferente! – responde George – Já temos um plano para entrar na casa do prefeito, onde Mr. Bad e sua “turma” estão escondidos!

- É, vai ter uma festa lá hoje à noite, e vamos entrar de “animadores”! – completa Anne.

- Vamos entrar lá, encontrar as pessoas raptadas e acabar com aquele Mr. Bad! – afirma Jonathan.

Dan gosta do plano, mas como não quer que nada de mau lhes aconteça, pede para que sejam cuidadosos. Ele pergunta se Ruth e Joshua já haviam lhes contado sobre as bombas, e George responde que sim. Por fim, Dan ora com eles, pedindo que Deus os abençoe e os proteja.

- Vão! Eu sei que vocês vão conseguir! – ele lhes diz, antes de desligarem a câmera.


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Sete da noite. Na praça, o homem da animação pede a sua equipe para que entrem no furgão, a fim de irem logo à casa do prefeito, onde irão se aprontar. Os primeiros já começavam a entrar no veículo quando George aproxima-se, com os agentes ao seu lado. Ele pára na frente do homem, que se espanta. George retira do bolso de dentro do sobretudo de seu uniforme um distintivo com o símbolo da MTA, e estendendo o braço o mostra para o homem.

- Somos agentes, precisamos de seu veículo e tudo o que está nele. Não se preocupe, tudo será devolvido depois! – George lhe diz, enquanto mostra o distintivo.

- Me desculpe, – responde o homem – mas precisamos dele. Temos que trabalhar agora; na festa do prefeito Baggio.

- Eu sei! Mas tem certeza de que quer ir “animar” aquele bando de políticos que não vão nem dar bola para vocês?

- É, por mim eu não iria! – responde um dos integrantes da equipe.

- Viu! Por que não aceita nossa proposta? Nós vamos lá e fazemos o trabalho no lugar de vocês, e de quebra vocês nos ajudam a fazer o nosso! E podem ir para casa, descansar numa boa!

Após pensar um pouco e dar uma olhada para o seu pessoal, o homem responde:

- Tudo bem! Vamos para casa, pessoal! Ah! Mas quando vão devolver o furgão?

- Amanhã mesmo, aqui na praça!

Os animadores saem, felizes e contentes por não precisarem ir à “festa chata” do prefeito. Depois disso, George e os agentes combinam os detalhes do plano. Valèrie e Mike, com trajes de festa, irão disfarçadamente andar pela mansão, à procura do lugar onde Giovanni, Marina e os outros raptados estão. Jonathan, com o joelho machucado, ficará apenas disfarçando no meio dos convidados, na tentativa de ouvir algo suspeito. E George, Lisa, Brian e Anne irão fazer a apresentação para animar a festa.

- Ah não! Não vou servir de palhaço, não! – reclama Brian – Por que o Mike é que tem que partir para a investigação?

- Ih, não começa, Brian! – retruca Anne – Você vai apresentar sim! E quem disse que a gente vai se vestir de palhaço?

- É isso aí, o que foi decidido não vai ser mudado! – confirma George – E quanto à apresentação, vamos abrir o furgão e ver que fantasias tem lá dentro!

George já estava pronto para abrir o furgão quando ouve uma voz gritando: “são aqueles gringos! Vamos botá-los para fora de nossa cidade! Graças a eles, nossos parentes foram seqüestrados!” Os agentes vêem que um grupo de pessoas enfurecidas se aproxima deles. George pede para os juniores entrarem rapidamente no veículo, e eles logo obedecem. Ele também entra e dá a partida, passando com o furgão do lado das pessoas, que ficam ainda mais nervosas ao ver que os “gringos” estavam fugindo. George apenas grita na janela, sem parar o carro:

- Vamos trazer seus parentes de volta! Prometemos!


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Na mansão perto dali, os convidados começam a chegar. Pessoas importantes, líderes e representantes de várias cidades da Itália e até da Suíça e do sul da França. Tamanha é a importância dos convidados que é o próprio prefeito quem os recebe na porta.

Todos são muito bem recebidos, mas um em especial. Lucius Ítalo, jovem vereador de Roma, é uma figura simpática e querida por todos. Ficou conhecido em toda Itália por seu bem-sucedido projeto para reduzir a violência e a criminalidade em Roma. O prefeito Baggio particularmente gosta muito dele, e o tem como um verdadeiro amigo.

- Seja bem-vindo, Lucius! É bom tê-lo aqui esta noite!

- Obrigado, prefeito Baggio. O prefeito de Roma pediu desculpas por não poder comparecer. Mas eu vim representando a cidade! – diz Lucius, humildemente.

- Ótimo, Lucius, fique à vontade. E pode chamar-me de Giuseppe, meu amigo! Sem formalidades!

- Claro, Giuseppe! Com licença!

O homem entra e Baggio continua à porta, recebendo os convidados, que não param de chegar.


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George estaciona o furgão a uma quadra da mansão, certificando-se de que não serão vistos ali. Ele então sugere aos agentes que se arrumem, para que já estejam disfarçados quando passaram pelos seguranças no portão.

Ao olharem as fantasias, eles encontram roupas country: coletes, calças com franjas ao lado das pernas, enormes cintos e chapéus. Tudo no estilo ‘caubói’.

- Gente, eis a nossa apresentação: vamos dançar country! – diz George, pondo um dos chapéus na cabeça.

- Oh não! – faz Brian, colocando a mão no rosto.

Os meninos saem do furgão para que as meninas possam se arrumar primeiro. Anne e Lisa vestem as roupas country para a apresentação. E Valèrie põe um longo vestido rosa com detalhes brilhantes. Quando elas terminam e saem, os meninos entram. George e Brian se vestem de caubóis. Mike e Jonathan vestem ternos pretos, camisas brancas e gravatas-borboleta pretas.

Quando todos estão prontos, George leva o furgão até o portão da mansão, onde se apresenta ao segurança como o animador da festa. Apesar de olhar atravessado, o segurança permite a entrada, e orienta para entrarem pela porta dos fundos. Lá, enquanto Mike, Valèrie e Jonathan esperam do lado de fora, George, Anne, Lisa e Brian são conduzidos por um mordomo até a porta de trás do palco onde farão a apresentação. Ao chegarem lá, George faz uma pergunta apropriada:

- Alguém aí sabe dançar?

- Eu não sei! – responde Lisa.

- Muito menos eu! – concorda Brian.

- Ah, a gente inventa! – resolve Anne, empolgada como sempre.

Enquanto isso, Mike, Valèrie e Jonathan finalmente conseguem entrar. Jonathan vai logo para o salão de festas, orientado por um garçom que pensou que ele era filho de algum convidado. Valèrie e Mike se dividem, e cada um vai para um lado da enorme mansão.

- Seria bom se tivéssemos comunicadores! – diz Mike, antes de se separar de Valèrie.

- Pois é! – ela concorda – Mas já que non temos...

- Se acontecer alguma coisa, corra e tente me encontrar! Que Deus lhe abençoe!

- Amém, que Ele abençoe você também!

No salão de festas, chega a hora da apresentação. As cortinas do palco se abrem e os agentes levam um susto ao verem a enorme quantidade de pessoas que estava ali. A música começa e os quatro vão cada um para um lado, fazendo passos totalmente diferentes.

- Mas o que é isso? – diz o prefeito, surpreso com a “coreografia” dos animadores.

Percebendo o espanto dos espectadores, os quatro se abraçam e ficam um do lado do outro, dando chutinhos para frente, conforme o ritmo da música. Até que George leva um escorregão e cai sentado no palco, o que faz com que os convidados soltem uma risadinha. George se apóia em Brian para levantar, e ao fazer isso faz com que o garoto se desequilibre e também caia, puxando com ele Anne e Lisa. Desta vez, os convidados não resistem e dão logo uma gargalhada. Depois, os quatro se levantam, e ao darem passinhos para o lado, Anne acaba enfiando o pé num balde que fazia parte do cenário. Para se livrar dele e não parar a dança, ela levanta a perna bem alto, lançando o balde para cima. Quando ele pára de subir, volta e cai exatamente sobre a cabeça de George, cobrindo-a completamente. Daí em diante a “apresentação” vira uma palhaçada só, fazendo com que alguns convidados cheguem a chorar de tanto rir, dentre eles o próprio prefeito Baggio.


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Em um dos vários corredores, Mike continua sua busca. Já tinha procurado em diversos lugares, mas até o momento não encontrara nada. Nenhuma pista, nenhum sinal, nada suspeito. Ele chega a pensar se George, Anne e Brian tinham realmente visto agentes Anti-MTA entrando na mansão. “Não é possível que não haja nenhuma pista”, ele pensa. Mas ao lembrar-se do tamanho da mansão, ele repensa e continua a procurar. “Por sorte não tem ninguém por esses corredores”, ele conclui.

Mike desce uma pequena escada que sai num outro corredor cheio de portas. De repente, uma das portas se abre. Mike não tem tempo de se esconder. Dois homens saem pela porta e acabam dando de frente com ele. Mike treme ao ver a inscrição “Anti-MTA” no paletó deles.

- Ei, esse garoto é um dos... – diz um dos homens, sem completar sua frase.

- É! Um dos pivetes da MTA! Vamos pegá-lo! – completa o outro, já se preparando para segurar Mike.


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03/01/2007 11:00
CAPÍTULO 19 - QUEM É MISTER BAD?


Enquanto isso, Daniel e Charles retornam ao Edifício Nova Aliança. Dan vai logo até a sala principal para saber se Ruth e Joshua haviam conseguido comunicar os agentes. Fica contente e um pouco mais aliviado em saber que os juniores já sabem sobre as bombas, e mais ainda por eles terem descoberto o esconderijo de Mr. Bad. Mas uma coisa ainda o intriga: como Mr. Bad havia conseguido infiltrar aquela mensagem nos computadores da sala principal? Seria possível que ele fizesse isso à distância, de algum outro lugar qualquer? É o que Dan pretende descobrir.

Depois de falar com os agentes auxiliares na sala principal, ele dirige-se ao laboratório de César. Lá, ele pergunta ao cientista sobre a possibilidade de Mr. Bad ter implantado à distância a mensagem no computador da base. César responde imediatamente:

- As chances disso ter acontecido são mínimas, Dan! O computador que eu instalei aqui é cheio de senhas restritas! Códigos de segurança!

- Mas então como ele pôs a mensagem?

- Só se ele for um “super hacker”, mas mesmo assim seria muito difícil ele ter acesso ao nosso computador. Então só existem outras duas possibilidades: quem deixou a mensagem foi alguém que esteve aqui, ou alguém que conheça nossos dados...

- Quer dizer, alguém que tenha acesso às senhas...

- Isso mesmo. E a única pessoa além de você, eu e do Charles com acesso a elas é a Rosa.

- ...Não, não acredito que ela faria uma coisa dessas.

- Então não sei, Dan. Como não me lembro de nenhum estranho ter entrado aqui...

- Espere! A única pessoa “diferente” que entrou aqui foi meu amigo Pete... Mas ele também não...

- Dan, sei que gosta muito da Rosa e também do Pete, mas qualquer um dos dois pode ter deixado essa mensagem. Ou seja, um dos dois pode ser o próprio Mr. Bad!


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O pequeno galho começa a curvar-se vagarosamente, puxado pelo peso de Jonathan. Lisa e Valèrie, desesperadas, estão quase paralisadas de medo e não conseguem pensar em nada que possa ajudar o amigo.

Ao ver que o galho está quase arrebentando, Mike não acha outra solução: ele se estica ainda mais sobre a beira do penhasco e estende sua mão esquerda o mais que pode para tentar alcançar o amigo. Ainda assim a ponta de seus dedos fica a alguns centímetros de distância do galho no qual Jonathan se segura. Mike pensa em se esticar mais um pouco, mas logo percebe que se fizer isso vai acabar caindo também. Então ele grita para Jonathan:

- Segure minha mão!

Jonathan responde, já começando a cansar o braço com o qual se agarra no galho:

- Mike, você não vai agüentar! É perigoso! Você pode acabar caindo junto comigo!

Mike responde sem hesitar:

- Deus vai me dar forças! Segure!

Jonathan esforça-se para erguer seu braço direito e tentar alcançar a mão de Mike. Mas o pequeno movimento faz o galho rachar ainda mais, ficando a um fio de quebrar de vez.


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Dan desejaria descartar de uma vez a hipótese de que seu amigo Pete ou sua secretária e grande amiga Rosa possam ser Mr. Bad ou estar envolvidos com ele. Mas ele sabe que César tem razão em colocá-los como “suspeitos”. Pelo menos até que se prove o contrário.

- Infelizmente tenho que concordar, César! Mas conheço Pete e Rosa há anos! São pessoas excelentes! E para mim, há pelo menos dois outros suspeitos...

- Quais? – pergunta César, curioso.

- O primeiro é Tom Silver, um ex-colega de trabalho. Ele me detestava, odiava mesmo. Conversei com Pete sobre ele. Tom lidava muito bem com computadores...

- Hmm, pode ter descoberto nossos códigos de segurança.

- É. Na verdade, eu nunca soube de ele estar envolvido com hackers, mas que ele era muito bom em informática, isso era.

- E qual o outro suspeito?

Dan revela que o outro é o homem estranho que havia espiado os agentes e o próprio Edifício Nova Aliança (se é que eram o mesmo), do qual George também desconfiava. De alguma forma ele poderia ter conseguido entrar e colocar a mensagem no computador.

Mas afinal, qual dos quatro é realmente Mr. Bad? Rosa Senderson, Pete Simons, Tom Silver, o “homem estranho”? Ou não será nenhum deles? Será Mr. Bad uma outra pessoa, a qual Dan e César sequer imaginam? Eles sabem que ainda terão muito trabalho pela frente para desmascarar o misterioso Mr. Bad, para revelar sua verdadeira identidade...


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- Segure minha mão, rápido! – Mike grita, esticando seu braço o máximo possível.

Jonathan finalmente alcança a mão de Mike, justamente no momento em que o galho quebra, indo se espatifar lá em baixo, no fim do penhasco. Mike agora estende seu outro braço, para com os dois segurar a mão de Jonathan. Ele esforça-se para puxar o amigo, a ponto do suor escorrer pelo seu rosto como se fosse uma fonte de água.

Mike já está a ponto de perder totalmente a sua força. É quando vê uma luz, algo muito brilhante vindo do céu. A luz pousa sobre sua mão, e então ele sente como se uma outra mão, uma mão muito forte o ajudasse a puxar Jonathan para cima. De uma vez só, ele leva Jonathan para a beira do penhasco, salvando sua vida. Tamanha é a força que Mike cai de costas no chão, e Jonathan ao lado dele. Antes que alguém diga qualquer coisa, Mike vê a luz retornar quase como um relâmpago para o céu.

- Mike, você conseguiu! – grita Lisa, ajudando-o a levantar.

- Foi Deus, Lisa. Deus mandou um anjo para me ajudar! – responde Mike, ainda admirado pelo que tinha visto.

- Grraças a Deus! – diz Valèrie, erguendo as mãos.

Após levantar-se, Mike pergunta a Jonathan, que ainda estava sentado:

- Jonathan, você está bem?

- Fora o joelho que estourei batendo numa pedra no despenhadeiro estou ótimo. Obrigado por salvar a minha vida, Mike. Você é um amigão mesmo!

- Eu sei que você faria o mesmo por mim. Mas agradeça a Deus, sem Ele eu não teria conseguido! Agora vamos voltar para o hotel, George e os outros devem estar preocupados.

Mike levanta Jonathan e o ajuda a caminhar até o hotel. Lá, os quatro sobem para o quarto e contam aos outros tudo o que aconteceu. Depois, enquanto Lisa faz um curativo no joelho de Jonathan, George lhes informa sobre as bombas e sobre a descoberta do esconderijo de Mr. Bad na casa do prefeito.

- Precisamos de um plano para entrar lá. – diz Brian.

É quando Anne se lembra do pedaço de jornal que tinha guardado no bolso, no qual havia um artigo sobre uma festa que aconteceria na casa do prefeito. “Agora sei porquê aquela folha me chamou tanta atenção”, ela diz para si mesma. Rapidamente, ela retira a folha dobrada do bolso e a mostra para os agentes.

- Vejam isso!

- Uma festa na casa do prefeito... E vai ser hoje! Na verdade, daqui a pouco! – diz George, ao bater os olhos na notícia.

- Acho que é a nossa chance, au! – diz Jonathan, dando um pulinho quando Lisa enrola uma faixa em seu joelho machucado.

- Só que diz aqui que a festa só vai terr gente imporrtante... – comenta Valèrie – Non vão querrer deixar a gente entrrar lá!

- Precisamos dar um jeito! E vamos conseguir! – fala Mike, firme e confiante.

- Mas como? – pergunta George quase num sussurro, com a mão no queixo.

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31/12/2006 10:00
CAPÍTULO 18 - PERIGO NA COLINA

Algum tempo depois, George, Brian e Anne chegam apressados ao hotel. E desanimam ao ver que os outros não estão lá.

- Oh, não! Eles precisavam estar aqui agora! – lamenta George.

- Ainda devem estar procurando pistas. – comenta Anne – E o pior é que não temos como falar com eles.

Brian não perde a chance de alfinetar:

- Para mim, eles estão é aproveitando para ficar passeando por aí... E o Mike liderando a bagunça.

- Não diga besteira, Brian! Vê se isso é coisa para se falar! – fala Anne, brava pelo comentário de Brian.

- É verdade. – concorda George – Você gostaria que o Mike dissesse isso de você, Brian?

- Não, mas...

- Então! Lembre-se do que Jesus disse: não faça para os outros o que não quer que façam para você!

Anne pensava em completar a fala de George, mas logo desiste ao ver a luzinha do computador piscando. Alguém da base havia tentado falar com eles. Ela avisa George, que resolve tentar responder a mensagem.

- Só espero que tenha alguém na sala principal agora! – ele diz.


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Ruth e Joshua dão um pequeno pulo na cadeira quando ouvem o bip de mensagem soar. Mas ficam felizes ao verem os agentes na telona.

- Oi, Joshua! Oi, Ruth! Queriam falar conosco? – pergunta George.

- Sim! – responde Joshua – Dan pediu para que a gente falasse com vocês urgente!

- É que descobrimos uma coisa na mensagem que Mr. Bad deixou! – Ruth complementa.

- O que? – faz Anne, curiosa.

- Mr. Bad tem bombas! Ele vai querer explodir a cidade! – revela Joshua.

Os agentes ficam surpresos e mesmo um pouco assustados. Mas depois de um tempo calados, George liga uma coisa à outra:

- É isso! Mr. Bad deve ter ameaçado explodir Róssea caso o prefeito não aceitasse que ele se escondesse em sua casa!

- Esse cara é mesmo um doido varrido! – faz Brian.

- Mr. Bad está escondido na casa do prefeito?! Como assim? – pergunta Ruth, sem saber da nova descoberta.

George pacientemente começa a contar tudo o que acabaram de descobrir, a fim de que Joshua e Ruth também entendam a ‘ligação’ entre as bombas e o esconderijo de Mr. Bad na casa do prefeito.


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Mike, Valèrie, Jonathan e Lisa finalmente chegam na colina Plaza. Lá de baixo, não conseguem ver nada suspeito. Jonathan sugere que subam até o topo, e todos concordam, mesmo estando cansados da caminhada que fizeram para chegar à colina.

Eles sobem acelerados até o topo, o que não leva muito tempo. Lá, também não vêem nada. Nenhuma pessoa, nenhum sinal. Somente árvores e pequenos arbustos, e alguns animais. Nada suspeito. Eles caminham juntos até a beira de um penhasco, de mais ou menos dez metros de altura, o que lhes causa uma pequena tontura quando olham para baixo.

- Nada! – resume Jonathan – Tem certeza que ouviu “colina Plaza”, Mike?

- Claro! Algumas coisas eu não entendi, mas isso foi claro: disseram que tinha agentes nessa colina. Colina Plaza!

- Ih, enton já se mandarram! – faz Valèrie, com cara de desapontada.

- Não é possível! – diz Mike, inconformado – Tenho certeza que ouvi “colina Plaza”...

- A não ser que tenha um esconderijo secreto em algum lugar por aqui! – propõe Lisa.

Repentinamente, uma voz os interrompe. Os quatro gelam, e por um momento desejam nunca ter estado ali. Se pudessem se transformar em água e escoar pelo penhasco atrás deles não pensariam duas vezes. Mas infelizmente não podem.

- Você ouviu certo, rapazinho! – diz William S., o principal agente Anti-MTA – Não sei como, mas ouviu. Mas não há esconderijo algum aqui. Agora, eu e os meus dois colegas aqui vamos ter que dar um jeito em vocês... Nunca disseram para vocês que a curiosidade matou o gato?

William e seus dois agentes começam a caminhar lentamente em direção aos juniores, que percebem que não têm saída, já que há um penhasco de dez metros atrás deles. E não há possibilidade alguma de tentarem descer por ele – uma queda poderia fazer um belo estrago.

Enquanto William e os dois continuam andando, Mike faz sinal para Lisa e Valèrie tentarem correr, passando pelo lado dos agentes. Quando eles se distraíssem, surpresos, ele e Jonathan também escapariam.

E o plano dá certo. Pelo menos metade dele. Valèrie e Lisa conseguem passar, cada uma por um lado, sem que os agentes as segurem. Mas ao contrário do que Mike planejava, os homens as deixam de lado e continuam caminhando na direção dele e de Jonathan.

- Bela tentativa! – diz William – Mas pelo menos vocês dois vão aprender uma lição!

- Vocês não vão nos derrotar, William! Deus está conosco! – fala Mike, bravamente.

- Ha, ha, ha! Então vamos ver se Ele tira vocês dessa!

Eles continuam andando. Jonathan dá um pequeno passo para trás e acaba pisando numa pedra solta. Ele cai tão rapidamente no penhasco que mal há tempo para Mike tentar segurá-lo.

- Jonathan! – ele grita, desesperado.

- Aaaaaaaaaah! – gritam Lisa e Valèrie.

Os homens riem. E maldosamente, eles apenas viram-se e vão embora, sem dizer uma palavra. Mike nem liga para eles. Ele se abaixa para olhar no penhasco e quase dá um grito de alegria ao ver que Jonathan não tinha caído, pois conseguira agarrar-se num pequeno galho preso ao penhasco.

- Jonathan, tudo bem? – Mike pergunta, praticamente deitado na beira do penhasco para poder ver o amigo.

- Estou! Mas não sei se esse galho vai agüentar por muito tempo...

E realmente o pequeno galho começa a rachar. “Na verdade, não vai agüentar mais do que dois minutos”, Jonathan completa a frase.


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27/12/2006 15:54
CAPÍTULO 17 - A DESCOBERTA

Os juniores correm para o hotel, ansiosos por descobrir se o pequeno fone pertencia mesmo a um agente Anti-MTA ou não. Chegando lá, eles sobem apressadamente para o quarto. Quando todos se ajeitam, Mike diz:

- Agora estamos seguros! Lisa, já que teve a idéia, faça o teste. E nos conte o que está ouvindo!

A garota pega o fone com cuidado e o coloca no ouvido. Os outros ficam na expectativa, perguntando um após outro o que ela ouvia. Depois de algum suspense, ela retira o ponto do ouvido e diz:

- Não ouvi nada! Parece estar estragado, só faz um chiado bem baixinho.

- Deixe-me ver! – pede Jonathan, pegando o fone – Hm! É mesmo, está danificado. Possivelmente por causa da queda ou por alguém ter pisado em cima.

- E agorra? Non serviu parra nada esse fone! – comenta Valèrie, desanimada.

Após um breve silêncio, Jonathan diz, um pouco acanhado:

- Bom, posso tentar consertá-lo!

- Sério? – faz Mike – Mas é um objeto tão pequeno...

- É, tem cerrteza que consegue fazerr isso, Jonathan? – pergunta Valèrie, duvidosa.

- Não sei, mas não custa tentar! Aprendi alguma coisa sobre eletrônica com meu pai!

- É, seu pai é mesmo muito inteligente! – confirma Lisa – É por isso que ele é o cientista da MTA!

- Certo, então vamos deixar o “cientista” Jonathan trabalhar! – diz Mike, risonho – Enquanto isso, vamos aproveitar para orar e ler um pouco a Bíblia. Essas são coisas fundamentais para nós!


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Enquanto isso, o prefeito Baggio começa a preparação do salão de festas de sua mansão para o grande evento. Enfeites de todos os tipos, inúmeras mesinhas e cadeiras onde ficarão os convidados, flores e até um palco sendo montado na parte da frente do salão. Tudo muito elegante, muito fino, para que seja realmente uma grande festa e agrade aos convidados.

- Tudo sairá bem! – diz o prefeito em voz alta mas para si mesmo, enquanto observa a arrumação.

Porém, seu sentimento de satisfação dura pouco. Ao ouvir a voz sombria de Mr. Bad, o prefeito volta a sentir medo.

- De fato, tudo sairá bem, sr. Baggio. Assim esperamos. Mas não se esqueça: se der com a língua nos dentes, se contar a alguém sobre mim e minha organização, sua cidade já era! Meus agentes estarão de olho, infiltrados na sua “festinha”, disfarçados de seguranças. Um passo em falso e... cabum! Entendeu bem?

O prefeito hesita, mas responde:

- Claro que sim. Não se preocupe, de mim ninguém saberá nada.


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Muito perto dali, a apenas alguns metros, Anne, Brian e George prosseguem sua investigação. Entre uma parada e outra para vender picolés, eles continuam atentos para captar algo suspeito. Resolvem parar mais um pouco, na sombra de uma árvore quase em frente à casa do prefeito. Um garoto aparece querendo comprar um picolé. E George disfarça muito bem.

- Boa tarde! – diz o garoto – Quais sabores o senhor tem aí?

- Hm, deixe-me ver... temos morango, chocolate, uva, limão, laranja, groselha, gabiroba, jaca e até fruta-do-conde!

- Uau! Me vê um de... groselha!

- Aqui está, rapazinho!

- Quanto é?

- Cinqüenta centavos! Mas parece que hoje temos uma promoção, não é senhorita Chin?

- É isso mesmo, sr. Robles! – responde Anne, entrando “sério” no disfarce – Mas primeiro o rapaz precisa pagar os cinqüentinha!

O garoto entrega a moeda para George e espera, um tanto surpreso. Anne logo revela a “promoção”:

- É que na compra de um picolé, você leva de brinde... uma moeda de cinqüenta centavos!!! Não é o máximo??

Brian só põe a mão na testa, como quem diz “que bobeira”. O garoto, confuso, vai embora com o picolé e a moeda na mão, ainda sem entender a “promoção”.

Apenas dois minutos depois da ‘brincadeira’ (para Brian, ‘bobeira’), os agentes vêem três homens saindo da casa do prefeito. Não haveria nada de estranho se eles não tivessem reconhecido um dos homens.

- É ele, é aquele cara ,eu tenho certeza! – afirma Brian.

- Eu também. O tal agente que falou conosco quando saíamos da sorveteria semana passada! – confirma Anne.

- É. O nome dele é William. Estava escrito no ‘crachá’ dele, eu lembro muito bem. Prestei atenção nesse detalhe! – diz George.

- Isso, e tinha um “S.” depois. William S. – diz Brian, recordando-se.

- Mas se eles estão saindo assim da casa do prefeito... Será que estão escondidos lá? - propõe Anne.

- Mas por que o prefeito iria deixar esses bandidos escondidos em sua própria casa? – questiona Brian.

- Não sei. – fecha George – Mas precisamos descobrir. Agora vamos voltar para o hotel e contar para os outros. Quem sabe eles descobriram alguma coisa que possa se encaixar com o que acabamos de ver...


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Jonathan desce animado as escadas, e corre até o salão onde Mike, Valèrie e Lisa o aguardam. Logo que os vê ele diz:

- Pessoal! Consegui! O fone está funcionando!

- Graças a Deus! – faz Mike, dando um pulo.

Eles sobem novamente correndo as escadas. Ansioso, Mike toma o pequeno ponto e põe no ouvido esquerdo. Ele se surpreende quando escuta uma voz grave dizendo: “agentes Anti-MTA (tchak) que foram agor (tchak) para a colina Plaza, (tchak) sul da cidade, para instalarem uma de nossas b(tchak) as...”.

- Está falhando um pouco, mas consegui ouvir! Esse fone é da Anti-MTA!

Curiosos, os demais perguntam o que Mike ouviu. Ele responde prontamente:

- Parece que eles foram para a colina Plaza, no sul de Róssea!

- Serrá que Giovanni e Marrina eston lá? – faz Valèrie.

- Não sei. Mas só tem um jeito de sabermos! – responde Mike.

Rapidamente eles se arrumam, colocando seus uniformes de agentes. E saem apressadamente rumo a colina Plaza, na tentativa de encontrar o esconderijo de Mr. Bad e libertar seus amigos e todos os que foram seqüestrados.


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Amanhece em Nova Iorque. Ruth e Joshua já estavam acordados quando Daniel bate suavemente na porta do quarto, abrindo-a logo em seguida. Dan fala com voz calma aos agentes:

- Já estão acordados, queridos?

- Sim! – responde Ruth, ainda com voz rouca – A gente já ia levantar!

- Tudo bem! Preciso que me façam um favor: depois que tomarem o café da manhã vão à sala principal e comuniquem os agentes em mensagem urgente sobre o que descobrimos na mensagem de Mr. Bad. Podem fazer isso? Eu e Charles vamos precisar sair agora cedo, e César vai ficar trabalhando em alguns projetos.

- Deixa com a gente, Dan! – responde Joshua – Vamos já tomar café, escovar os dentes e correr para avisá-los pela câmera!

E é o que eles fazem. Vão rapidamente, um por vez, ao banheiro, trocam de roupa, tomam café da manhã, escovam os dentes e correm para a sala principal, onde logo ligam a câmera e acionam o sinal de mensagem, a fim de que os agentes percebam que há uma mensagem para eles. Mas o sinal de nada adianta. Passam-se dois, três, cinco minutos e ninguém responde.

- Ué, será que ainda estão dormindo? – faz Joshua, intrigado.

- Claro que não, Joshua! Agora já é de tarde lá na Itália! – responde Ruth, calmamente.

- Então por que eles não atendem?

- Porque provavelmente eles saíram para procurar pistas! Só espero que não demorem para voltar!

- É. Eles precisam saber dos planos de Mr. Bad o quanto antes!


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20/12/2006 14:30
CAPÍTULO 16 - PROCURANDO PISTAS


Numa ruazinha sem saída, cercada de árvores por todos os lados, Luca, sem a companhia de seus amigos, aguarda o agente William, com quem marcou um encontro para as dez da noite pelo comunicador. Como chega vinte minutos mais cedo, o garoto tem de esperar. Porém, não demora muito para que William apareça, acompanhado por mais dois agentes.

William sequer cumprimenta Luca. Ao ver o garoto ele diz num tom de voz que chega a ser rude:

- O que quer? Precisa de mais alguma coisa, garoto?

Luca responde prontamente:

- Não! Quer dizer, na verdade preciso sim!

- Então diga logo. Desde que continue provocando os pirralhos...

- Eu continuo detestando aqueles gringos. Mas o que eu quero é que vocês soltem meu irmão. E-eu sei que foram vocês que raptaram as pessoas da cidade. Não se preocupem, não vou dizer nada a ninguém. Eu só quero que deixem o Giovanni... Ele é um pestinha, mas é meu irmão.

William dá um sorriso irônico. Os dois agentes que o acompanham fazem o mesmo. Luca fica assustado. Aqueles homens pareciam ser muito ruins. Tanto que foram capazes de raptar pessoas. Luca nunca foi um ‘santinho’. Ao contrário do irmão Giovanni, desde pequeno ele deu trabalho e vivia atormentando a vida dos outros, principalmente a do irmão caçula. Mas ele jamais pensou em fazer mal a alguém. Jamais quis que acontecesse alguma coisa ruim a Giovanni.

- Bem, creio que não será possível atender seu pedido. – responde William grosseiramente.

- Mas por que não?

- Porque não! E será melhor que você venha conosco. Não queremos problemas. Agentes, peguem o garoto!

Luca pensa em sair correndo, mas não dá tempo. Os agentes rapidamente o agarram e o põem à força dentro do carro. Quando William entra no carro, senta-se no banco do motorista, vira-se para Luca, que já tinha sua boca amarrada pelos agentes, e diz secamente:

- Não se preocupe, rapaz. Você vai ver o seu irmão. Vai se juntar a ele e ficar bem quietinho!


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Amanhece o dia. O sol de verão já brilha forte no imenso céu azul quase sem nuvens. Pássaros cantam animadamente. E os juniores já estão prontos para começarem a agir.

George propõe que se dividam em dois grupos, cada qual com tarefas distintas. Ele, Brian e Anne sairão pela cidade à procura de coisas suspeitas e na tentativa de descobrir o esconderijo de Mr. Bad e seus agentes; Mike, Jonathan, Valèrie e Lisa irão até o local de onde os agentes Anti-MTA levaram Giovanni e Marina, e procurarão por pistas (inclusive colher amostras das cápsulas de fumaça que ainda estiverem pelo chão).

Já na rua, George, Anne e Brian, disfarçados de vendedores de picolé, caminham olhando para todos os lados.

- Se virem alguma coisa falem, mas sem dar bandeira, OK? – avisa George, empurrando o carrinho de picolé.

Depois de andarem por mais de vinte minutos (e não encontrarem nada), eles param embaixo de uma árvore, aproveitando a sombra para fugir um pouco do sol escaldante. É quando Anne vê, jogada perto da árvore, uma folha de jornal que lhe chama a atenção. Enquanto Brian e George olham para outras direções, ela se abaixa e pega o jornal. A primeira notícia que ela vê, em destaque no canto da página, é “festa na casa do prefeito Baggio trará pessoas importantes para Róssea”. Ela mesma não sabe por quê, mas algo naquela notícia lhe chamou a atenção. Na dúvida, a coreana dobra cuidadosamente a folha de jornal e a guarda no bolso.


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Em Nova Iorque, já é uma hora da madrugada e Daniel, Charles, César, e até Ruth e Joshua ainda estão acordados. Eles assistem repetidamente a mensagem deixada por Mr. Bad nos computadores da base. César, muito inteligente, havia sugerido que poderiam encontrar algumas informações sobre os planos da Anti-MTA “escondidas” na mensagem.

Depois de verem a mensagem mais de doze vezes, Charles chama a atenção para o trecho em que Mr. Bad disse “não me responsabilizarei por minhas atitudes um tanto explosivas, se é que compreendem...”. César também diz que achou estranho, e que Mr. Bad não parecia estar se referindo a atitudes ‘explosivas’ no sentido de ‘impulsivas’; parecia estar querendo dizer algo a mais com esse ‘explosivas’. Ruth, pequena mas muito esperta, mata a charada:

- Meu Deus! Ele está querendo explodir a cidade! E com todos lá dentro!

- É isso mesmo, Ruth. – confirma Dan – Esse homem é mesmo louco.

- Precisamos fazer alguma coisa. – diz César, aflito.

- Sim. – Dan concorda – Mas agora precisamos descansar. Amanhã levantamos cedo, bem cedo.

Após mandar Ruth e Joshua para a cama, Dan pede para César começar a pensar em materiais que os agentes possam usar nas próximas missões, como comunicadores e pílulas de fumaça, por exemplo. Assim, não ficarão atrás dos agentes Anti-MTA, caso eles escapem.

Depois da breve conversa, todos finalmente vão para a cama, desfrutar de um merecido descanso. Mas Dan, muito preocupado, demora a conseguir pregar os olhos. Só consegue minutos depois, quando é finalmente vencido pelo cansaço.


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Do outro lado da cidade de Róssea, Mike e seu grupo chegam ao lugar onde a Anti-MTA seqüestrou Giovanni e Marina. Ao olhar para o local, Mike não consegue evitar as terríveis lembranças daquele dia. O fato de não poder ajudar o amigo, de ser totalmente incapaz de fazer alguma coisa para impedir que os agentes de Mr. Bad o levassem o deixara muito triste. Agora, porém, ele sabe que não foi culpa sua. E as lembranças só lhe dão ainda mais força para lutar, batalhar para libertar Giovanni e Marina. Por isso, ele diz aos outros, como um verdadeiro e corajoso líder:

- Observem tudo, centímetro por centímetro! Eu e Valèrie procuramos desse lado da rua, e Jonathan e Lisa do outro. Usem estas lupas para vasculhar o chão.

E assim eles começam a busca, Mike e Valèrie de um lado e Jonathan e Lisa do outro. Depois de algum tempo de procura, Lisa encontra pedacinhos minúsculos de cápsulas explodidas, provavelmente as cápsulas de fumaça usadas pela Anti-MTA. Com uma pinça, Lisa retira cuidadosamente os pedacinhos do chão e os deposita num pequeno saco plástico providenciado por Jonathan.

Valèrie, porém, encontra algo ainda mais interessante: um pequenino ponto (fone) de ouvido, possivelmente derrubado por alguém sem querer.

- Ninguém jogarria forra um fone ton moderrno! – ela comenta, já com o minúsculo objeto nas mãos.

- Só pode ser daqueles agentes! – afirma Jonathan.

- Não, pode ser que não. Sei lá, pode ser de algum segurança do prefeito, como vamos saber... – diz Mike, coçando a cabeça.

- É verdade. – concorda Lisa – Mas tem um jeito de descobrir: é só colocar no ouvido, ele pode estar interligado com outros fones!

- Ótima idéia, Lisa! – diz Mike – Mas não vamos fazer isso aqui, é arriscado. Se for mesmo da Anti-MTA, alguns agentes podem estar aqui por perto e não queremos que nos descubram. Vamos levar para o hotel e lá vamos descobrir quem foi que perdeu esse fone!

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17/12/2006 14:13
CAPÍTULO 15 - HORA DE AGIR



No hotel, os agentes descansam do almoço, e ainda esperam uma resposta sobre o que devem fazer. Enquanto conversam sobre os desaparecimentos, George percebe que Mike, com uma expressão muito triste no rosto, estava quieto e isolado no canto da sala. Ele pede licença aos outros juniores e vai até o garoto, tocando-lhe levemente o ombro. De tão distraído, Mike leva um susto. George vai direto ao ponto:

- Mike, desde que saímos da casa do sr. Del Vecchio hoje de manhã você não falou muito; e parece muito triste, mais do que já estava. O que aconteceu?

Com olhar baixo, Mike responde:

- Não aconteceu nada.

- Mike, nós somos uma família. Você pode contar comigo. Diga-me o que foi que o sr. Donaldo lhe disse que deixou você assim tão para baixo.

- Ele só disse a verdade, George. Que eu sou o culpado pelo seqüestro do Giovanni.

- Não, isso não é verdade! Nem você nem nenhum de nós são os culpados pelos raptos. Isso é o que Mr. Bad quer que a gente pense! Ele quer nos deixar tristes, nos fazer desistir! Escute: vamos trazer o Giovanni e todos os outros de volta! Deus está do nosso lado! Ele vai nos mostrar o caminho certo. Você acredita nisso?

Mike responde com um sonoro ‘sim’ e logo abraça George. E não demora muito para que todos os outros juniores se aproximem e os abracem também. Assim eles sentem que Deus está com eles. Abraçados, eles criam forças para combater Mr. Bad e seus agentes e continuar a missão.


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Não muito longe dali o perverso Mr. Bad procura notícias sobre os seqüestros (que ele mesmo realizou) no computador. E descobre que já há reportagens em rede nacional. Fica contente em saber que a polícia não tem noção alguma de quem são os seqüestradores. "Pelo menos por enquanto", ele pensa, “não terei problemas”.

De repente uma voz trêmula interrompe seus pensamentos:

- Com licença, Mr. Bad!

Mr. Bad, num raro momento de gentileza (mas não menos irônico), diz:

- Ora, entre prefeito Baggio! Afinal, a casa é sua, não é mesmo?

O prefeito parece nem ter ouvido a última frase de Mr. Bad. Ainda receoso, ele diz:

- Precisamos conversar!

O humor e a expressão do rosto de Mr. Bad mudam repentinamente. Sem hesitar, ele pergunta:

- Não me diga que quer desfazer o nosso “trato”...?

- Não, não é isso. – responde o prefeito prontamente – Eu bem que gostaria, mas não posso; não quero que minha cidade seja arrasada.

- É um homem inteligente, sr. Baggio! – diz Mr. Bad – Mas então, qual o assunto de nossa “conversa”?

- Bem, como eu já havia dito, haverá uma festa aqui; representantes de várias cidades do país virão. A festa acontecerá amanhã à noite.

- E eu já lhe disse que pode realizar sua festa normalmente. Sua casa é bastante grande, creio que não vai precisar deste salão nem do porão que estou usando. Desde que não me incomode, eu também não lhe incomodarei. Tenho certeza de que nenhum de seus convidados perceberá minha presença aqui.

- Ótimo.

A conversa é interrompida pelo assessor do prefeito, que entra bruscamente no salão.

- Senhor prefeito! Desculpe-me interromper, mas é urgente!

- O que foi? – pergunta o prefeito, curioso.

- Venha comigo e vai saber! – responde o homem.

- Pode ir, sr. Baggio. – diz Mr. Bad – Penso que já acabamos nossa ‘reunião’.

O assessor leva o prefeito até uma das varandas da enorme mansão. Lá de cima, o senhor Baggio avista um grupo de mais ou menos cem pessoas com enormes faixas e cartazes dizendo: “Queremos nossos familiares de volta”. O prefeito se assusta. Teriam eles descoberto que seus parentes seqüestrados estavam ali? Teria a polícia descoberto? Poderia ser preso como sendo parceiro do louco Mr. Bad... Ninguém imaginaria que teve de aceitar o “trato” de Mr. Bad à força. Por um momento, o prefeito gela. O que deveria fazer? Não há outra opção senão ir até o portão e falar com os cidadãos. É o que ele faz. Lá, o sr. Baggio tenta disfarçar o medo e falar de maneira calma:

- Meus caros rosseanos, o que acontece? Por que protestam aqui em frente a minha casa? A polícia já está trabalhando para descobrir os responsáveis pelos raptos.

- Sim, mas até agora nada! – responde um dos manifestantes – E esperamos que o senhor faça mais para libertar nossos parentes!

O prefeito sente-se um pouco mais aliviado ao ouvir isso. Ninguém descobriu. Por outro lado sente-se triste por não poder ajudá-los, mesmo sabendo onde seus familiares estão.

- Farei tudo o que for possível, meus amigos. Eu lhes prometo.

O prefeito vira-se e volta para dentro da mansão. Os manifestantes já se preparavam para sair quando dois homens aproximam-se deles.

- Olá, vocês também tiveram parentes raptados? - pergunta um deles.

- Sim! – responde uma mulher.

Ensaiando um choro, o outro homem continua:

- Eu e meu irmão aqui também! Viemos de Nápoles para conhecer essa cidade e acabamos tendo nosso irmão caçula seqüestrado... Mas sabemos quem são os culpados por isso tudo!

Curiosos, todos perguntam quase que numa só voz:

- Quem?

- Aqueles sete que chegaram aqui semana passada. Estão hospedados no hotel. Nós também, e por isso sabemos da verdade.

- Mas eles são os seqüestradores? – pergunta uma moça – São só crianças...

- Não, não são os seqüestradores. Mas parece que eles são um tipo de “agentes missionários”. Todas as pessoas que deram ouvidos a eles foram raptadas por um louco que os detesta... Mas eles nem sabem quem é esse homem e onde ele está agora.

Os moradores ficam furiosos. Alguns propõem que se organizem para expulsar os agentes MTA da cidade. É um castigo justo por terem sido os “causadores” dos seqüestros, eles dizem.

Todos os manifestantes saem, menos os dois homens de Nápoles. Quando já não há ninguém ali, os dois homens sorriem. Eram na verdade agentes de Mr. Bad, e conseguiram cumprir seu objetivo: jogar os moradores de Róssea contra os juniores. Isso os deixará mais desapontados; a Anti-MTA cumprirá sua missão. É o que eles pensam.


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O computador dá o sinal. Há uma mensagem para os agentes. Eles ficam alegres ao ver o rosto de Daniel na tela.

- Olá, meus queridos! – ele diz carinhosamente – Tenho uma resposta para vocês: chega de ficarem parados, apenas se lamentando. É hora de agir! Vão, procurem pistas: vamos atacar! E vencer a batalha!

O rosto dos juniores, antes tristes e desanimados, torna-se forte e confiante. Ainda mais depois da oração de Dan por eles, pedindo a Deus que os ilumine, mostre-lhes o caminho, e lhes dê a vitória.

Antes de desligar a câmera, Dan lhes dá mais uma mensagem de conforto:

- Não tenham medo, tudo vai dar certo! Deus está com vocês!


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04/12/2006 12:30
CAPÍTULO 14 - MISTER BAD DEIXA UMA MENSAGEM


No outro dia, os juniores levantam cedo para poderem discutir sobre o que deveriam fazer. George lhes pergunta se tiveram alguma resposta durante a noite, enquanto oravam e liam a Bíblia. Ele explica que a oração, conversa com Deus, e a leitura da Bíblia são sempre importantes, mas quando passam por momentos difíceis são coisas fundamentais. Contudo, apesar de terem orado e lido a Bíblia antes de dormir, ninguém havia tido uma resposta clara.

Depois de alguns minutos de muitos pensamentos e poucas idéias, Mike, ainda muito preocupado com Giovanni e Marina, lembra-se do pai do garoto, e imagina que o homem deva estar preocupado com o sumiço do filho. Ele então pede a George deixá-lo ir até a casa de Giovanni para falar com o pai dele.

- Mas Mike, o Giovanni não disse que o pai dele passa o dia todo na empresa? – lembra Jonathan.

- Mas ainda é cedo! Talvez eu o encontre em casa. Eu preciso tentar. Por favor! – diz Mike.

George pensa um pouco e responde:

- Mike, só se eu for com você. Não sabemos do que esse louco Mr. Bad é capaz... Tenho medo que lhe aconteça alguma coisa se for sozinho.

- Tudo bem, George. Mas você pode me esperar no portão? Quero falar com ele sozinho.

- Tem certeza?

- Tenho, George.

- OK. E quanto a vocês, continuem pensando, orando e buscando na Palavra de Deus. Nós voltamos logo.

- Deixa com a gente, George! – responde Anne, dando uma piscadinha.

Em poucos minutos Mike e George chegam ao portão da mansão de Giovanni. Mike aperta o botão do interfone, diz que é amigo de Giovanni e que precisa falar com o pai dele.

Dentro da mansão, o empregado vai até o salão onde Donaldo, o pai do garoto, lia seu jornal. O mordomo anuncia Mike, e pergunta ao homem se pode deixá-lo entrar. Ao ouvir que Mike é amigo de Giovanni, Donaldo responde prontamente que sim.

O portão se abre e Mike entra. George fica do lado de fora, esperando. Ao entrar no casarão, Mike não consegue novamente evitar o deslumbre pelo imenso tamanho dele. Mas logo tem seus pensamentos interrompidos pela rápida fala do pai de Giovanni:

- Olá, jovenzinho! Quem é você?

- Mike Springs; eu sou amigo do Giovanni. E o senhor deve ser o pai dele...

- Sim, eu mesmo, Donaldo Del Vecchio. Por um acaso meu filho dormiu na sua casa? Escute aqui, rapazinho, ele não avisou e eu não gosto disso. Ele vai ficar de castigo, e sua mãe deveria fazer o mesmo com você...

- Não! – Mike interrompe – Ele não dormiu em minha casa, sr. Donaldo. Antes tivesse sido isso.

- Mas então... o que aconteceu? Sabe de alguma coisa? Diga, diga! Onde está meu filho?

Mike sente medo. Por alguns segundos ele se arrepende de estar ali e tem vontade de sumir. Até pensa como seria bom ter uma daquelas cápsulas de fumaça usadas pelos agentes Anti-MTA. Mas ele sabe que não pode sair dali. Tem de ficar e explicar ao homem o que realmente aconteceu com Giovanni.


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No hotel, Lisa vê uma notícia assustadora na capa do jornal da manhã. Ela não pôde acreditar. Ao perceber o espanto na cara de Lisa, Valèrie pergunta:

- O que foi, Lisa? Você ficou pálida... o que viu?

A menina apenas levanta o jornal, e todos podem ver o motivo de seu espanto. Na primeira página do jornal, em letras garrafais, uma notícia: “MAIS DE CEM DESAPARECIDOS NA CIDADE”. E a reação dos outros agentes acaba sendo a mesma de Lisa.

- Não pode ser, não pode ser! – diz Jonathan, nervoso – Será que a Anti-MTA seqüestrou todas essas pessoas?

- É, e foram mais de cem que aceitaram Jesus durante essa semana... – comenta Brian.

- É isso mesmo, gente! Mr. Bad seqüestrou todas as pessoas que aceitaram Jesus durante nossa missão. É pior do que a gente pensava! – conclui Anne.


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Mike ainda demora um pouco para começar a falar, ao olhar para os olhos preocupados e ao mesmo tempo irritados de Donaldo Del Vecchio. Mas, depois de tanta resistência, resolve contar o que aconteceu.

- Bom, sr. Donaldo... eu sou um agente de uma organização chamada MTA. Acontece que um louco, um tal de Mr. Bad, é contra nós. Ele criou a Anti-MTA. E então, para nos provocar... e-ele seqüestrou o Giovanni e a amiga dele.

Donaldo se cala. Mike sente ainda mais medo, e teme a reação do homem. Até que Donaldo se vira e diz:

- Quer dizer então que o meu filho acabou envolvido em algo com o qual não tinha nada a ver? Vocês não são daqui, são? Por que vieram perturbar nossa cidade?

- Não viemos perturbar, senhor, nós...

- Vieram sim. Vieram sim. E Giovanni não foi a única vítima. Dê uma olhada na capa desse jornal!

Mike lê a notícia da capa: “MAIS DE CEM DESAPARECIDOS NA CIDADE”. E fica chocado. No seu íntimo, ele apenas tem um profundo pensamento: “não pode ser...”. Mike não sabe o que dizer a Donaldo. O homem, porém, sabe bem o que dizer:

- E então? Percebeu, rapaz? A culpa é sua! Toda sua! Sua e dessa tal MTA! Não fossem vocês, o tal louco que você mencionou não teria feito isso. Se é que esse Mr. Bad existe mesmo, e você não está apenas inventando uma desculpa.

- Ele existe sim, ele...

- Ah é? Você já o viu? Por que não me diz como ele é?

- Não, não vi, mas... Nós vamos trazer seu filho de volta. Não se preocupe.

- Ah, eu duvido muito, rapaz! Agora caia fora daqui, antes que eu resolva lhe botar para fora a pontapés!

Ali dentro, escondido atrás de uma parede, Luca ouve tudo. Ele sabe que o que Mike diz é verdade – que a Anti-MTA existe. E, talvez pela primeira vez em sua vida, fica preocupado com Giovanni. Aquele agente que lhe pagara um sorvete em troca de provocações aos juniores não havia dito nada sobre raptos de pessoas da cidade. Ele decide usar o comunicador que o homem lhe deu para pedir que soltem seu irmão. Ou melhor: marcar um encontro e falar com o agente pessoalmente.


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Mais tarde, no Edifício Nova Aliança, César, Ruth e Joshua vasculham o computador, tentando encontrar alguma informação sobre Mr. Bad e a Anti-MTA na rede mundial. A princípio, não conseguem nada. Porém, depois de alguns minutos de busca, a tela de todos os computadores da sala, inclusive a telona do computador principal, começa a mudar sozinha. César tenta desligá-los, mas os computadores parecem ter criado vida própria.

- Não obedecem nenhum comando! – diz o cientista, surpreso.

É quando a imagem de um rosto misterioso começa a se formar na tela. Após alguns segundos, ela se completa. Um enorme chapéu preto cobre a metade do rosto, deixando de fora apenas a metade do nariz para baixo. É Mister Bad.

- Olá, MTA! Não adianta tentarem apagar esta mensagem ou desligar os computadores: certifiquei-me de que a ouvirão até o seu final. Bem, sou Mr. Bad, fundador e líder da Anti-MTA, organização da qual já devem ter ouvido falar, já que procuravam informações sobre ela na rede mundial de computadores. Pois bem, já sabem meus objetivos. Desistam dessa missão, ou não me responsabilizarei por minhas atitudes um tanto explosivas, se é que compreendem... Levem suas crianças de volta enquanto ainda há tempo para isso. Apenas um aviso: minha paciência é curta! Minhas ações já começaram, e são só sinais do que virá. Desistam imediatamente, e evitem deixar-me furioso. Um abraço, “colegas”... E tenham um bom dia!


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30/11/2006 15:21
CAPÍTULO 13 - PLANO MALÉFICO


Os agentes levam as pessoas seqüestradas para a casa do prefeito. No salão, Mister Bad lhes diz para prenderem todos no porão da casa, que já estava preparado para ‘recebê-los’. Ainda antes dos homens irem, Mr. Bad lhes elogia:

- Meus parabéns, agentes! Desempenharam muito bem sua função. Não deixaram vestígios. E ainda arrancaram Giovanni e a amiga dele daquelas crianças, o que as deve ter deixado muito, muito deprimidas! Vocês serão recompensados. Agora vão, levem-nos para o porão, e certifiquem-se de que nenhum deles escape. Se alguém tentar fugir, sejam enérgicos. Entendido?

- Sim, Mr. Bad! – respondem os agentes em coro.

Eles vão, levando as pessoas amarradas, inclusive Giovanni e Marina. Quando eles saem, William diz a Mr. Bad que está preocupado e teme que eles tenham problemas por causa dos seqüestros. Mr. Bad tenta acalmá-lo, dizendo que tudo está sob controle. Até que o prefeito Giuseppe Baggio entra no salão.

- Mas o que é isso? – diz o prefeito – Você seqüestrou aquelas pessoas? Eles são cidadãos... você não havia dito que faria uma coisa dessas...

- É verdade, eu não disse. A única coisa que meus agentes lhe disseram foi para que o senhor não atrapalhasse nossas atividades, e que nós não atrapalhássemos as suas.

- Mas o que vai fazer com eles? Tem até crianças no meio...

- Não se preocupe, serão todos bem tratados.

- E as famílias dessas pessoas? Vão sentir a falta delas, vai criar uma confusão na cidade! Isso não pode ficar assim! Eu vou chamar a polícia agora mesmo!

Ao receber a ameaça, a face de Mr. Bad (pelo menos a parte visível dela) muda completamente, tomando um ar de fúria. Transtornado, ele se levanta da cadeira onde estava sentado e fala rudemente ao prefeito:

- Não, não vai chamar coisa alguma! Porque se fizer isso, não pensarei duas vezes antes de mandar sua cidade e tudo o que está nela pelos ares! Eu e meus homens saímos daqui rapidamente, e é só eu apertar um botão para as bombas explodirem. Portanto, volte para o seu lugar e cuide dos seus afazeres. E quanto à ‘confusão’ na cidade, dê um jeito de resolver! Você é o prefeito! Mas se disser alguma coisa sobre mim, já sabe o que acontecerá com sua linda cidade...


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Mike, Valèrie e Lisa chegam correndo no hotel. Assustados e preocupados, eles sobem rapidamente para o quarto onde estão os outros agentes. Lá, eles não precisam nem dizer uma palavra para George perceber que algo de errado tinha acontecido.

- Gente, que caras são essas? O que aconteceu?

Valèrie, chorando, tenta responder:

- Giovanni e Marina...

- O que tem eles? – pergunta Anne, já ficando nervosa.

- Foram levados pelos agentes Anti-MTA... – responde Lisa.

- M-mas como assim? – faz Jonathan, assustado.

- Vocês deixaram aqueles caras levarem eles? – pergunta Brian, insensível.

- Nós não conseguimos impedir. – responde Mike, cabisbaixo – Eles usaram aquelas cápsulas de fumaça e sumiram com os dois. Desculpem...

George, não menos surpreso, pensa um pouco e diz:

- Não, vocês não têm culpa! Se todos estivessem lá, ou se ninguém estivesse, teria acontecido a mesma coisa!

- Mas poderíamos ter evitado. – diz Mike, sentindo-se culpado.

- Mike, não se sinta culpado! Ei, olhe para mim! Nós vamos trazê-los de volta! Vamos vencer! Lembre: nós somos mais que vencedores! – George diz, abraçando Mike.

Todos se abraçam. Unidos, sabem e confiam que tudo dará certo. Depois de um breve momento de silêncio, no qual apenas se abraçaram e choraram, eles decidem falar com Dan pelo computador.


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Ruth e Joshua organizam alguns materiais na sala principal. E estão indo muito bem. Dan está contente com eles. Os dois estão tão distraídos arrumando o material que levam um pequeno susto ao ouvirem o sinal do computador. Eles vão até ele, e logo vêem os agentes na telona.

- E aí, gente, tudo bem? – pergunta Ruth, simpática como sempre.

- Tudo, Ruth. Apenas alguns probleminhas. – responde George – Podem chamar o Dan e o César? Queremos falar com todos vocês.

- OK, eu vou chamar eles! – diz Joshua prontamente.

Em pouco tempo Joshua retorna com Daniel e César. George então lhes conta tudo o que aconteceu. A primeira reação de Dan já era esperada pelos agentes.

- Oh, não! A tal Anti-MTA estava mesmo quieta demais...

- É verdade, Dan. Só podiam estar planejando alguma coisa. – completa George.

- O que vamos fazerr, Dan? – pergunta Valèrie, ainda com os olhos vermelhos por causa do choro.

- Por enquanto nada, querida. – Dan responde – Esse Mr. Bad é mais perigoso do que pensávamos. Vamos apenas orar, e pedir a Deus que nos mostre o que fazer. E por onde devemos começar...


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Quando o prefeito deixa a sala, William pede para que Mr. Bad lhes explique o plano que tem em mente. Após dar um sorriso maléfico, o sombrio Mr. Bad explica que, com o desaparecimento de todas aquelas pessoas, os agentes da MTA ficarão muito arrasados, principalmente porque não poderão fazer nada para as recuperarem. Enquanto isso, alguns agentes disfarçados irão espalhar pela cidade que os culpados pelos seqüestros são os ‘juniores’, o que os deixará ainda mais deprimidos. A pressão será tanta, que eles abandonarão a missão, e voltarão para Nova Iorque.

Todos os agentes elogiam o plano de Mr. Bad, e William é o primeiro a falar:

- O plano é perfeito! Excelente!

- Eu sei disto. – Mr. Bad concorda modestamente.

- E o que fará com as pessoas que raptamos?

- Vamos soltá-las depois. Terão aprendido sua lição.

Porém, William pensa numa hipótese:

- Mas... e se aqueles pirralhos não forem embora?

Mr Bad fecha a cara e responde, num tom nervoso:

- Se eles não desistirem... o plano tomará outro rumo. Aí teremos de agir drasticamente. Tomamos nossas coisas, saímos daqui, e mandamos essa cidade pelos ares, com tudo o que está nela, inclusive eles! E aí, acabamos com essa palhaçada para sempre! Para sempre!


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20/11/2006 15:19
CAPÍTULO 12 - OS SEQÜESTROS


Passa-se uma semana desde então. Depois de mais um dia de missão cumprido, os juniores reúnem-se no hotel para lembrarem tudo que lhes aconteceu durante a primeira semana em que estiveram na Itália. Mais de cem pessoas receberam o Messias Jesus, receberam a salvação. Outras duzentas ao menos ouviram a Boa Notícia que os agentes vieram trazer. E tudo graças às “estratégias de missão” usadas por eles – partidas de pingue-pongue, uma mini-maratona (de corrida) em volta da praça, dentre outras coisas.
Mas eles também se lembram das muitas provocações de Luca, que os atormentou a semana toda. Contudo, o garoto foi vencido; quando via que os juniores não respondiam às provocações, ficava sem-graça e não sabia o que fazer. Até que desistiu de vez e resolveu deixá-los em paz (pelo menos por um tempo).
Em meio a tantas lembranças, Brian comenta sobre algo que até então eles não haviam parado para pensar: os agentes da Anti-MTA nunca mais se manifestaram. Jonathan achou estranho, já que os juniores continuaram a missão, apesar das ameaças feitas por eles.

- É bom estarmos atentos! – diz George – Eles podem estar armando alguma coisa...

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- É hora! – diz a voz assombrosa de Mr. Bad.

Seus agentes, prontos para receberem suas ordens, apenas balançam a cabeça como dizendo ‘sim’. O misterioso líder finalmente lhes diz o que devem fazer:

- Bem, quero que seqüestrem todos aqueles que deram ouvidos às baboseiras daquelas crianças...Todos aqueles que receberam esse Jesus... e os tragam aqui. Ficarão presos, e aprenderão a não serem tão estúpidos! Agora vão! Já sabem onde cada um deles mora. Investigaram quase a semana inteira. O que estão esperando?

Os homens saem prontamente, a fim de obedecer a seu chefe. Após eles saírem, William pergunta a Mr. Bad:

- Tem certeza de que não teremos problemas?

- Claro, William! O prefeito Baggio sabe que se nos criar algum problema a cidade irá pelos ares... E também, já é noite! Isso faz com que nossos agentes tenham mais facilidade para realizarem os raptos sem serem percebidos. Um plano perfeito, meu caro. Não se preocupe! Agora com licença, preciso ficar um pouco sozinho.

- Tudo bem. – responde William, ainda um pouco preocupado.

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Na cidade, os agentes Anti-MTA, divididos em grupos de três, espalham-se por todos os cantos, para seqüestrarem todos os que aceitaram Jesus. E começam com sucesso. As primeiras vítimas são um jovem rapaz e seu irmão caçula que estavam na sorveteria quando os juniores falaram da Boa Notícia lá. Os dois, que caminhavam para apreciar a noite, são grosseiramente parados e colocados à força no carro pelos homens da Anti-MTA.
Depois deles vários outros são seqüestrados, em inúmeros pontos da cidade. Crianças, jovens, velhos, adultos, são todos raptados pelos agentes de Mr. Bad. Mas o que ele pretende com isso tudo?
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Em Nova Iorque, Charles resolve sair para comprar alguns produtos no supermercado. Quando abre a porta de entrada do prédio, ele toma um enorme susto: parado bem ali na frente da porta, o homem estranho da capa preta. Num rápido reflexo, o homem se vira e corre. Charles corre atrás dele, mas não consegue acompanhar seu ritmo. É tão rápido que nem parece uma pessoa comum. E não demora muito para que ele suma no meio da multidão de pessoas que caminhavam por ali. E Charles o perde de vista.
Charles sequer teve tempo de prestar atenção no rosto do homem. Apenas o viu por alguns segundos, logo que abriu a porta do edifício. Ele consegue se lembrar que o homem aparentava uns quarenta anos, tinha sombrios olhos negros, pele clara e cabelos escuros. Além de uma terrível aparência.

- Quem será esse homem e o que ele quer? – Charles se pergunta – Que o Senhor nos proteja!

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Em Róssea, depois da reunião, Mike, Valèrie e Lisa saem para conversar com Giovanni e Marina na praça. George, como sempre, pede para que eles tomem cuidado.
Já na praça, Mike pergunta para Giovanni sobre como está se sentindo depois de ter recebido a salvação. O garoto responde sem hesitar:

- Eu me sinto muito bem, Mike! Não me sinto mais sozinho! Mas peço a Deus que meu pai e meu irmão também encontrem isso.
- Eles vão encontrar! – afirma Lisa – Com o tempo, eles vão começar a notar que você está diferente.
- E von verr que isso está fazendo você feliz! – completa Valèrie – Assim, von querrer parra eles também!
Marina não agüenta e diz:

- Eu só fiquei um pouco triste quando a minha irmã tirou sarro de mim...
- Não ligue, Marina! – diz Mike – Lembra do que eu falei? As dificuldades continuam e até aumentam para aqueles que seguem a Jesus, mas em todas as coisas nós somos vencedores, porque Deus está conosco!
- É verrdade! – completa Valèrie – E logo a sua irmã vai querrer essa paz, essa alegria que você tem! Aí ela vai parrar de tirrar sarro, e acabar se juntando a você!
- Vou orar por isso! – diz Marina, mais confiante.

A conversa é repentinamente interrompida por dois homens que descem de um carro preto. Mike, Lisa e Valèrie tentam proteger Giovanni e Marina ao perceberem que os homens eram agentes Anti-MTA. Enquanto os homens andam na direção deles, Mike pergunta, valentemente:

- O que vocês querem?
- Apenas cumprir ordens! – responde prontamente um dos homens, logo apontando para Giovanni e Marina – Entreguem os dois agora, para que não haja problemas!
- O que? Jamais! – diz Mike, ousado.
- Podem voltar para o lugar de onde vieram. Giovanni e Marina vão ficar aqui com a gente! – completa Lisa, cruzando os braços.
- Não saímos daqui sem os dois! – responde o agente.

Mike faz sinal para Giovanni e Marina correrem. Mas ao mesmo tempo os homens atiram suas cápsulas de fumaça no chão. Em poucos segundos tudo ao redor se enche de fumaça, dificultando a visão dos juniores. E quando a fumaça se esvai, Giovanni e Marina não estão mais ali. Os homens os tinham levado. Mike, num lamento, diz:

- Não... Isso não podia ter acontecido. Nós fracassamos... Deixamos os agentes de Mr. Bad levarem Giovanni e Marina. E agora, o que vamos fazer?

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09/11/2006 17:08
CAPÍTULO 11 - OS AGENTES AUXILIARES


No Edifício Nova Aliança, Charles finalmente chega, trazendo os dois novos agentes. Ele os apresenta para Daniel:

- Essa é a Ruth, da Austrália, e esse é o Joshua, da Nova Zelândia!

A ruiva e sardenta Ruth McLean, dez anos, é uma menina muito simpática e bem-humorada. E isso pode ser visto facilmente em seus lindos e sorridentes olhos verdes.
Já o ‘fofinho’ Joshua Sanders, onze anos, tem cabelos tão loiros que quase chegam a ser brancos. Como Ruth ele é simpático, mas um pouco mais sério.

- Muito bem, sejam bem-vindos! – diz Daniel, dando um abraço em cada um – Agora venham participar da ‘festinha’ de boas-vindas que preparamos para vocês!

Ruth e Joshua ficam felizes por terem sido tão bem recebidos. Por alguns motivos eles não puderam chegar a tempo de serem treinados e irem para a missão junto com os outros agentes. E por isso, como Charles já havia lhes contado no caminho do aeroporto para o prédio, eles ficarão como agentes auxiliares nessa primeira missão. Ajudarão Dan com os relatórios, a mandar mensagens por computador para os juniores, etc.

- E hoje mesmo vocês vão conhecer os seus colegas! – Daniel lhes conta, enquanto saboreiam as guloseimas da festinha – A essa hora a Rosa, nossa secretária, já deve ter entregue a câmera de computador aos juniores, como eu havia pedido. Vamos poder falar com eles “ao vivo e a cores”!
- É, e nós vamos vê-los na telona do computador central! – comenta César, que praticamente “construiu” sozinho o enorme computador da sala central da base.
- Maravilha! – completa Dan, com um enorme sorriso.

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Os agentes saem alegres e emocionados da sorveteria. A missão estava sendo cumprida. Só naquela noite, várias pessoas ganharam o presente de Deus, de graça: a salvação. Creram no Messias, Jesus. E agora são felizes.
Porém, a grande alegria não evita que os juniores tomem um susto ao toparem com três homens vestindo ternos pretos e um tipo de ‘crachá’ no qual está escrito – “Anti-MTA Organization”.
Após um breve silêncio, os homens resolvem se apresentar. William toma a frente:

- Olá, agentes MTA! Permitam nos apresentarmos: como vocês, somos agentes, mas nossa organização chama-se “Anti-MTA”, fundada pelo nosso líder, Mister Bad.
- Mister quem? – faz Brian, confuso.
- Mas que história é essa? – pergunta George, pensando ser uma brincadeira de mau gosto – “Anti-MTA”? O que vocês pretendem com essa “Anti-MTA”?
- Hm, nossa missão é acabar com essa missão estúpida de vocês! Impedir que ela seja cumprida. Portanto, para o bem de vocês e de seus novos amigos que fizeram nessa cidade, desistam dessa missão; e desistam dessa organização ridícula chamada MTA!
- O que? Ridícula é essa tal Anti-MTA! – responde Anne, que não deixa por menos.

Enquanto a discussão continua, nem os juniores nem os agentes de Mr. Bad percebem o homem estranho que mais uma vez os espiona, escondido atrás de uma árvore. O homem observa atentamente, sem desviar os olhos por um segundo sequer. De repente, seus olhos tornam-se vermelhos, criando dois terríveis e assustadores pontos vermelhos em meio a escuridão da noite. Mas nem os pontinhos vermelhos são vistos pelos agentes, que prosseguem com a discussão.

- Nós jamais vamos desistir! – fala George, confiante.
- Mister Bad não vai gostar de saber disso... Pior para vocês! – responde William, ironicamente – Agora com licença, precisamos ir!
- O que? Não pensem que vão escapar assim! – faz Jonathan, irritado.
- É, parados aí! – completa George, andando em direção aos três agentes.

Os homens tiram rapidamente do bolso do paletó uma espécie de pílula, e a atiram com força no chão, produzindo uma imensa nuvem de fumaça. Os juniores não conseguem ver mais nada.

- Cof, ei! Cof, cof, mas o que é isso? – pergunta Mike, espantado.
- Não sei, cof, mas acho que eles estão fugindo! – responde Jonathan.

E Jonathan tinha razão. Quando a fumaça se espalha até desaparecer completamente, os três agentes da Anti-MTA já não estão mais ali. Tudo foi feito para que pudessem sair tranqüilamente. Com cara de tacho, os juniores decidem voltar logo ao hotel, para avisar Dan sobre a tal Anti-MTA.

- E pelo menos vamos poder falar com ele ao vivo, graças à câmera que a Rosa trouxe! – George comenta.

Os agentes caminham apressadamente em direção ao hotel. E não vêem os olhos vermelhos que ficam parados atrás da árvore, apenas os observando de longe.
Chegando ao hotel, eles correm para o quarto onde está o computador. E lá encontram Rosa, que lia um livro sentada numa cadeira perto da varanda. Ao vê-los, a secretária diz:

- Meninos! Querem estrear a câmera? Eu só cheguei agora há pouco, mas deu tempo de instalar.
- Queremos, Rosa! Na verdade, precisamos! – George responde.

Anne, que não deixa escapar um detalhe, comenta:

- Rosa, você disse que chegou agora há pouco? Mas já faz mais de uma hora que a gente lhe encontrou na rua e você disse que vinha direto para o hotel...
- É verdade! – George concorda – O que ficou fazendo esse tempo todo, já que não veio para o hotel?
- B-bem, eu...é que tive que encontrar alguém que instalasse a câmera no computador, já que não sei fazer isso! Por isso é que só cheguei agora há pouco! Bom, mas vocês estão com uma cara, o que aconteceu?
- Nem lhe conto, Rosa! – responde George, com cara de preocupado.

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Daniel conversa com Joshua e Ruth, enquanto aproveitam sua festa de boas-vindas. É quando César interrompe a conversa, avisando Dan que os juniores já haviam instalado a câmera, e queriam falar com ele.

- Que ótimo! – diz Dan – Venham, vou apresentar vocês para eles.

Eles vão até a sala principal, e lá vêem a imagem de George e dos agentes no telão. Dan está tão empolgado com a chegada de Ruth e Joshua e com o seu novo meio de comunicação que nem nota a preocupação no rosto de George.

- Olá, meus juniores! Saudades de vocês! Tenho uma boa notícia: nossos novos agentes acabaram de chegar! Esses são Ruth e Joshua! – fala Dan, mostrando os novatos, que acenam para os juniores.
- Oi, Ruth! Oi, Joshua! Sejam bem-vindos! – diz George, seguido pelos agentes e por Rosa.
- Por enquanto eles serão nossos agentes auxiliares. – continua Dan – Qualquer coisa que precisarem, entrem em contato com eles!
- OK, Dan! Pelo menos uma notícia boa... – comenta George, ainda demonstrando preocupação.
- Como assim? – faz Dan, finalmente percebendo o “clima” – O que aconteceu, George?

George explica tudo, desde a organização fundada pelo sujeito chamado Mister Bad, até as pílulas de fumaça usadas pelos agentes Anti-MTA para escaparem sem problemas. Dan fica preocupado e pensativo, e pensa haver alguma relação entre o homem que os espionara e o tal Mr. Bad e sua organização.

- Pois é, Dan, não sabemos se aquele homem estranho é o próprio Mr. Bad ou um de seus agentes, ou mesmo se um não tem nada a ver com o outro. Só sabemos que podem ser perigosos! – comenta George.
- É verdade, e por isso eu peço que tenham muito cuidado. Agora mais ainda! E falando no homem estranho, vocês o viram mais alguma vez? – pergunta Dan.
- Não, não vimos.
- Pois é, Charles o viu hoje pela manhã. Quer dizer, se é que é a mesma pessoa...Mas pelo que você descreveu, parece ser. Estava olhando para o nosso prédio. Só que Charles não conseguiu ver o rosto dele.
- Nós também não, Dan! Na primeira vez estava muito escuro, e na segunda ele estava embrenhado no meio do bosque...
- Bom, meus queridos, a única coisa que podemos fazer é orar! Orar juntos, pedindo a Deus que nos dê a vitória, e nos livre dos inimigos.
- Eu concordo, Dan. Afinal, é nEle que devemos confiar!

Daniel então ora com seus agentes. E sabe que apesar de estarem distantes fisicamente, se vendo apenas por uma tela de computador, estão juntos espiritualmente. Ele sabe que Deus está ali, em Nova Iorque, mas que também está lá em Róssea, cuidando dos juniores. Ele sabe que Deus lhes abençoará, e que eles voltarão para casa seguros, com a missão cumprida. E que todos os planos do inimigo irão por água abaixo.

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enviada por Yakov



03/11/2006 16:58
CAPÍTULO 10 - PRIMEIROS FRUTOS


Os juniores vão até Rosa. Embora tenham ficado felizes em vê-la estão confusos, pois achavam que ela já havia partido. Depois de um certo tempo de silêncio, ela explica que o ônibus em que iria viajar teve problemas, e por isso teve de ficar. Então aproveitou para comprar a câmera de computador que Daniel havia pedido que comprasse e lhes entregasse.

- Então você não vai mais voltar para a cidade de seus parentes? – Anne pergunta.

- Vou, mas só amanhã cedo! – Rosa responde gentilmente.

Os agentes a convidam para ir junto à sorveteria, mas ela prefere ir para o hotel, instalar a câmera e aproveitar para descansar um pouco.
Chegando à sorveteria, logo na entrada eles encontram o bando de Luca, que saía justamente naquele momento. Obviamente Luca não perde a oportunidade de dar início às provocações:

- Ora, ora! Vejam só, se não são os menininhos bonzinhos...

Anne já começava a responder, quando Mike a segura:

- Não, Anne! Lembra o que a gente conversou? Nem dê bola!

Ao ver que os agentes não respondem, Luca continua:

- Hmm, os perdedores estão calminhos agora...

Jonathan não perde a chance, desta vez de dizer uma coisa certa:

- Perdedores? Não, Luca. Com Jesus, somos mais do que vencedores!
Luca se espanta com a resposta de Jonathan, pois esperava que ele retrucasse a provocação e ficasse nervoso. Mas mesmo tendo ficado sem-graça, Luca tenta tirar sarro:

- O que? Ha, ha, ha, ha... só faltava essa! Vamos, cambada!
Esses “frangotes” chegam a ser patéticos!

Quando Luca sai, os juniores respiram aliviados. Conseguiram resistir às provocações, conseguiram vencer a raiva, e ainda deixaram Luca perdido com a resposta dada por Jonathan.

- Nesse erro não caímos mais! – diz Jonathan, feliz por ter agido corretamente.

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Três e meia da tarde em Nova Iorque. César pergunta a Daniel sobre Charles, que ainda não havia voltado com os novos agentes. Dan explica que Charles havia ligado há uma hora atrás para avisar que o avião em que os agentes estavam chegaria atrasado, e que por isso ele iria demorar mais um pouco.

Enquanto espera, Dan vai até o computador, e percebe que há um novo relatório enviado por George. Dan o lê, e fica feliz em saber que seus agentes aprenderam mais uma lição.

- Pois é, César! Assim, aos poucos, eles vão sendo aperfeiçoados!

- É verdade! – César responde – A cada dia que passar, eles estarão mais bem preparados para cumprir as missões!

- E vai chegar o dia em que eles, os primeiros agentes, é que vão ensinar os novos que entrarem aqui! Tenha certeza disso, César!

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Ao entrarem na sorveteria, Mike percebe que Giovanni já estava lá, e vai falar com ele.

- Oi, Giovanni! Desculpe a demora!

- Não tem problema, eu cheguei agora há pouco também!

- Bom, então vou lhe apresentar melhor os meus “irmãos”!

Após Mike apresentar um por um, Giovanni lhes diz que também quer apresentar uma pessoa: sua amiga Marina Fiuzzi, uma menina de dez anos, longos e encaracolados cabelos castanhos, pele branquinha e lindos olhos verdes. Um pouco tímida, Marina apenas diz um “olá”, enquanto todos já se sentavam.
Começa então uma discussão para saber qual sabor de sorvete é o melhor. George diz que é o de cereja; Brian esbraveja, dizendo que o de chocolate é imbatível. Lisa timidamente fala que o melhor é o de uva; Anne concorda, mas acha que o de framboesa é ainda mais gostoso. Valèrie vota no sabor de creme, mas Jonathan diz que o de creme é sem-graça, e que prefere o de nozes. Mike afirma com toda a certeza que o de maçã é sem igual. E Giovanni e Marina apenas se divertem com a engraçada “discussão” dos irmãos agentes, embora Giovanni tenha resolvido entrar na “briga”, declarando que, já que estão na Itália, o napolitano deve ser o sabor mais delicioso. E aí todos concordam, “só para não desagradar o anfitrião”, como diz George. E no fim das contas toda a discussão acaba em divertidas e gostosas gargalhadas.

De repente, em meio às risadas e brincadeiras, Mike percebe que Giovanni havia se calado e voltado a ter aquele olhar triste. Enquanto os outros continuam com as brincadeiras, Mike resolve conversar com o garoto. Discretamente ele põe a mão sobre o ombro de Giovanni e lhe pergunta:

- O que foi, cara? Aconteceu alguma coisa que deixou você triste?

Ainda cabisbaixo, Giovanni responde:

- Não, Mike, vocês todos são muito legais! São divertidos, engraçados, sabem respeitar e tratar bem uns aos outros. Eu gostaria que minha família fosse assim...

- Mas vocês nem jantam juntos? Não saem de vez em quando para passear, tomar um sorvete?

- Não. Como eu lhe disse, eu nem vejo meu pai; às vezes, nem no fim de semana. Ele só se preocupa com aquela fábrica, com trabalho, com dinheiro...e não liga para mim nem para o Luca. Acho que é por isso que o Luca é desse jeito.

Mike pensa. Ele sabe que é a hora certa para falar do amor de Deus para Giovanni. Mas ele não quer fazer isso apenas para estar cumprindo sua missão. Giovanni tornou-se um amigo, e Mike deseja de todo seu coração que ele seja feliz, que sua família seja uma família de verdade, uma família unida. Nesse momento, Mike chega a desejar que Giovanni tenha tudo o que ele tem – um pai compreensivo, irmãos que se ajudam. Uma verdadeira felicidade, mesmo em tempos difíceis.
Mike começa a falar para Giovanni, e aos poucos os outros agentes se calam e começam a ouvir o que ele diz:

- Giovanni, meu amigo, pois foi justamente para lhe trazer uma Boa Notícia que eu vim. Que a gente veio (olhando para os outros juniores). Para dizer que você pode ser feliz! Foi para isso que Deus mandou o único Filho dEle, Jesus, para morrer numa cruz. Foi para que você, eu e todos pudéssemos viver felizes, felizes de verdade!

Um pouco confuso, Giovanni responde:

- Peraí, essa história eu já conheço; só não entendo como posso ser feliz por Jesus ter morrido na cruz...

Jonathan o ajuda a entender:

- É que Jesus tomou o nosso lugar, Giovanni. Era para nós termos sofrido tudo o que ele sofreu por causa das coisas erradas que fazemos... Mas ele escolheu pagar o preço e morrer em nosso lugar.

- Mas eu sempre fui bom, nunca fiz coisas erradas. Por que eu não sou feliz?

- Alguma vez seu pai mandou você não sair de casa, e você saiu sem ele saber? – pergunta Anne.

- Bom, já, mas...

- Enton! – Valèrie completa – Você já desobedeceu a seu pai! E isso é errado!

- Mas o que importa é que Jesus já sofreu no seu lugar por tudo o que você fez de errado! – continua George.

- E o que eu faço, então? – Giovanni pergunta.

Mike dá a dica:

- É simples! Você acredita que Jesus, o Filho de Deus, morreu por você?

Após pensar um pouco, o garoto responde:

- Sim, eu acredito! Eu vi isso em vocês!

- Então diga isso para Deus e para todos nós. Depois que fizer isso, você vai sentir algo diferente.

Com a ajuda dos agentes, Giovanni diz para Deus, na frente de todos:

- Deus, eu não posso vê-lO. Mas eu acredito que o Senhor existe. E acredito também que mandou Seu Filho Jesus para morrer no meu lugar e me salvar. Por favor, perdoe-me por todas as coisas erradas que eu fiz. E obrigado porque eu sei que agora posso ser feliz, e essa felicidade não vai acabar, nem quando eu tiver dificuldades, pois com o Senhor posso vencer todas elas. Em nome de Jesus, o Seu Filho, amém!

Um incrível sentimento de alegria invade o lugar. Giovanni nunca havia se sentido tão feliz e tão leve. Agora, era como se um novo Giovanni tivesse nascido. Com lágrimas nos olhos, ele abraça Mike e os dois choram, desta vez de alegria. Ao ver tudo isso, Marina, a amiga de Giovanni, também decide falar com Deus, e dizer a Ele que acredita em Seu Filho. Outras pessoas que estavam na sorveteria fazem o mesmo, e Valèrie, Jonathan, Lisa, Brian e Anne espalham-se para atender a todas elas.
A missão dos agentes deu seus primeiros frutos. Ao fim, mais de vinte pessoas aceitaram a Jesus em suas vidas. Essas pessoas abriram seus corações para Deus. Um Deus que ama o ser humano e deseja que ele seja feliz. Mas somente nEle o homem pode achar essa felicidade. Assim, o homem se torna feliz, pois encontra seu lugar, e também o próprio Deus mais feliz, pois como um Pai Ele pode andar com Seus filhos, estar pertinho deles, e saber que eles também O amam de todo o coração. Deus escolheu nos amar, e agora Giovanni, Marina, e todos os outros escolheram amá-lO também. Por isso encontraram a felicidade, a verdadeira felicidade. E ganharam a salvação, o presente dado de graça por Deus: a vida eterna.

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Fora da sorveteria, mas perto da janela, Mister Bad, William e dois de seus agentes espiaram tudo o que aconteceu. Irritado, ele destrói o próprio comunicador, atirando-o no chão e depois o esmagando com a perna direita.

- Não! Não! Eles não podem cumprir essa missão!

William tenta acalmá-lo:

- Fique calmo, ainda não perdemos a guerra!

- Calmo? Como calmo? Eu não admito que essa missão seja cumprida! Está na hora de tomar atitudes radicais...

- Não! – responde William, segurando Mr.Bad pelo braço – Não ainda. Precisamos nos organizar. Ainda temos uma semana e meia para acabar com eles. Deixe que eu fique aqui com os agentes e os ameace.

Mr. Bad pensa um pouco, e concorda:

- Tudo bem, você está certo, William. Vamos pensar no que fazer com calma. Agora vou voltar, antes que me percebam aqui. (Olhando para os juniores, pela janela) Vocês venceram uma, “agentes”. Mas a próxima é minha...

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MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov



14/10/2006 20:08
Olá! Estou postando apenas para informar que estarei suspendendo temporariamente a publicação dos capítulos do livro no blog. Um abraço a todos!

Jacob M Galon
enviada por Yakov



09/10/2006 15:00

CAPÍTULO 9 – MISTER BAD GANHA UM ALIADO



Charles continua parado em frente ao Nova Aliança. O homem estranho também continua lá, do outro lado da rua, encarando o prédio. É quando Charles tem uma idéia: ele pega seu celular a fim de avisar Daniel, para que os dois possam descobrir quem é o sujeito. Ele disca o número da sala principal da MTA; depois de três toques, Daniel atende.
- Alô! Charles! Ué, esqueceu alguma coisa?
- N-não, Dan! – Charles responde – É que quando saí do prédio, percebi um homem de capa negra no outro lado da rua, olhando para o nosso prédio. Estou tentando disfarçar porque ele ainda está...
Charles toma um susto. Ao olhar novamente na direção de onde o homem estava, ele havia desaparecido! Não estava mais lá. Mas como pode? É impossível que ele tivesse saído dali tão rapidamente, ele pensa.
- Alô? Alô? Charles, responda, está tudo bem?
- D-Dan, acreditaria se eu dissesse que o homem... desapareceu?
- O quê?

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No hotel, Mike pede permissão a George para ir visitar a casa de Giovanni. George avisa que os juniores terão uma “pequena reunião”, mas deixa Mike ir.
- Depois a gente te conta o que foi conversado, beleza? – diz Jonathan, fazendo sinal de ‘positivo’.
Chegando na casa, Mike fica boquiaberto. Isso porque não era simplesmente uma casa, e sim uma mansão! Era realmente enorme; toda em madeira, estilo antigo, mais de quinze quartos, cinco banheiros, sala de jantar, sala de jogos, sala disso, sala daquilo. Nas paredes, pintadas em bege claro, belos quadros mostrando fotos de pessoas que provavelmente haviam morado ali há anos atrás; havia um de uma mulher usando um vestido que Mike imaginou ser do século XVIII. Também quadros com figuras de paisagens com rios, árvores, animais. Por todos os cantos mesinhas com enfeites, porta-retratos, vasos com flores exóticas. Tudo muito chique e bem arrumado.
- Uau! – Mike exclama, não conseguindo se conter – Que bela casa, hein!
- É. Bela, grande e vazia... – responde Giovanni, com olhar triste.
Mike pensa um pouco antes de continuar. Mas logo pergunta:
- E seus pais? Eles trabalham o dia todo?
- Meu pai sim, ele é dono de uma fábrica de doces. E minha mãe morreu quando eu tinha quatro anos.
- Puxa... mas você não tem amigos?
- Não. Quer dizer, tenho uma amiga, a Marina, mas ela tem que ajudar a mãe na loja, e só sai à noite. Isso quando a mãe dela deixa!
- E o seu irmão...?
- O Luca sai o dia inteiro com aqueles amigos dele. Mas isso é até bom, se ele fica em casa, só me atormenta!
Depois de conversarem mais um pouco, Mike avisa que precisa ir. E convida Giovanni para irem tomar sorvete à noite. Giovanni gosta da idéia, e até decide convidar a amiga Marina para ir junto.
Mike deixa o casarão sentindo que Giovanni precisa de Deus. Como seria bom se ele recebesse e entendesse a Boa Notícia... e é isso que Mike decide fazer, contar-lhe a Boa Notícia naquela noite. Lá mesmo, na sorveteria.

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Perto dali, George e os agentes discutem sobre os próximos planos. Lisa sugere que poderiam sair à noite, ir a uma sorveteria, já que a noite estava fresca e agradável. Mais uma vez, todos gostam da idéia dela.
- Lisa e suas grandes idéias! – diz Anne, mexendo no cabelo de Lisa.
- É, temos um talento aqui! – confirma George.
É quando Mike chega, já perguntando sobre o que tinham planejado. Ele fica surpreso ao saber que eles haviam justamente combinado uma ida à sorveteria! Então ele lhes explica que havia convidado Giovanni para tomar um sorvete à noite.
- Perfeito! – diz George, erguendo as mãos – Se tínhamos alguma dúvida sobre o que fazer, ela desapareceu!
Então vamos tomar um banho, colocar nossas roupinhas de verão... – diz Jonathan, esfregando as mãos
- Ai, é isso aí, roupinhas bem coloridas! Já estou até indo escolher! – concorda a empolgada Anne.
- Isso, então vamos todos nos preparar! – encerra George, já subindo as escadas para o quarto.

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Ao mesmo tempo, perto da sorveteria na qual os agentes se preparam para ir, o agente de Mister Bad se aproxima de Luca, que atirava pedras nos pássaros com seus amigos. Com uma voz calma mas forte, o homem chama a atenção dos garotos:
- Olá! Tudo bem com vocês?
Os garotos, desconfiados e ao mesmo tempo curiosos, respondem baixinho:
- Tudo...
O agente percebe a desconfiança dos meninos. Por isso, resolve ir direto ao ponto:
- Bem, eu pago uma rodada de sorvete para todo mundo em troca de um simples favorzinho...
- Hmm, uma rodada só? Acho que é pouco! – faz Luca, ainda sem saber que tipo de “favorzinho” o homem queria que lhe fizessem.
- Tudo bem, então quantos sorvetes vocês quiserem, quantos puderem devorar!
Os meninos abrem um enorme sorriso, e nem se lembrariam do tal “favorzinho” se Luca não perguntasse:
- E então, o que a gente tem que fazer?
O homem responde sem hesitar:
- Como eu disse, é simples! Eu penso que vocês conhecem aqueles garotos estrangeiros que chegaram há poucos dias...
Com raiva nos olhos, Luca responde:
- Sim, a gente já conhece eles... aqueles idiotas! Não fui com a cara deles! E por culpa deles quebrei meu braço!
- Hmm... não sei se sabem, mas eles vieram em uma “missão”. E, assim como vocês, eu detesto eles! Eu e mais alguns outros viemos para estragar, acabar com essa “missão”.
- Legal!
- Então, o que quero é que vocês incomodem, provoquem, atormentem eles, tanto quanto puderem! Que tal?
Os garotos se olham. E não precisam nem conversar para entrarem num acordo.
- Beleza! Vai ser um prazer estragar a missão daqueles pirralhos! E ainda ganhar um monte de sorvete por isso...

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Dan pensa não ter entendido o que Charles dissera, e pergunta outra vez, aproximando mais o ouvido do telefone:
- O que disse, Charles?
- O homem, Dan, desapareceu!
- Mas como pode, assim tão rápido? Será que não entrou em alguma loja e você não percebeu? Você viu o rosto dele?
- Impossível, eu só desviei o olhar por uns cinco segundos! Ninguém poderia ser tão rápido... Quanto ao rosto, não consegui ver direito. Será o mesmo que George e os juniores viram na Itália?
- Não sei Charles, mas é no mínimo estranho. E vamos ter de investigar. Se virmos esse homem de novo, não podemos dar bobeira. Temos que pegá-lo!
Depois disso, Charles diz que precisa ir logo ao aeroporto, para que não se atrase. Dan concorda, e avisa que enquanto isso vai preparar as “boas-vindas” aos novos agentes.

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Chega a noite. Já prontos, os juniores saem animados a caminho da sorveteria.A noite, típica do verão, é realmente fresca e agradável. Os agentes usam roupas leves e largas, aproveitando o frescor da noite. Obviamente, Valèrie toda de cor-de-rosa, e Anne toda colorida: blusinha verde-limão, saia longa laranja com detalhes em rosa-choque e enfeitinhos de cabelo de várias cores. Os meninos, praticamente iguais, de camisetas longas e bermudões (George de bermudão florido).
Quando ainda estão no caminho para a sorveteria, Jonathan repentinamente avista alguém conhecido andando pela rua, com um pacote nas mãos.
- Ei, aquela não é a Rosa?
Todos fazem um esforço para enxergar na luz fraca do poste. Mas logo confirmam.
- É, é sim! – afirma Brian – Ué, ela não tinha ido embora?
- Pois é, tinha, mas... – faz Lisa, confusa.
George então resolve chamá-la e acabar com o ‘mistério’:
- Ei, Rosa! O que está fazendo aqui?
A mulher se vira e responde, um tanto assustada:
- Hã?! Meninos?

MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov



04/10/2006 13:46

CAPÍTULO 8 – LIÇÃO APRENDIDA



Enquanto isso, em Nova Iorque, Daniel, Charles e César terminam suas orações. Dan então pede a Charles que lhe faça um favor: ir até o aeroporto buscar os dois agentes que estão para chegar.
- Como? Por que, eles já estão voltando da Itália?
- Não, Charles! São dois novos agentes. – responde Dan – Eles não puderam vir antes, infelizmente. Por isso vão ser “reservas”, pelo menos nessa missão.
- Tudo bem, eu vou buscá-los. Sem problemas!
Ao sair do prédio e descer as escadas, Charles avista um homem que do outro lado da rua olha atentamente para o Edifício Nova Aliança. Imediatamente ele se lembra do relatório de George, em que contava sobre um homem que os espionava. Estranhamente, Charles percebe que o sujeito usa o mesmo tipo de roupa que o homem descrito por George – uma longa capa negra que lhe cobre a maior parte do corpo. Mas no telefonema, há apenas três horas atrás, George contou que havia acabado de encontrar o estranho novamente. Seria o mesmo? Mas como poderia viajar da Itália para os Estados Unidos em apenas três horas? Impossível, Charles pensa. Então não poderia ser o mesmo. Mas por que aquele homem olhava tão fixamente para a base da MTA?

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E começa a disputa. Luca arranca na frente, mas é logo alcançado por Jonathan. Os outros vão ficando para trás. Praticamente empatados Luca e Jonathan tentam se desviar das pedras no meio da descida, ao mesmo tempo em que procuram ganhar mais velocidade. Lá em cima, todos ficam na expectativa. Os amigos de Luca gritam seu nome e contam vitória. George, Mike, Valérie e Lisa apenas observam silenciosamente.
É quando Mike vê um garoto de olhar triste e desanimado, sentado ao lado de um arbusto. Mike pensa em ir conversar com ele, mas não consegue tirar os olhos da descida, com medo de que aconteça alguma coisa a seus amigos.
Jonathan e Luca continuam empatados. Olham para o lado o tempo todo, para ver as manobras um do outro. Até que os dois esbarram num enorme pedregulho, fazendo-os cair do skate e praticamente rolar até o fim da descida. Todos se desesperam.
George e os outros correm até lá para ajudar os meninos. Luca reclama de muita dor em seu braço esquerdo. Os agentes tentam ajudar, mas os colegas de Luca não deixam. O garoto triste que Mike havia visto ajoelha-se perto de Luca e diz, quase chorando:
- Luca, por que você tinha que fazer isso? Por que tem que ser assim?
- Cala a boca, pirralho. – responde o rechonchudo, estupidamente – Caia fora daqui! E vocês, me levem para o médico, agora!
Após os colegas de Luca levarem-no dali, George fala com Jonathan, que esforça-se para conseguir sentar.
- Jonathan! Tudo bem? Está sentindo alguma dor?
De cabeça baixa, o garoto responde:
- Não, tudo bem, só alguns arranhões. Me perdoe, George. Eu agi errado. E que Deus me perdoe também.
- É, George, eu também peço perdão. Fiz muito mal em ter aceitado o desafio. – confessa Anne, também de cabeça baixa.
- É, mandamos mal mesmo... – concorda Brian.
George abaixa a cabeça, e por um momento todos ficam em silêncio. Até que ele resolve falar.
- Tudo bem, pessoal. Eu também errei, quando deixei vocês sozinhos na praça. Perdoem-me também. Se eu estivesse lá, talvez nada disso tivesse acontecido.
Os juniores abraçam George e Mike fala por todos:
- Tudo bem, George, nós perdoamos você!
- Obrigado. Mas nada é em vão. E acho que aprendemos uma lição! – George conclui – Não podemos estar separados, devemos estar unidos, mesmo quando em lugares diferentes. Um precisa saber do outro. Somos um grupo, uma equipe, e temos uma missão: contar às pessoas a Boa Notícia. E como eu disse antes de toda essa confusão começar, não podemos deixar que coisa alguma nos atrapalhe. Agora nós já aprendemos!
Abraçados, eles se alegram novamente e se sentem perdoados, tanto por Deus como uns pelos outros. É hora de prosseguir!
- Bem, agora venha, “senhor topetinho”, machucadinho não precisa andar até o hotel; vai no colinho do papai! – diz George, sorrindo e pegando Jonathan no colo.
- Ha, ha, ha, até parrece um petit bèbè! – diz Valérie, fazendo graça.
Todos riem e aproveitam para tirar sarro de Jonathan. Eles caminham em direção ao hotel, quando Mike vê o garoto triste encolhido num canto, ao pé de uma árvore. Ele então pede a George para que possa ficar, e explica-lhe que quer conversar com o menino. George permite, mas diz para Mike não demorar. E também sugere que ele convide o garoto para ir até o hotel.
Mike aproxima-se do garoto, que se assusta, mas não abre a boca. Mike resolve quebrar o gelo:
- Oi, eu sou Mike! Tudo bem com você?
Ainda um tanto desconfiado, o menino responde:
- Meu nome é Giovanni. Eu sou irmão mais novo do Luca. Eu vi que você e aqueles garotos estavam abraçados... vocês são irmãos?
- Bem, nós não somos irmãos de sangue, mas somos irmãos de coração.
- Ah... eu queria ter “irmãos de coração” assim também. Já que o Luca me trata pior do que um cachorro...
- É, eu vi. Mas se você quiser, pode ser nosso irmão de coração também!
- Sério?
- Claro! Nossa “família” é meio doida, temos nosso irmão mais velho atrapalhado, o George, uma francesa que ama cor-de-rosa, um inglesinho um pouco esnobe mas gente fina, uma coreana maluquinha, uma sul-africana tímida mas muito simpática, um brasileiro brincalhão e até um judeu americano, no caso, eu!
- Você é judeu?
- Sim, judeu messiânico, mas essa é uma outra história que eu lhe conto depois.
Depois de um breve silêncio, Giovanni faz outra pergunta, sem levantar o olhar para Mike:
- Mas por que vocês me aceitariam como irmão de vocês?
- Porque você é especial, Giovanni. Você tem um valor muito grande!
- B-bem, será que você pode ir até minha casa agora? Pra gente poder conversar um pouco.
- Tudo bem, mas antes vamos passar no hotel onde estou para avisar o George, ok?
Giovanni concorda e os dois vãos para o hotel. Mike fica feliz em perceber que Giovanni já está um pouco mais animado.

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Na casa do prefeito da cidade, agora base da Anti-MTA, Mister Bad chama um de seus agentes. Ele diz que após ter recebido as informações sobre os acontecimentos da tarde, acha que o garoto Luca e sua ‘turminha’ podem ser de grande ajuda à Anti-MTA.
- Parece que o garoto é filho do maior empresário da cidade, um tal de Donaldo Del Vecchio. – comenta o agente.
- Isso não importa. – responde Mr. Bad, sem olhar para o agente – Pelo menos por enquanto. Eu quero que leve o garoto até a sorveteria. E que o convença a incomodar ainda mais a vida dos agentes de Daniel. Aos poucos, a missão deles irá por água abaixo...ha, ha, ha, ha, ha...

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enviada por Yakov



28/09/2006 10:01
CAPÍTULO 7 – O DESAFIO



Perto dali, William e os dois agentes de Mister Bad, disfarçados de jardineiros, observam a discussão e o desafio de Luca aos juniores. Por um micro comunicador, eles informam Mr. Bad de tudo o que está acontecendo.
- Ótimo! – diz Mr. Bad, da base – Fiquem de olho nesse garoto que está provocando eles. Ele pode nos ajudar em breve...
- Ok, faremos isso! – responde William.
- Quero que descubram quem ele é e onde mora. Ele ainda será útil para nós. Agora continuem observando e me informem sobre qualquer novidade.
- Sim, entendido, Mr. Bad!

Enquanto isso, Jonathan, Brian e Anne continuam calados. Luca e seu bando recomeçam as provocações, chamando os agentes de “pirralhos medrosos”. Irritados, os três resolvem aceitar o desafio, falando quase que ao mesmo tempo.
Nesse momento, George chega e ao perceber o ‘clima pesado’ pergunta o que está acontecendo. Mike lhe explica tudo. Mas não havia mais jeito – o desafio já tinha sido aceito.
- Então a gente se encontra no alto da colina às três da tarde! Se não estiverem lá, eu fico com a praça de uma vez. Até lá, pirralhos! – fala Luca, já chamando seu bando para irem embora.

Ao olharem para George, porém, os juniores percebem que agiram errado e que ele não havia gostado nem um pouco do que fizeram.

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Em Nova Iorque, o sol começa a nascer. Ainda são seis da manhã, mas Dan já está de pé, ansioso para ler o relatório que George enviara. Ele caminha até a sala do computador principal da MTA. Entra, senta-se, esfrega os olhos e abre o arquivo com o relatório enviado por George. No relatório, comentários sobre a chegada dos agentes na Itália, no hotel que todos gostaram e sobre como já se sentem como uma verdadeira família, mesmo se conhecendo há tão pouco tempo. Dan fica feliz ao receber essas notícias. Mas logo lê algo que o deixa preocupado: o tal homem que espionara os agentes. Quem seria ele? O que pretende?
Dan ainda está pensando, quando o telefone toca. Um pouco desconfiado, ele atende, com a voz ainda rouca de quem acabara de levantar-se da cama. Sente um certo alívio quando ouve a voz de George do outro lado da linha. Mas logo o alívio passa e a preocupação retorna.
- George, conte-me mais sobre esse homem que espionou vocês...
- Bom, primeiro desculpe-me por ligar tão cedo, mas precisava falar com você, Dan!
- Não tem problema, eu já estava acordado. Agora me conte!
- Nós vimos o homem de novo! Escondido no bosque, enquanto íamos para a praça!
- Oh, Deus...por favor, tomem cuidado! Estamos orando por vocês!
- Eu sei, Dan, obrigado. Tem mais uma coisa que eu quero lhe contar, mas nada que não possa esperar até o relatório que vou mandar no final do dia de hoje.
- Tudo bem, vou estar esperando, George. Deus lhe abençoe!
Dan, ainda mais preocupado, não acha outra solução: dobra seus joelhos ali mesmo e começa a orar, pedindo a Deus para que tome conta dos agentes e os livre do perigo.

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George põe o telefone no gancho. Ele pede aos agentes para que se sentem à mesa. Mas antes de começarem a almoçar, ele dá início a uma conversa séria com os juniores:
- Eu acho que vocês já sabem que o que fizeram não foi nada bom, não é?
- Sim, George, sabemos, mas eles nos provocaram! – reclama Anne, erguendo os braços.
- É, desculpe, mas a gente tinha que aceitar o desafio! – Jonathan completa.
- Não, vocês não tinham! – responde George – Nós não estamos aqui para aceitar provocações, muito menos para brigar com os outros.
- Tsc, ah, George. – faz Brian, levando a mão à cabeça.
- Mas agora já está feito. Vocês deram sua palavra... infelizmente vão ter de cumpri-la.
- É verdade. – comenta Mike – Quando prometemos alguma coisa, não podemos voltar atrás.
- Então vamos almoçar. – George conclui – Espero que aproveitem para pensar mais um pouco nas atitudes que tiveram.

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Mais tarde, Daniel conversa com Charles, que acabara de levantar, e com César, contando-lhes sobre o relatório e sobre o telefonema de George. Os dois também ficam preocupados, mas concordam com Dan que a única coisa que podem fazer no momento é orar pela equipe.
Depois de alguns minutos de oração, Dan começa a se lembrar do dia em que conheceu George e de quando o enviou para os quatro cantos do planeta para buscar os agentes.

Era um dia chuvoso. Guarda-chuvas se chocavam nas calçadas do centro de Nova Iorque. Dan e Charles já haviam arrumado tudo para que a MTA começasse a funcionar. Mas faltava algo fundamental: os agentes. E encontrá-los não era uma tarefa fácil. Dan não queria apenas teens americanos; seu sonho era ver uma equipe formada por ‘juniores’ de vários países diferentes. O dinheiro da venda da imobiliária de Charles era suficiente para que esse sonho fosse realizado. Mas, por questões de idade, nem Dan nem Charles tinham disposição de percorrer o mundo atrás dos juniores certos para serem agentes da MTA. Então quem poderia realizar essa tarefa?
Ao caminhar pela calçada molhada, desviando-se das poças d’água, Dan pensava exatamente nesse assunto. Foi quando, repentinamente, um rapaz de mais ou menos vinte e cinco anos escorregou e caiu numa poça, espirrando água para todos os lados, inclusive em Dan. Era o estabanado George Robles. Daniel pensou em reclamar com o rapaz, mas logo sentiu que estava diante do homem que iria buscar os agentes e liderar a primeira equipe da MTA.
Dan estendeu-lhe a mão, e ao conversarem pelo caminho, descobriu que George sequer sabia para onde ir – tinha saído de sua cidade, Londres, na Inglaterra, como se algo o tivesse empurrado para Nova Iorque. Então Dan lhe disse que Deus o havia trazido. “Nada acontece por acaso”, completou.
George aceitou de bom grado a missão que Daniel lhe dera. E assim foi, passando por todos os continentes, América, África, Europa, Ásia, Oceania, em busca dos primeiros agentes. Nesse tempo várias histórias engraçadas aconteceram, como quando George escorregou no chão liso do aeroporto de Paris, e foi deslizando de bumbum por um bom tempo, até parar numa parede. Tudo para falar com Valérie, que corria para ver as liquidações da moda inverno nas lojas do aeroporto. E também quando, a convite de Anne, na Coréia do Sul, quase comeu um espetinho de escorpião pensando que era apenas carne de boi “seca e esturricada”.
Mas apesar de todas as trapalhadas e confusões, George cumpriu sua primeira missão, trazendo os seis agentes. E nada mais justo do que ele mesmo, George, fosse o líder da primeira equipe. E foi assim que começou a primeira missão da MTA.

Dan dá um leve sorriso ao lembrar-se destas coisas. E pede a Deus para que dê sabedoria a George, e que o abençoe na liderança da equipe.

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Os juniores vão até a colina onde será a disputa. Durante a subida, George, preocupado, pede para que Jonathan, Anne e Brian tomem cuidado.
- Não se preocupe, George, a gente vai ter cuidado. E ainda ganhar essa parada! – fala Jonathan, com um ar de confiança.
- É isso aí, vai dar tudo certo! – completa Anne.
Eles chegam ao alto da colina. Luca e seu bando já estavam lá. Ele e mais dois garotos se preparam para o desafio, assim como Brian, Anne e Jonathan. George e os outros ficam nervosos. Antes de começarem, Luca faz mais uma provocação:
- Prontos para perder, idiotas?
- Vamos ver quem é que vai perder! – responde Jonathan.
Todos a postos, prontos para descer a colina. Quem vai vencer o desafio?

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MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov



18/09/2006 13:04
CAPÍTULO 6 – ANDANDO SOBRE RODAS


Madrugada em Nova Iorque. Preocupado com a missão e com os agentes, Daniel vira-se de um lado para outro na cama; para a direita, para a esquerda, barriga para baixo, barriga para cima, e nada; o sono parece ter fugido. No silêncio da noite, ele se lembra do dia em que foi demitido da loja, há dez anos atrás. Ele era considerado o melhor, sendo o campeão em vendas todos os meses. Era admirado por todos, menos por Tom Silver, um vendedor que o detestava, provavelmente por inveja. Quando o chefe chamou Dan para uma conversa em sua sala, todos imaginaram que ele seria promovido a gerente. Até mesmo o próprio Dan. As palavras do chefe, porém, foram como um balde de água fria.
- Bem, senhor Daniel Durham, o senhor tem ajudado muito nossa loja ultimamente. Mas devido ao número muito grande de funcionários que temos, decidimos fazer alguns cortes.
- Não entendi, senhor. – disse Dan, espantado.
- Vou direto ao ponto: decidimos demitir os funcionários mais antigos. O senhor pode passar no departamento de recursos humanos e acertar suas contas.
A surpresa e o desapontamento foram grandes. Por vários dias, Daniel pensou que Deus o tinha abandonado. Como poderia ter sido demitido, justamente quando era o melhor vendedor da loja? Ele não conseguia entender.
Até que um dia ele se lembrou de um antigo projeto que tinha feito. Lá estava, guardado no fundo de uma gaveta. Então ele entendeu. Tudo aquilo que acontecera foi para que ele começasse a por o projeto em prática. Se não tivesse sido demitido, Dan o teria esquecido, e a MTA jamais teria sido criada.
Foi assim que tudo começou. Depois de alguns dias, Dan começou a procurar um lugar para ser a base da MTA. Mas, como estava desempregado e não tinha muito dinheiro, não conseguiu nenhum, nem uma pequena salinha que fosse. Foi quando resolveu ir conversar com o próprio dono da imobiliária Housing, Charles Goldwell. Desta forma, ele conheceu Charles, agora vice-presidente da MTA. Dan explicou-lhe tudo sobre o projeto e porquê precisava de um local, mesmo que fosse apenas um pequeno escritório, para ser a base da organização. Dois dias depois, uma resposta inesperada: Charles lhe deu não só um escritório, mas um prédio inteiro no centro de Nova Iorque. Daniel quase não acreditou. Menos ainda quando Charles lhe disse que havia vendido a imobiliária e que queria juntar-se a ele. Deste modo, Daniel e Charles deram início à MTA.
Foi um começo difícil, mas valeu a pena. É o que Daniel pensa, pouco antes de finalmente cair no sono, mergulhado em seus pensamentos...

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Em Róssea, Mr. Bad conversa com William e mais dois agentes. Ele os envia à pracinha ,e pede para que fiquem de olho em tudo o que acontecer com os “juniores” da MTA.
- Mas lembrem-se de uma coisa: não quero que façam coisa alguma por enquanto. – ele completa – Apenas observem e me informem de tudo! Agora vão!
Eles viram-se para sair, e mais uma vez são interrompidos pela voz forte de Mr. Bad:
- Ah! William! Espere um pouco, preciso falar com você antes de saírem. E vocês dois, esperem o sr. William lá fora.
Os dois saem, e Mr. Bad prossegue:
- William, você sabe que é meu homem de confiança. Cuide de tudo! É sua responsabilidade cuidar para que nossas ações dêem certo!
- Mas... por que está me dizendo isso? Você vai viajar de novo?
- Não, não, apenas quero que saiba que confio em você. Juntos, vamos acabar com essa palhaçada chamada ‘MTA’...
Depois disso uma terrível gargalhada invade a sala. E William finalmente sai, juntando-se aos dois outros agentes para irem até a praça.

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Um pouco mais tarde, os juniores finalmente saem rumo à pracinha. Os meninos de skate, as meninas de patins e George tentando se equilibrar numa patinete, lá se vão para por a primeira estratégia em prática.
Se empolgam tanto que acabam deixando o pobre George para trás, já que ele quase mal conseguia sair do lugar com sua patinete.
- Ei, esperem por mim! – ele grita, quando os agentes já estão bem à frente.
- Ha, ha, ha! Eu achei que você sabia andar de patinete, George! – diz Jonathan, ao olhar para trás.
- E eu sei! – George responde – Só estou pegando o jeito!
- Um-hum, sei! – faz Anne, dando uma risadinha.
Enquanto dão uma ‘ajudinha’ a George, eles conversam animadamente sobre seus skates e rollers. De repente, Jonathan vê o homem que os tinha espiado na noite anterior. Usando a mesma longa capa escura, ele os acompanhava, escondido em meio ao grande bosque da rua por onde passavam.
- Ei! Parado aí! – grita Jonathan, já andando na direção do homem.
Porém, num piscar de olhos, o estranho misteriosamente desaparece, como se nunca tivesse estado ali. Os agentes ficam surpresos e um pouco assustados. Como poderia o homem ter sumido assim tão rápido? Uma pessoa normal não conseguiria se mover em tamanha velocidade. Por mais que ele tivesse corrido mais para dentro do bosque ao perceber que Jonathan o tinha descoberto, eles conseguiriam enxergar seu vulto em meio as árvores. No entanto, em plena luz do dia, ele simplesmente desaparecera.
- Mas que coisa estrranha... serrá que non estamos imaginando coisas? – pergunta Valérie, levando a mão ao queixo.
- Er, óbvio que não! – responde Brian, nojento como sempre – Como poderíamos imaginar todos juntos a mesma coisa?
- Ok, pessoal! – diz George, tentando encerrar o assunto – Vamos esquecer isso, por enquanto. Não podemos deixar nada atrapalhar nossa missão. Vamos continuar e fazer o que nós viemos fazer: trazer a essas pessoas uma boa notícia – a notícia de que podem ser felizes de verdade, com Deus!
Eles continuam o caminho, e logo chegam à praça, que está lotada. Como é mês de férias e a cidade é pequena e não tem muitos lugares de diversão, a praça é o local preferido das crianças e jovens.
Assim, eles começam a missão. Mike, Jonathan, e Brian conversam com alguns meninos na pista de skate. Valérie, Anne e Lisa vão até a pista de patins para conversar com outras meninas ‘patinadoras’. George vai para o outro lado, na busca de um telefone para ligar para Dan e avisá-lo sobre o estranho que os persegue.
Na pista de skate, Jonathan mostra aos garotos algumas manobras que sabe fazer. Todos ficam admirados, e pedem para que ele mostre mais manobras. Brian resolve “entrar na onda” e começa a mostrar o que sabe. Mike também se junta a eles e os três dão um show de manobras de skate. Até as meninas que andavam de roller, inclusive Valérie, Anne e Lisa, resolvem ir conferir.
Até que um bando de garotos chega à pista. O líder do bando é um menino rechonchudo e invocado chamado Luca Del Vecchio, cabelo loiro e encaracolado, olhos azuis, até parece um anjo, mas não é nem um pouco. Ele diz, aos berros:
- Ei, vocês aí! Não sei de onde vieram, mas seja lá de onde for, deveriam saber que esta é minha pista; a pista de Luca Del Vecchio. Portanto caiam fora, seus palhaços!
Anne, não menos invocada, não perde a oportunidade:
- Palhaços? A quem você está chamando de palhaço? Duvido que você e esse seu bandinho aí consigam fazer as manobras que eles fizeram...
Mike tenta acalmar os ânimos:
- Calma, Anne! E desculpe Luca, não queríamos tomar seu lugar, nós só...
Brian não se agüenta e interrompe:
- Que ‘desculpe’ o quê! Que eu saiba, essa praça é pública, e todo mundo pode usar essa pista!
- É verdade, e a gente vai continuar aqui, querendo você ou não! – completa Jonathan, cruzando os braços.
Do outro lado da praça, George, sem saber da confusão, vai em direção do telefone, carregando sua patinete. É quando uma mulher, aparentando trinta anos de idade, com longos cabelos negros, pele clara e olhos azul-céu, lhe pede para que a ajude a encontrar sua carteira, que provavelmente havia perdido perto dali. Gentilmente, ele tenta achar a carteira em meio às flores do canteiro da praça, mas a própria moça acaba encontrando.
- Muito obrigada pela ajuda, senhor...
- Robles. George Robles.
- Prazer, sr. Robles! – diz a mulher, estendendo a mão delicadamente – Meu nome é Cassandra Montealvo. Bem, perdoe-me, mas tenho de ir, já estou atrasada para um compromisso. Mais uma vez, obrigada! Espero que nos encontremos outras vezes! Tchau!
- T-tchau! – diz George, acenando, encantado com a moça.
Enquanto isso, na pista de skate, a discussão continua. Luca, o arrogante líder do bando, tenta impressionar:
- Pois saibam vocês que o meu pai, Donaldo Del Vecchio, é o maior empresário dessa cidade. Nossa família é a mais rica daqui! E se eu quiser, posso comprar essa praça, essa cidade, essa província inteira só para mim!
Lisa, Valérie e Mike tentam controlar a situação, mas não conseguem. Depois de mais algumas provocações aos juniores, Luca lança um desafio:
- Pois então, vamos ver quem é o melhor! Aqui na cidade tem algumas colinas. Uma delas é perfeita para descer de skate, mas é muito, muito perigosa! Quem chegar primeiro em baixo é o vencedor, e se torna o dono dessa pista. E aí, topam? Ou os pirralhinhos estão com medinho?
Mike, junto com Valérie e Lisa, balança a cabeça negativamente. Mas Anne, Brian e Jonathan ficam pensativos e sem reação. Aceitarão o desafio?

MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov



11/09/2006 13:03


CAPÍTULO 5 – MR. BAD APARECE



A base de operações da Anti-MTA Corporation, na sala do casarão do prefeito Giuseppe Baggio, finalmente fica pronta. Ao terminar a instalação do último computador (o principal), um dos agentes comenta:
- Agora só falta Mister Bad estar aqui para nos comandar!
- Fique tranqüilo, agente. – responde o ‘vice-líder’ William S. – Ele está providenciando algumas coisinhas; logo estará aqui.
Ao ver o trabalho terminado, os agentes se aliviam. E já começam a pensar no mal. Farão de tudo para impedir que a missão da MTA não seja cumprida; seu objetivo é fazer com que ela se torne um fracasso.

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No hotel, George conta aos outros agentes que o homem conseguira escapar. Por um momento, todos ficam pensativos. Mas Brian quebra o silêncio:
- E se esse “pateta” continuar nos perseguindo?
- Eu acho que é um ladrão pensando que somos apenas turistas. Deve estar achando que somos ricos! – comenta Mike.
- Ladron! – espanta-se Valérie – Oh, mon Dieu!
- Que ladrão, que nada! Que idéia mais estúpida! – faz Brian, só para implicar com Mike.
- Não é não, até que faz sentido! – diz Anne, ao ver que Mike ficara encabulado.
George, tentando acalmá-los, encerra o assunto:
- Hm, é, pode ser, mas não devemos ter medo, Deus está conosco! Vamos falar agora dos planos para amanhã! E depois, escovar os dentes e ir para a cama, para que amanhã possamos estar bem dispostos!
- Ih, falou igualzinho à minha mãe, George! – diz Jonathan, fazendo com que todos riam.
- Hm, muito engraçadinho, não sr. Jonathan? – fala George – Então vou apertar suas bochechas também, como sua mãe faz!
- Não! – grita Jonathan, e sai correndo.
George corre atrás de Jonathan, para apertar suas bochechas. Todos se divertem e riem muito, e o jantar acaba em uma divertida bagunça. Apenas no outro dia voltarão a falar sobre os planos para a missão. Sentem-se cada vez mais unidos, cada vez mais como uma verdadeira família.
Mas lá fora, novamente alguém os espiona. Desta vez não o homem estranho, e sim um dos agentes da Anti-MTA. Ao vê-los rindo e se divertindo, ele diz em voz baixa:
- Aproveitem para rir agora. Porque depois vocês só irão chorar, pelo fracasso de sua missão... “agentes”!

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Já pela manhã, na base da Anti-MTA, os agentes dormem todos em colchonetes espalhados pelo chão. É quando de repente, uma voz grave e rouca os desperta do sono. Eles se assustam ao olhar para a figura em pé em frente a porta.
- Bom dia, senhores! Sete horas! Já é hora de levantar e começar o trabalho, não? Mister Bad, seu chefe, finalmente chegou!
Todos os agentes levantam-se prontamente, olhando admirados para o homem, que veste uma capa preta que lhe cobre até os pés e um chapéu de abas longas, lhe tapando metade do rosto, de modo que fica impossível ver seus olhos e cabelos; seu rosto é visível apenas da metade do nariz para baixo. Esse homem que lhes falara de tal forma lhes causava um pouco de medo. Afinal de contas, sabe-se lá o que um sujeito misterioso como aquele, que nunca mostrara seu rosto e cuja identidade verdadeira ninguém conhecia, é capaz de fazer.
- Hoje mesmo começamos nossa missão. – continua Mister Bad – Não devemos perder tempo. Se aquelas crianças começam sua patética missão hoje, nós é que não ficaremos para trás, não é sr. William?
- Certamente, Mr. Bad! – responde o agente William S.
- Então, mãos à obra! – completa Mr. Bad, esfregando as mãos vestidas em grossas luvas de couro.

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- Meninos, meninos, acordem! – grita George, abrindo as cortinas do quarto – Já são nove horas! Deveríamos ter levantado às oito!
Mike, ainda com os olhos meio fechados, pergunta, bocejando:
- Mas não era para você nos acordar às oito?
- É que tenho um pequeno problema de dormir demais! – responde George, meio sem-graça – O despertador toca e eu continuo dormindo. Acho que preciso de um som mais alto para acordar...
- Ok, ok, mas por que não nos deixa dormir mais um pouco? Agora que já estamos atrasados mesmo... – resmunga Brian, colocando o travesseiro sobre a cabeça.
- É, cara, só mais um pouquinho... – concorda Jonathan.
- Não, meninos, acho melhor levantarmos mesmo! Não podemos perder tempo, a missão deve começar! – comenta Mike, empolgado e já saindo da cama.
George concorda, e puxa as cobertas dos rapazes. Brian continua resmungando, mas logo se levanta. Jonathan também levanta, e ao ver a roupa de George – um belo pijama azul-marinho com estrelinhas amarelas – ele ri e não evita o comentário:
- Uau, George! Belo pijama de estrelinhas!
George, depois de se olhar de cima a baixo, responde:
- Qual o problema com meu pijama de estrelinhas? Ele me ajuda a pegar no sono, tá?
Um pouco depois, os juniores finalmente descem para o café da manhã. Lá, uma surpresa os esperava: a secretária Rosa Senderson, que havia preparado tudo para eles antes mesmo de viajarem para a Itália. Os agentes ficam felizes em vê-la.
- Bom dia, agentes! Prontos para iniciar a missão? - ela diz, com um sorriso no rosto.
- Estamos prontíssimos, ‘capitã’ Rosa! – responde George, fazendo continência.
- Não deveriam estar aqui às oito, sr. Robles? – ela diz, olhando para George – Aliás, belo pijama!
- Foi o que eu disse! – diz Jonathan, sorrindo.
- Iaagh! – exclama George, se olhando e percebendo que ainda estava de pijama – É que foi tanta correria para chamar os agentes que acabei esquecendo de trocar de roupa...
Os juniores e Rosa riem ao olhar para George, que fica corado de vergonha. Depois disso, todos partem para o café da manhã. Menos Rosa, que avisa que precisa ir.
- Ah, não vai tomar café com a gente, Rosa? - pergunta Anne.
- Não, querida, vou voltar para a cidade da minha tia hoje mesmo. Só vim ver como estavam. Talvez eu volte algum outro dia para vê-los.
- Tudo bem. Vá com Deus, Rosa! E ore por nós! – diz George, antes de Rosa sair.
Durante o café, George pede aos agentes que dêem idéias para a missão da manhã. Valérie sugere uma ida ao parque da cidade, onde poderiam fazer um ‘mini-desfile de moda’. Brian detesta a idéia, e sugere uma partida de futebol. Jonathan concorda. Anne reclama que as meninas não gostam de futebol, e então propõe uma partida de voleibol, da qual todos participariam. Mike gosta da idéia de Anne. Lisa, porém, diz que eles poderiam sair para andar de skate e patins na pracinha. George acha a idéia excelente, e depois de pensarem um pouco, todos concordam e se empolgam com a idéia de Lisa.
- Viram? A Lisa é quietinha, mas quando fala só saem boas idéias! – comenta George, dando uma piscadinha.
- Verdade! – Mike concorda – E isso é muito bom!
Assim, eles passam a planejar os detalhes da ação. A animação é tanta que nem percebem um faxineiro que varria o chão da cozinha. Ao terminar de varrer, o homem sai e entra numa pequena sala. Lá, ele tira um pequeno fone de dentro do bolso e começa a falar:
- Consegui as informações! Eles vão estar na pracinha...
A apenas alguns metros dali, uma voz sombria responde:
- Ótimo ! Quero vocês de olho, observando tudo o que acontece, sem perder nada. Entendido?
- Sim, Mr. Bad! – responde o falso faxineiro – Pode contar conosco!

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MTA©2006 Jacob M Galon
enviada por Yakov






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